The Witcher 3: Wild Hunt – Review

[vc_row full_width=””][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]The Witcher 3: Wild Hunt, é o terceiro capítulo da saga The Witcher, desenvolvida pela CD Projekt Red e baseada nos livros com o mesmo nome, escritos pelo polaco Andrzej Sapkowski.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/1″][vc_video title=”Trailer de Lançamento de Witcher 3″ link=”https://www.youtube.com/watch?v=xt_65k-gv1U”][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Antes de passarmos para a análise propriamente dita, quero apenas referir que mesmo já tendo mais de 120 horas de jogo, é muito dificil mencionar tudo o que este tem para oferecer, uma vez que a CDPR criou um mundo enorme, com imensos segredos e quests escondidas, muitos easter eggs para encontrarmos, tudo com uma atenção ao detalhe soberba. Portanto esta análise vai-se focar naquilo que foi a minha experiência com o jogo ao longo destas mais de 120 horas, assim como explorar as suas principais características.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Em Witcher 3, continuamos a história do Witcher Geralt of Rivia, um humano mutante que tem como profissão caçar monstros por dinheiro. O jogo continua a linha temporal de Witcher 2 e, neste capítulo, Geralt decide embarcar na missão pessoal de encontrar e proteger Cirilla, também conhecida por Ciri, que se encontra perseguida pela Wild Hunt, devido aos seus poderes capazes de destruir o mundo.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]A procura por Ciri vai levar Geralt a imensos locais. A guerra entre Nilfgaard e Temeria acabou com uma vitória para os primeiros, deixando o povo na miséria e dividido sobre quem apoiar, a norte, Redania, liderada pelo louco Radovid, opõe-se ao avanço de Nilfgaard e, entre as duas nações, a cidade de Novigrad que se mantém neutra, sofre com a pressão de poder ser invadida a qualquer momento, enquanto os fanáticos religiosos do Eternal Fire caçam feiticeiros e não-humanos, e os condenam à morte na fogueira. A oeste, nas ilhas Skellige, o povo com costumes guerreiros, ataca sem piedade as aldeias costeiras de Nilfgaard, deixando a população ainda mais na miséria. As viagens de Geralt e Ciri vão levá-los a todos estes locais e lá, vão deixar marcas profundas nos habitantes e governos.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5511″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=””][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]A CDPR decidiu fazer um mundo semi-aberto com 5 áreas principais. Temos White Orchard, onde se passa o prólogo da história e onde vamos aprender as principais mecânicas do jogo; o Palácio de Vizima, uma área muito pequena que serve apenas para receber ordens de Emyhr, o imperador de Nilfgaard, que tem a voz de Charles Dance, no seu primeiro trabalho em videojogos; Velen, uma zona onde ainda existem resquícios de luta entre os resistentes de Temeria e os invasores de Nilfgaard, com enormes pântanos e aldeias que são constantemente fustigadas por ataques de bandidos e monstros; Novigrad, uma cidade enorme com vários mercados, becos, zonas portuárias, bares e bordéis; Kaer Morhen, o castelo arruínado que serve de quartel para os Witcher e o mais próximo que Geralt tem de uma casa; e Skellige, um arquipélago de ilhas, com enormes montanhas de neve, florestas densas, castelos de piratas e enormes zonas para navegar de barco.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Cada uma destas áreas principais é enorme e podemos atravessá-las sem um único ecrã de loading. Estes estão apenas presentes quando fazemos fast travel, morremos ou carregamos um jogo. No entanto, o jogo não é totalmente um mundo aberto, existem muitas restrições, especialmente nos interiores. A maioria das casas estão trancadas e a interação que temos com o mundo de jogo também não chega ao nivel que vimos por exemplo em Skyrim. De qualquer forma, como disse, as áreas são enormes e há muito para explorar, podendo para isso, utilizar o nosso cavalo Roach, ou um barco. O mapa também é muito variado geograficamente: temos florestas muito densas e imprevisíveis, pântanos com inimigos à espreita no nevoeiro, planícies enormes, montanhas geladas, cavernas que servem de ninho para monstros, zonas de plantações perto de aldeias, cidades densas com prédios altos e ruas estreitas e enormes lagos e mares para navegar.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

História

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]

À medida que vamos passando pelas várias zonas, vamos encontrando diversos personagens, uns novos, outros já conhecidos. A quantidade de personagens que encontramos é enorme, mas ainda assim, cada um é muito bem trabalhado e desenvolvido, dando vontade de descobrir mais sobre cada um deles. Além disso existe documentação dentro do jogo, na qual podemos ler sobre o passado de cada personagem interveniente na história, de modo a percebermos melhor a sua motivação. Assim não é preciso jogar-se os primeiros capítulos para compreender o que se está a passar em W3. O jogo apenas nos expõe o suficiente para entendermos o contexto de cada situação, e se queremos aprofundar mais, podemos ler a documentação.

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O facto de Ciri se encontrar em fuga da Wild Hunt, fará com que em várias situações, nos veremos obrigados a enfrentar este poderoso inimigo em lutas espetaculares, não apenas com Geralt, mas também com Ciri. Sim porque, de forma genial, a CDPR decidiu que em vez de nos contarem numa cutscene os passos de Ciri, nos mostrariam em níveis nos quais podemos jogar com a personagem. Nestes níveis, haverão decisões que teremos de fazer como Ciri, que vão influenciar também a aventura de Geralt. As escolhas são algo muito importante em Witcher 3. A CDPR prometeu que a história se iria moldar segundo as nossas escolhas e nisso não decepcionou. O mundo de jogo é totalmente orgânico e aquilo que decidimos pode até alterar algumas zonas ao nível da geografia. Além disso as escolhas podem alterar de forma inesperada o percurso de uma determinada quest e eventualmente, quem nos vai ajudar a combater a Wild Hunt, pelo que é preciso ler atentamente os diálogos e tomar o caminho que achamos mais acertado. Os diálogos estão muito bem escritos, assim como a história em geral, são bastante inteligentes na maioria das vezes, e a atenção ao detalhe nelas é visível na medida em que, muitas vezes temos vários tópicos de conversa, e os diálogos acabam de forma a que, quando abordamos um novo tópico, não pareça que a conversa ficou partida, mantendo um fluxo natural de conversação que seria de esperar quando falamos com alguém.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5512″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

 “A CDPR prometeu que a história se iria moldar segundo as nossas escolhas e nisso não decepcionou”

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]As escolhas também influenciam o final, havendo 3 finais principais e 36 variações desses finais. Esses finais realmente são o resultado de todas as escolhas que o jogador faz ao longo do jogo. No meu caso, foi o final perfeito para mim, visto que fui trabalhando a história de modo a que o meu final acontecesse. Fiquei surpreendido quando o que vi na cinemática final foi exactamente aquilo que queria, pelo que tenho de dar os parabéns à CDPR por me proporcionar um final tão satisfatório para a história de Geralt.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Combate

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Sendo Witcher 3 um RPG de ação, é natural que existam várias opções de combate. Mais uma vez, Geralt parte para o combate munido das suas fieis espadas de aço e prata, os seus signs, uma variação de magia mais rápida e menos poderosa aprendida pelos Witcher, e temos também armas secundárias como bastões e machados, bestas com diversos tipos de dardos e bombas.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]De modo a manter o combate dinâmico, podemos alternar entre signs em tempo real e enquanto defendemos, equipar bombas e poções durante o combate e trocar de espadas consoante o tipo de inimigo que encontramos.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]As bombas e poções são aliados muito úteis que podemos criar usando o sistema de alquimia e se soubermos a receita. Algumas poções possuem efeitos espetaculares mas temos de estar atentos ao nivel de toxicidade, sendo assim necessária uma boa gestão do uso das poções, especialmente em combate.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O combate em Witcher 3 envolve alguma estratégia, nomeadamente nos niveis de dificuldade mais altos, onde cada ataque falhado nos deixa expostos a ataques inimigos, bastante punitivos se jogarmos nos dois niveis de dificuldade mais elevados.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5513″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Temos ainda combates em bares e becos, onde não podemos recuperar a vida e lutamos sem armadura. Estes ao contrário do jogo anterior, não são sequências de Quick Time Events, mas sim mais próximos do primeiro jogo, no qual lutávamos como se de um combate normal se tratasse. No entanto, para a maioria dos inimigos, basta martelar o ataque forte enquanto eles se defendem, e quando a sua stamina acaba podemos dar algum dano, o que torna estes combates um bocado chatos.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Também temos a opção de lutar a cavalo, barcos ou debaixo de água. Os ataques que desferimos em cima do cavalo provocam danos enormes e podem matar a maioria dos inimigos à primeira. No entanto é mais complicado lutar desta forma pois alinhar os ataques requer alguma prática e ritmo, para não falar que temos de ter em atenção o nível de medo do animal que quando atinge um certo nível, faz com que este se empine e nos mande ao chão, sendo necessário acalmá-lo com o sign Axii. Nos barcos e debaixo de água podemos usar a nossa besta para eliminar os adversários com os dardos normais que são infinitos ou com vários outros que podemos criar como dardos explosivos, dardos triplos, dardos em fogo, entre outros. A besta é bastante útil para lutas com inimigos aéreos, bastando apenas fazer Lock-on neles e disparar um dardo para os fazer cair por terra.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O combate em geral funciona bastante bem, no entanto a movimentação de Geralt não é a melhor e muitas vezes acabamos por atacar o inimigo errado. Por definição, Geralt está sempre a correr, se usarmos teclado e rato e por vezes torna-se dificil colocá-lo na posição correta para saltar um obstáculo ou ganhar vantagem posicional face a um adversário. A movimentação de Roach é ainda pior, tendo uma hitbox estranha e grande que faz com que fique preso em muitos obstáculos sem que lhes toque.

 [/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5514″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Progressão e Exploração

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Em Witcher 3 progressão e exploração estão bastante relacionados. Apesar de termos um mundo enorme para explorar, existem zonas que em níveis baixos são de evitar pois estão infestadas de monstros de alto nível que muitas vezes são capazes de nos aniquilar com um único golpe.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Ao longo do jogo vamos recebendo experiência que nos vai permitir subir de níveis. A cada nível recebemos um ponto de habilidade que podemos gastar em 4 áreas de especialização: ataques, signs, alquimia e especiais. Nos ataques podemos aumentar o dano que os nossos golpes causam e adicionar outros efeitos, nos signs podemos aumentar os poderes de cada sign ou desbloquear um uso alternativo para cada um, na alquimia podemos melhorar a eficácia das poções, diminuir a sua toxicidade ou usar cada poção mais que uma vez, nos especiais podemos aumentar um atributo dependendo do tipo de armadura que temos, fazer com que a vitalidade se regenere durante o dia entre outros. Cada uma destas habilidades só fazem efeito quando os colocamos num slot. Até nivel 30 desbloqueamos 12 slots onde podemos colocar habilidades. Sendo o número de habilidades muito maior que o número de slots, é preciso gerir o que queremos colocar nos slots ao mesmo tempo que permite personalizar Geralt a nosso gosto, focando-nos numa ou várias áreas de especialização.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5515″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]A partir de nivel 30, só podemos melhorar Geralt através do equipamento, um pouco ao estilo do que acontece em Destiny com o sistema de Light. Conforme vamos explorando o mapa, vamos encontrando várias peças de equipamento. Este equipamento pode ser encontrado em baús, corpos decompostos, comprados ou forjados. Para forjar o equipamento, primeiro, precisamos do diagrama correspondente. O equipamento de mais alto nível é obtido desta forma. Geralt é apenas um caçador pelo que não possui qualquer aptidão na forja, assim, para criar equipamentos, precisamos de nos dirigir aos armeiros espalhados pelo mapa. No entanto, nem todos os armeiros conseguem construir todo o equipamento que queiramos. Cada armeiro tem um nível e apenas os mestres armeiros conseguem forjar o melhor equipamento.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O inventário não permite que guardemos tudo o que encontramos no mundo. Temos um sistema de peso bastante realista, no qual, podemos equipar sacos em Roach que permitem aumentar a carga que podemos transportar. Também podemos equipar Roach com selas que aumentam a sua stamina, troféus que são partes do corpo de monstros raros que matamos e possuem propriedades próprias e palas para os olhos que aumentam o medo que Roach pode ter antes de se empinar.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O inventário está dividido em secções, uma para equipamentos; uma para poções, alimentos e outros itens usáveis; uma para itens de quests e uma para “tralha” que encontramos. Um pormenor que gostei bastante é o facto de que se vendermos às pessoas certas podemos fazer bastante mais dinheiro. Assim, se queremos vender equipamentos e materiais de construção, convém vender aos armeiros, se quisermos vender tralha temos os mercadores e se quisermos vender ervas e itens de alquimia temos as ervanárias. Se não quisermos vender e estivermos com falta de material, podemos desmantelar algum desse lixo para evitar ter de comprar os itens que faltam para forjar alguma espada ou armadura.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5516″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Side Quests

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Existe muito para fazer em Witcher 3, além das missões principais. Nas várias vilas espalhadas pelo mapa vamos encontrar painéis com anúncios de trabalhos que podemos aceitar. Também podemos falar com NPC que tenham um ponto de exclamação, ou encontrar pistas de tesouros escondidos. Existem imensas side quests no jogo, mas em Witcher 3, estas tiveram um tratamento especial: cada uma tem cinemáticas e vozes em todos os personagens intervenientes, não ficando nada atrás de uma quest principal. Para além disso, algumas estão interligadas e possuem o seu próprio sistema de decisões. Também podem ser influenciadas pelas nossas escolhas na quest principal, pois podemos por exemplo matar algum NPC que participaria nessa quest e agora já não pode.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Também temos algumas side quests geradas aleatóriamente e que nos dão experiência e até dinheiro se as completarmos, como por exemplo, salvar uma vila de um ataque de bandidos ou monstros, proteger um mercador que viu a sua carroça atacada por passar muito perto de um ninho e precisa de tempo para fugir com o material, matar monstros ou bandidos que tomaram vilas abandonadas, o que faz com que os antigos moradores regressem e abram negócios nessa zona. Podemos ainda encontrar os desenhos dos equipamentos das diferentes escolas de Witcher, ou aceitar contratos de caça.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5517″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

“Os contratos de caça são das melhores side quests que ja joguei num RPG.”

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Os contratos de caça são das melhores side quests que ja joguei num RPG. Estas envolvem várias fases que nos fazem usar todas as habilidades de caçador de Geralt. Para aceitar estes contratos, temos de nos dirigir ao NPC que precisa da nossa ajuda. Este vai-nos contar a razão pela qual o monstro precisa de ser eliminado. Aí podemos regatear o valor da recompensa, tendo cuidado para não abusar ou o NPC pode retirar o contrato. Para encontrarmos o monstro, primeiro temos de nos dirigir à zona indicada pelo NPC onde vamos procurar pistas usando a mecânica de Witcher Senses que faz sobressair as pistas e objectos com os quais podemos interagir no cenário. Quando sabemos onde se encontra o monstro vem a parte mais importante, a preparação. Existem muitos monstros no jogo, divididos por classes. Os monstros são bastante interessantes, com design muito bom e temos um bestiário bastante robusto, no qual podemos ler sobre os hábitos de cada monstro, os seus ataques principais e mais importante, as suas fraquezas. Temos ao nosso dispor vários itens que aumentam o nosso dano na forma de várias poções, mas se não queremos subir o nível de toxicidade para valores astronómicos, podemos usar vários óleos, que ao serem aplicados nas armas, causam mais dano a uma determinada classe de monstros. Esta preparação toda é extremamente importante nos níveis de dificuldade elevados, onde o combate é mais punitivo e qualquer vantagem que possamos ter sobre os nossos adversários é importante. Nos confrontos com os monstros causar danos elevados pode fazer com que eles fujam, normalmente para as suas tocas, onde têm maior vantagem nos combates. Se os perdermos, basta seguir as pistas que eles deixam, mas ao nos encontrarmos de novo, o combate vai ser mais difícil pois as suas tocas são muitas vezes apertadas e o espaço para fugir é pequeno, e ainda podem estar com a vida recuperada pois puderam descansar.

Para além destas actividades secundárias, temos ainda o Gwent.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Gwent

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Com certeza já ouviram falar no Gwent, o jogo de cartas incluido em Witcher 3, então perguntam-se do porquê de eu querer dar tanta ênfase a este jogo. Pois, a razão principal é porque o Gwent não é um jogo de cartas qualquer. É provavelmente o melhor jogo secundário já feito dentro de um outro jogo. Muitas foram as horas que passei a jogar Liar’s Dice, poker e Blackjack em Red Dead Redemption. Mas desde que joguei a obra prima da Rockstar, nenhum outro título me tinha agarrado tanto com um jogo secundário como o Gwent em Witcher 3. O que torna este jogo de cartas tão especial para começar é o facto de ter sido criado de raíz para W3, ao contrário do que aconteceu em Red Dead Redemption, que tinha jogos já existentes. De seguida é o facto de que estamos perante um jogo bastante bem balanceado logo no lançamento, que apesar de não estar livre de exploits, não deixa de ter um bom reportório de cartas e regras bastante equilibradas.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5518″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Em Gwent, tomamos o papel de um general que tem de decidir que unidades colocar no campo de batalha em cada turno. Cada unidade possui um nível de ataque e está dividida em três categorias: soldados, arqueiros e cerco. Temos ainda cartas de heróis com efeitos únicos e cartas que alteram o campo de batalha. O que muda em relação aos outros jogos de cartas é o facto de não podermos tirar cartas do deck no inicio de cada turno, excepto com cartas especiais. Assim, requer-se uma gestão muito mais cuidada das cartas que queremos colocar em jogo, e obriga-nos a planear a estratégia com vários passos de avanço. O objectivo é ao fim de cada turno, ter mais poder de ataque que o adversário. Parece simples, mas se não tivermos cartas boas no deck, os adversários mais capazes vão utilizar estratégias que nos fazem render ao primeiro turno, pois sabemos que não temos a mínima hipótese.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Gwent é assim um jogo fácil de aprender mas com uma curva de aprendizagem bastante bem definida e que nos vai fazer percorrer o mundo de jogo à procura das cartas mais raras e poderosas. O jogo está de tal forma bem construído que, com alguns toques e refinamentos, podia ser o modo competitivo online de Witcher 3, caso a CDPR o quisesse, ou quem sabe, até podia ser criado como jogo físico sendo uma nova franchise que eu teria todo o gosto em apoiar.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”5519″ alignment=”center” border_color=”grey” img_link_large=”yes” img_link_target=”_self” img_size=”1200×600″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Som

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]O som em Witcher 3 está incrível. Em todas as ocasiões temos uma música de fundo bastante acolhedora, que ajuda a aumentar a imersão no jogo. Nos combates, ouvimos uma música mais tribal que realmente nos coloca quase num transe enquanto retalhamos os inimigos que temos pela frente. Em relação à performance dos actores, é de primeira categoria. Geralt mais uma vez tem a sua voz desprovida de emoções devido às mutações a que foi sujeito, pelo que é bastante cómica a forma como ele lida com o sarcasmo e piadas. Charles Dance faz um trabalho fenomenal como Emyhr e se ele consegue isto no seu primeiro trabalho num jogo de vídeo, mal posso esperar para o ouvir noutros jogos. De resto todos os personagens intervenientes na história e até mesmo os das missões secundárias são representados de forma bastante sólida, com várias pronúncias dependendo da região em que estamos.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_video link=”https://www.youtube.com/watch?v=2bSk-8C76dc”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Gráficos e Performance

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Graficamente, Witcher 3 é uma obra de arte. Mesmo com o downgrade polémico de que foi alvo, de forma a estar a par com as consolas, ainda continua um jogo extremamente belo e sem dúvida digno da nova geração. A atenção ao detalhe que vimos em Witcher 2 foi transposto para Witcher 3, mesmo este sendo de mundo aberto. Detalhes como a arquitectura das casas, as roupas dos NPC e as suas rotinas, as decorações dos interiores ou o sangue que se espalha na água tornam Witcher 3 num jogo muito mais vivo. Além disso, o jogo ainda possui os efeitos disponibilizados pela Nvidia Gameworks, nomeadamente a física da folhagem e dos tecidos que se movem da forma mais realista já feita num jogo, reagindo ao vento ou aos nossos passos, efeitos de luz realistas especialmente devido ao ciclo dia/noite existente no jogo. As tempestades são ainda mais impressionantes que as vistas em GTA V e, aliadas à fisica das árvores, pode dar a sensação que estas vão ser arrancadas do chão a qualquer momento.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_video title=”Demonstração dos efeitos Nvidia Gameworks” link=”https://www.youtube.com/watch?v=Md4Hmgtl8q0″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]No entanto, e como já seria de esperar, jogos com o selo Gameworks costumam dar problemas. Devido às fisicas embutidas no código do jogo, o limiar da performance é aumentado, no entanto é perfeitamente possível jogar Witcher 3 mesmo em máquinas mais modestas. No entanto para jogar com tudo ao máximo é preciso um maquinão. Jogar a 60 fps em todas as situações é difícil, mesmo com gráficas high end sem SLI ou CrossFire, no entanto existem algumas opções que podem ser desligadas e não alteram nada visualmente, mas geram ganhos enormes de fps, nomeadamente a Foliage Distance, a Grass Density e as sombras, que podem dar entre 10 a 15 fps apenas passando de ultra para high em zonas abertas. Nas cidades torna-se mais difícil manter as 60 fps devido à densidade de pessoas e efeitos mas na máquina de testes com a GTX780, i7 3770 e 8Gb de RAM, nunca vi as fps caírem abaixo das 50 com tudo em ultra excepto as opções que referi antes e com HBAO+, Depth of Field, Bloom, Light Shafts e AA ativos.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Como seria de esperar, o jogo não é imune a bugs, ainda para mais pela sua natureza aberta. Não existem bugs que comprometam a experiência, apenas alguns elementos dos personagens que só são renderizados durante as cutscenes como o cabelo, barba ou capacetes, o corpo de Geralt que por vezes se separa em partes para umas situações cómicas ou a física de Roach, que desce montanhas a fazer o pino. Mas como disse, nada que comprometa a experiência no geral. Em relação à IA, nos níveis mais baixos de dificuldade é relativamente má, mas a IA de Roach é especialmente má em todos os niveis de dificuldade. Já cheguei a estar literalmente minutos à espera que o cavalo viesse ter comigo, pois a CDPR implementou um algoritmo que faz com que Roach apareça numa zona aleatória fora do nosso campo visão, o que associado à sua hit box estranha faz com que ele por vezes apareça e fique preso no meio de obstáculos ou até em cima de casas.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

Conclusões

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_column_text]Witcher 3: Wild Hunt é uma das melhores experiências que tive nos últimos anos. O último jogo que me fez ter vontade de acabar a 100% foi Dying Light mas nem esse chega aos calcanhares desta obra prima por tudo aquilo que tem para oferecer. A CDPR criou um mundo aberto, que apesar das limitações, é orgânico, credível e molda-se de acordo com as nossas ações. É um dos melhores mundos que já vi num jogo, e este facto é ainda mais impressionante tendo em conta o orçamento muito mais baixo disponível para a CDPR, quando comparado aos colossos como GTA V e Elder Scrolls. Foi assim uma maneira de terminar a saga de Geralt com chave de ouro e só nos resta esperar que a CDPR volte a criar um jogo baseado neste mundo incrível. A luta para melhor jogo do ano começa a fica acirrada.[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/6″][/vc_column][/vc_row]
Gráficos92
Argumento96
Som92
Jogabilidade88
Mundo enorme para descobrir
Argumento muito bem escrito com escolhas que influenciam a história
Atenção ao detalhe incrível
Boa performance dos actores
Combate requer estratégia e preparação
Algumas das melhores actividades secundárias feitas num jogo
Bugs de física
Movimentação de Geralt e Roach
Dinheiro perde poder e importância ao fim de algum tempo de jogo
Velas, velas everywhere
92
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