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Review Total War: Warhammer 3 – Falhas críticas mancham um jogo que podia ser muito melhor

Chegou finalmente o terceiro jogo da série Warhammer de Total War e que, pelo menos para mim, era um jogo para o qual tinha expectativas muito altas e muita vontade de experimentar.

Depois do grande sucesso que foi Total War: Warhammer 2, admito que estava com muita curiosidade para saber se este poderia ser ainda melhor do que o seu antecessor. Como temos um bom exemplo para comparar, vou aproveitar esta oportunidade e fazer muitas comparações com o jogo anterior da série porque é o mais semelhante da série e porque foi um excelente jogo.

Facções e mapa

Em Warhammer 2 tínhamos 4 raças com 2 facções cada uma. Em Warhammer 3 temos um pouco de mais variedade: 8 raças, algumas delas com mais do que uma facção. Ao todo são 13 facções jogáveis o que, num jogo como Warhammer 3, em que todas as raças são significamente diferentes, quer em método de jogo, em mapa ou em unidades, mais é sempre melhor:

  • Daemons of Chaos
    • Legion of Chaos;
  • Grand Cathay
    • The Northern Provinces;
    • The Western Provinces;
  • Khorne
    • Exiles of Khorne;
  • Kislev
    • The Great Orthodoxy;
    • The Ice Court;
    • Ursun Revivalists;
    • Kislev Expedition;
  • Nurgle
    • Poxmakers of Nurgle;
    • Ogre Kingdoms
    • Disciples of the Maw;
    • Goldtooth:
  • Slaanesh
    • Seducers of Slaanesh;
  • Tzeentch
    • Oracles of Tzeentch.

As facções estão interessantes e com introduções em formato de cutscene com uma duração e qualidade muito razoáveis. Vê-se perfeitamente que foi feito um investimento em tentar garantir que o jogador tem uma imersão completa neste momento de apresentação e descrição de cada facção. O resultado é muito positivo e gostei deste pormenor.

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E depois o mapa abre e… sinceramente é uma desilusão. O jogo parece que sofreu um downgrade gráfico. O mapa é menos colorido, mesmo onde deveria ser, as cores mais baças e menos realistas e, sinceramente, pior em tudo do que havia em Warhammer 2. Até a própria performance do jogo está pior, com pequenas (ou grandes, às vezes) quebras do jogo que não são causadas certamente pela experiência melhorada(?) que estamos a receber.

Um jogo de gestão dentro de Warhammer 3

Como é habitual em Total War, existe um jogo de gestão dentro do próprio jogo. As alterações nesta secção são curtas, com algumas unidades novas, algumas mecânicas alteradas e novas, mas nada que valha a pena, sinceramente, ser referido.

Admito que já gostava de ver alterações nesta secção. A mecânica de gestão de jogo está a tornar-se ultrapassada e cansativa rapidamente, sem que existam grandes alterações para dar uma nova vida às nossas cidades. Há 13 anos atrás, quando foi lançado Empire: Total War a mecânica era quase a mesma que a que temos hoje e, talvez mais interessante, nem que seja pela novidade. Gostava de ver as cidades terem outra vida, terem outra utilidade a não ser dar pequenos buffs às nossas unidades e servirem para aumentar a receita.

Funciona? Sim. Mas já pede novidades há algum tempo.

Batalhas

Esta é a funcionalidade que fez de Total War o que é hoje. As batalhas em Total War podem ser incríveis e podem-nos fazer sentir como um mestre da estratégia quando tudo corre bem. O AI em Total War nunca foi reconhecido pela sua incrível inteligência e, na realidade, na grande maioria das vezes, a resposta do AI é atacar de frente, tenha vantagem ou não. Em Warhammer 3 o AI está significativamente melhor.

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Nota-se claramente em batalhas de campo aberto, onde não existem construções. Se o nosso inimigo tiver um exército forte em unidades rápidas, como cavalos, cães, ou outros do tipo, ele tenta utilizá-las para nos atacar as unidades de longo alcance da retaguarda. Se conseguir fazer esta operação, ganha uma enorme vantagem porque as unidades começam a tentar fugir, visto terem uma grande desvantagem contra estas unidades. Se, por exemplo, estiver à espera de reforços, então tenta recuar para poder ter uma força mais compacta de ataque. Estes pequenos pormenores, entre outros, são a diferença entre uma boa batalha equilibrada, com uma componente estratégica muito mais forte, e uma noção irrealista de que conseguimos ganhar sempre, independentemente da vantagem do nosso inimigo. Um grande ponto positivo.

Já no ataque às pequenas cidades… um grande fail. O AI não sabe nem atacar nem defender. Se estiver a defender, acaba por espalhar as unidades pelos diferentes pontos de controlo, apesar de nós estarmos com o nosso ataque centrado num deles. Resultado: Temos de atacar pequenas fracções do exército de cada vez, tornando as batalhas relativamente fáceis. Esta divisão também faz com que se tivermos uma boa frente de cavalaria conseguimos atacar pequenos grupos e fugir, causando grandes baixas e sofrendo poucas.

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Quando estamos a defender, a resposta é a mesma: o AI divide as unidades pelos diferentes pontos de controlo, dando-nos a possibilidade de, caso tenhamos uma desvantagem grande, mas se conseguirmos atacar esses pequenos grupos separadamente (o que não é difícil), conseguimos massacrar o nosso inimigo com uma desvantagem grande.

Resultado: O AI está melhor? Sim, em campo aberto e não nas pequenas cidades.

Conclusão

Total War: Warhammer 3 peca por algumas falhas que são algo inadmissíveis porque não existiam nas iterações anteriores: a performance, algumas partes das batalhas e os gráficos. O jogo não está mau, longe de isso, mas podia também estar significativamente melhor, porque já o conseguiram fazer há pouco tempo. O que está bom já era bom antigamente, embora tenha havido algum investimento nas cutscenes e no AI nas batalhas de campo aberto (apesar de estar pior fora delas).

Se gostarem do mundo de Total War: Warhammer 3 então o jogo vai-vos dar o suficiente para ser uma compra decente, apesar de aconselhar esperar por algumas actualizações ou por um desconto no preço.

O jogo está bom? Está decente, mas o que é decente já o era antes.

Análise escrita por Luís Santos

Review dos Leitores0 Votes
0
O Melhor
Cutscenes
Mais facções
AI em campo aberto
O Pior
Performance
AI nas cidades
Pouca inovação
Gráficos
65

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