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Review Ys IX Monstrum Nox – Um excelente RPG de ação com uma das melhores bandas sonoras do ano

Review dos Leitores0 Votes
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O Melhor
História com vários mistérios
Excelente sistema de combate
Banda sonora incrível
O Pior
Bastante datado graficamente
Imenso texto (pode não agradar a toda a gente)
85

A série Ys já existe há muitos anos e sempre foi algo que quis experimentar mas nunca tive a chance de o fazer. Com o lançamento do novo título Ys IX Monstrum Nox, tive a oportunidade de receber uma chave de análise para testar este jogo e finalmente colocar o pé na série.

O resultado final foi uma excelente experiência com este RPG de ação, cuja banda sonora incrível e combate simples mas frenético e me proporcionaram cerca de 30 horas de grande qualidade à frente do ecrã.

Fuga da prisão

Antes de mais, podem começar a série Ys neste título que não vão perder nada dos acontecimentos dos jogos anteriores, visto que as histórias são independentes umas das outras, com apenas uma ou outra referência em conversas isoladas.

Ys IX segue a história de Adol Christin, um aventureiro acabado de chegar à cidade-prisão de Balduq e que imediatamente é detido e levado para interrogatório. Com a ajuda de outro prisioneiro, consegue fugir mas durante a fuga, encontra Aprilis que com um tiro de pistola o transforma num Monstrum, uma entidade com poderes sobrenaturais e capaz de exorcisar monstros.

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Com a ajuda de outros Monstrums que vai encontrando ao longo da sua aventura, Adol vai lutar para libertar Balduq de uma maldição que envolve a cidade e bloqueia alguns distritos dentro do Grimwald Nox, um mundo paralelo repleto de criaturas misteriosas.

A história é bastante boa, mas a forma como é contada ainda tem muito daquele sistema japonês que mistura algumas partes faladas com outras só com texto, mas é tanto texto que por vezes se torna difícil manter a atenção, em especial quando o que queremos é a próxima luta.

No entanto, cada personagem relevante tem uma espécie de arco de personagem composto por algumas missões principais e secundárias, pelo que ficamos a conhecer todos os companheiros de Adol de forma extensiva, algo que nem sempre acontece desta forma em muitos outros jogos.

Existem também várias histórias paralelas que envolvem conspirações e golpes de estado, criando uma espécie de tensão social e conferem ao jogo uma componente não-sobrenatural que ajuda a equilibrar um pouco as temáticas e ambiente.

Combate viciante, simples e frenético

Ys IX é um RPG de ação e é dos poucos jogos deste género que me conseguiu dar aquela sensação de martelar um botão para atacar e misturar com habilidades, como o que tenho em Kingdom Hearts.

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O combate é bastante simples, têm um botão para atacar, outro para esquivar e ao usar uma combinação de R1/R/RB com um dos botões do lado direito, podem usar uma de quatro habilidades. Também é possível defender de ataques carregando no botão R no tempo certo.

O loop de combate é simples, atacar o inimigo para encher o SP que permite usar habilidades, preencher a barra de Break que o permite deixar vulnerável por uns segundos e ao mesmo tempo encher a barra de Boost, que confere um aumento nos stats, recupera vida e SP mais rapidamente e ainda permite usar um ataque especial que causa bastante dano.

Cada personagem possui um tipo de dano que é mais eficaz contra certos inimigos, chamados Slash, Strike e Pierce. O jogo permite equipar itens que alteram o tipo de dano que um personagem causa, mas isso sacrifica um slot de acessório, visto que só podem ter 3 personagens na equipa ao mesmo tempo.

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Também existem vantagens em usar diferentes combinações. Por exemplo, um personagem de cada tipo aumenta a quantidade de itens raros que os inimigos largam ao serem derrotados. Por outro, ter dois personagens do mesmo tipo aumenta o dano que causamos com esse tipo, particularmente útil para lutas de boss.

Para mim, apesar de eventualmente ter gravitado para uma personagem específica, todos os Monstrums são divertidos de usar e possuem habilidades excelentes para todos os gostos. O jogo também vos confere bastante dinheiro e itens para lhes dar upgrade entre cada capítulo, fazendo com que nunca se sintam estagnados.

Gráficos, performance e som

Graficamente, Ys IX é um jogo que pode ser considerado datado. Existem muitas texturas em baixa resolução, mesmo típico de JRPG. Alguns menus parecem um bocado simplistas demais, quase como se tivessem sido criados em editores de imagem simples. Ainda assim, o design dos personagens e inimigos é excelente.

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As opções gráficas são bastante extensivas, diria que até demais para os gráficos que o jogo apresenta, mas mesmo com tudo ao máximo, o jogo corre imensamente bem. Verdade seja dita, a minha 2080 Ti tinha mais que obrigação de correr isto sem qualquer problema, mas mesmo com tudo ao máximo e a 1440p, não tive qualquer queda de FPS.

Se quiserem jogar este jogo, tenham apenas em atenção que Alt+Tab quando o jogo está em Fullscreen é receita para terem de o reiniciar quase garantidamente, pelo que devem usar modo Borderless. O problema é que isto pode fazer com que Freesync ou Gsync não funcione, mas como é um jogo single player podem ativar Vsync sem qualquer problema.

A nível de som, o voice acting em Japonês e Inglês é bastante bom, portanto vão ficar bem servidos independentemente da vossa escolha.

A banda sonora é absolutamente incrível e provavelmente a 2ª melhor que ouvi este ano, apenas ultrapassada pelo remaster de Nier Replicant que analisámos recentemente.

Conclusões

Pessoalmente, adorei as 30 horas que passei a jogar Ys IX. Enquanto novato na série, confesso que achei as primeiras 2h relativamente lentas, mas depois deu o clique e foi sempre em frente até ao fim. Além disso, foi daqueles jogos que gostei de explorar tudo sem ter pressa em terminar a história, uma das razões pela qual esta análise acabou por demorar mais tempo a sair.

Acho que é um jogo que facilmente recomendo a qualquer pessoa que goste de hack n’ slash, RPG de ação ou JRPG na generalidade.

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