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Review – Total War: Warhammer II – O melhor Total War da série?

Review dos Leitores0 Votes0
Batalhas épicas
Gráficos muito competentes
Facções diversificadas
Campanha longa e excitante
Alguns bugs nas batalhas
Câmara de batalha baixa
85
Um dos melhores Total War

Total War: Warhammer II chegou finalmente para testar as expectativas de todos os fãs da série e dos jogos de estratégia. Para quem conhece o franchise sabe que, no que toca a Total War, a norma é que o segundo jogo é, na grande maioria das vezes, melhor que o primeiro. Warhammer I já tinha ganho o seu lugar na lista de jogos de estratégia de muitos de nós, mas este tinha de ser ainda melhor.

O que é facto é que Total War: Warhammer II parece realmente exceder o primeiro, pelo menos quando estamos a jogar. Tudo parece melhor, desde as facções, as batalhas, a campanha ou o mapa. Embora as notícias sejam, em geral, boas, existem ainda algumas coisas que já deviam ter sido resolvidas e melhoradas há muito tempo, mas que continuam para piorar a nossa experiência, num jogo que tinha tudo para ser um dos melhores de sempre.

Facções, Campanha e Mapa

Tudo começa com a escolha da vossa facção. Ao contrário do que acontecia em Total War: Warhammer, a escolha neste parece bastante mais interessante. Existem um total de 4 raças, cada uma com duas facções:

  • Lizardmen
    • Last Defenders
    • Hexoatl
  • Dark Elves
    • Cult of Pleasure
    • Naggarond
  • High Elves
    • Order of Loremasters
    • Lothern
  • Skaven
    • Clan Pestilens
    • Clan Mors

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O menu para a selecção da facção é, tal como o inicial, bastante simplificado e com poucas opções. Isso não é necessariamente algo mau, mas também significa que falta qualquer coisa ao jogo. Quando estão a escolher uma facção e o único modificador que aparece é a dificuldade, é porque poderia haver mais customização. Existe ainda um pequeno menu com as dificuldades e duração das batalhas e pouco mais.

Total War: Warhammer II começa com menus simplificados e poucas (ou nenhumas) opções de customização

Cada uma das facções tem diferentes vantagens e desvantagens associadas e têm a sua capital num local diferente do mapa. Quando escolherem aquela com que querem jogar terão um pequeno vídeo para vos explicar quem são e quais os vossos objectivos. Gostei especialmente destes momentos, que acontecem também durante o jogo, em alturas importantes como, por exemplo, em rituais.

Quando o jogo finalmente carrega e vemos o mapa pela primeira vez ficamos abismados. Quando o comparamos com o jogo anterior a diferença é bastante notória. O mapa é brilhante e detalhado e o que mais gostei, as cidades, parecem quase pequenos palácios rodeados de casas vistas do ar. No que toca ao aspecto gráfico não há grande coisa a dizer. Faz quase parecer o mapa de Warhammer I algo obsoleto graficamente.

O facto de existirem partes do mapa onde o terreno não é tão verde e brilhante como, por exemplo, aquele onde vivem os High Elves, o terreno negro e gelado dos Dark Elves não faz de todo o jogo mais cansativo. Na imagem abaixo podemos ver um exemplo do mapa perto dos High Elves onde se vê um ritual a ser efectuado e que afecta o Vortex central.

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A campanha é interessante o suficiente para nos manter entretidos, com dezenas de facções e infindáveis missões para fazer. Uma das que mais gostei incluía teleportar o meu lorde principal, Lord Tyrion, para combater a invasão dos Dark Elves, num mapa específico, fora daquele onde estava a jogar. Entre conquistas, batalhas e gestão das cidades, têm muito para fazer nesta enorme campanha.

Gestão das Cidades

Esta secção é tão antiga como a própria série e, sinceramente, as mudanças são tão poucas que qualquer pessoa que tenha perdido 4 ou 5 jogos Total War de seguida, não nota grande diferença. Isto é tanto uma coisa má como uma coisa boa porque se não está estragado não se arranja. Apesar de ser um sistema já antigo, já se viu que funciona bem e as pessoas gostam dele como está, embora eu começasse a desejar algumas mudanças.

O sistema de gestão de cidades quase não mudou desde os primeiros jogos Total War

Em Total War: Warhammer II existem províncias constituídas por várias cidades. Estas podem ser partilhadas por várias facções, incluindo facções inimigas, sem sofrer grandes desvantagens. Existe, por outro lado, uma vantagem em ter a província toda, pelo que podemos activar commandments e que dão vantagens a todas as cidades da província.

No que toca às construções que podem ser feitas em cada uma das cidades, também não há grandes alterações. Cada cidade tem espaços utilizáveis para construir, que podem ser aumentados consoante o nível da cidade. Em cada um podemos construir edifícios que dão bónus, quer seja em dinheiro, população, ordem pública, novas unidades para os vossos exércitos, entre muitas outras opções.

No que toca às construções também existem poucas alterações

Estas podem parecer apenas construções para satisfazer alguns que gostam de ver as suas cidades crescer mas, no entanto, estas podem mudar completamente o rumo de uma batalha ou de um jogo. Basta verem o quão difícil pode ser conquistar uma cidade bem defendida e com muralhas.

Lordes, Batalhas e Unidades

Cada exército que formarem precisa de um Lorde, que é, basicamente, um comandante com habilidades especiais. Ao longo do jogo e, mais especificamente, com as batalhas feitas, estes vão evoluindo, o que permite desbloquear habilidades activas e passivas. Estas parecem-se bastante com a árvore de evoluções tecnológicas, porque algumas dependem da conclusão de habilidades anteriores.

Cada exército precisa de um comandante que, em Total War: Warhammer II tem habilidades especiais

As vantagens podem ser desde melhorias das unidades, feitiços e habilidades para ajudar as cidades onde estamos estacionados. Estes são incrivelmente fortes e conseguem ganhar a uma boa quantidade de brigadas. Os Lordes, como comandantes, dão ainda moral às suas tropas para se manterem em combate, pelo que perder o Lorde cedo na batalha pode significar uma derrota quase certa.

Em relação às batalhas não existe também nada de novo. Sempre fui um enorme fã do estilo das batalhas de Total War, embora soubesse que sempre houve problemas. O que me deixou chateado foi ver que os problemas que eu vi desde que joguei os primeiros jogos desta série continuam lá. Como se isso não chegasse apareceram ainda alguns que nunca tinha notado.

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Não estou a dizer que as batalhas estão más, longe disso. As batalhas, quando funcionam, que é na grande maioria das vezes, estão espectaculares e permitem o controlo quase absoluto que Total War nos habituou. Por outro lado, nas muitas horas que já gastei com Total War: Warhammer II, aconteceu-me cerca de meia dúzia de vezes que as minhas tropas não ficam onde eu quero.

As batalhas estão fantásticas mas ficam pontualmente estragadas por bugs que já deviam ter sido resolvidos

Quando o terreno tem algumas irregularidades, ao colocar as tropas no terreno ou, simplesmente, para voltar a formar fileiras, existem algumas brigadas que ficam de lado ou viradas para trás, ou então vão para bem longe do local onde era suposto ficarem. Mais ainda, parece que às vezes não tinha controlo na colocação, ou seja, tentava meter uma linha maior de arqueiros, alguns deles começam a virar-se para o lado.

Existe ainda o problema da câmara, que tem dois modos principais de funcionamento. O modo mais perto do terreno, que eu prefiro, e o modo em que vemos o combate por cima. Nunca me lembro de ter tido problemas com a câmara de solo, mas com Warhammer II, pela primeira vez parece demasiado baixa, ou seja, quando temos muitos soldados temos dificuldade em acompanhar o combate.

A câmara de solo parece demasiado baixa, principalmente com exércitos maiores

Especialmente em relação ao problema da colocação de unidades, já vem de há muito tempo nesta série, e já devia ter sido resolvido. A câmara precisa urgentemente de ser retocada, porque está baixa e fica presa com facilidade no “final” do campo de combate, pelo que se tivermos perto desta zona não podemos ver os vossos soldados a partir de trás.

No final, os combates são emocionantes como deviam ser, com as unidades clássicas e as mais espectaculares como águias, hárpias, entre outros. Os combates são tão bons que os vão querer fazer todos e vão-se sentir como um verdadeiro general a comandar fora da batalha. Só fiquei mesmo com pena que algo tão bem feito tenha sido estragado com problemas que, além de já existirem há tempo de mais, são tão fáceis de resolver.

Veredicto Final

Tenho pena que este jogo tenha os pequenos problemas que tem. Total War: Warhammer II está fantástico e brilha em quase todos os aspectos da sua jogabilidade. Tem bom aspecto, soa bem e tem batalhas épicas (principalmente nas cidades muralhadas), ou seja, tem tudo o que um bom jogo de estratégia tem de ter.

Se perguntarem se este jogo é melhor que o primeiro, então a minha resposta é sim mas, se é o melhor jogo da série Total War? Na minha opinião não é. Claro que tem vantagens para os seus predecessores, mas tem problemas que já não deviam existir em tantos anos. O que este jogo faz é criar um brilhante caminho para o Total War: Warhammer III.

Total War: Warhammer II é melhor que o primeiro jogo mas não é o melhor da série

O que posso garantir é que se gostam deste mundo ou de Total War, este é o vosso jogo. É um dos primeiros jogos, já há algum tempo, que me faz sentir a mística desta série. É divertido, é complexo, é bonito, mas não é perfeito.

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Final Score

thirteen − one =