mario 3d all stars

Review Super Mario 3D All Stars – Uma coleção histórica

O Melhor
3 dos melhores jogos de plataformas já feitos nos últimos 24 anos
Sunshine e Galaxy com maior resolução, Galaxy corre a 60 FPS
O Pior
Versão digital disponível por tempo limitado
Mario 64 e Sunshine bloqueados a 30 FPS
Controlos podiam ter sido modernizados
75

Super Mario 3D All Stars é uma compilação para a Nintendo Switch que inclui 3 dos jogos mais lendários da série Super Mário e, como o nome indica, são jogos em 3D: Super Mario 64, Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy.

Sendo estes 3 jogos bastante revolucionários para a altura, esta foi uma excelente oportunidade para finalmente os jogar, visto que nunca tive nenhuma das consolas onde foram lançados originalmente.

Após passar algumas horas em cada um dos jogos, as minhas impressões foram um bocado mistas. Por um lado, entendo que são jogos revolucionários e no contexto da altura em que foram feitos foram incríveis. Por outro lado, teria sido interessante ver algumas mudanças no jogo que permitissem expor menos o envelhecimento dos mesmos, algo que é bastante notório em Super Mario 64.

Para quem jogou estes títulos na consola original, existe sempre aquela nostalgia e familiaridade, mas para quem nunca jogou, Super Mario 64 é um jogo que envelheceu um bocado mal em certos aspectos. Lembra-me um bocado a experiência que tive quando finalmente joguei os Resident Evil originais e simplesmente não me adaptei aos controlos tão antigos.

Super Mario 64

De longe um dos jogos mais revolucionários de sempre, criou os pilares que serviram de base para todos os jogos de plataformas que se seguiram.

Mesmo sendo um jogo com 24 anos, a nível de arte nem envelheceu muito mal, visto que os cenários são bastante coloridos e animados.

Super Mario 64 envelheceu mal no que toca a controlos e câmara. A câmara simplesmente não acompanha a acção como deve ser e em vez de rodar continuamente, roda em segmentos e muitas vezes certas direções são bloqueadas. Isto é um problema comum aos 3 jogos, mas Super Mario 64 é o que sofre mais.

O ângulo da câmara também é um pouco estranho e para quem tem alguns problemas de perceção espacial como é o meu caso, alguns saltos são muito mais difíceis do que seria esperado, especialmente quando o mínimo toque no analógico coloca o Mário a andar de patins.

A Draw Distance podia ter sido melhorada para melhor planear os percursos, o jogo ainda corre a 30FPS, o que é uma pena visto que a Switch conseguiria correr este jogo a 60FPS com uma mão atrás das costas.

Tirando estas questões mais técnicas, não podemos deixar de enaltecer aquele que é um jogo com um level design anos à frente do seu tempo e excelente atenção ao detalhe.

Super Mario Sunshine

Apesar de não ser um jogo tão revolucionário como Super Mario 64, introduziu bastantes mecânicas interessantes e uma sandbox bastante mais expandida e com segredos para descobrir.

A ilha Delfino é altamente colorida e cheia de animação e o jogo possui um salto gráfico brutal face a Super Mario 64, que lhe permitiu ter bastantes elementos que funcionam à base de física da água.

Quanto aos detalhes técnicos, o jogo continua a correr a 30FPS tal como original, o que é também pena visto que houve demos a 60FPS antes da versão da GameCube ter sido lançada, pelo que seria excelente ter essa versão nesta coleção.

Os gráficos receberam uma espécie de filtro que faz com que as texturas pareçam meio desfocadas ou esbatidas. Não sei se intencional ou se devido ao aumento da resolução. Não torna o jogo feio, mas parece um bocado estranho especialmente quando os cenários possuem cores tão vivas.

Super Mario Galaxy

Super Mario Galaxy é de longe o jogo que mais gostei desta coleção. A escala do jogo é impressionante e o gameplay acaba por se parecer mais com o que se vê, por exemplo, em Super Mario Odyssey.

Graficamente o jogo está bastante mais polido que o original, com uma maior resolução e corre a 60FPS, o que ajuda bastante na jogabilidade.

Saltar de planeta em planeta de forma fluida é incrivelmente satisfatório e permite dividir os cenários em pequenas arenas, tornando a ação constante e inovadora.

O único elemento que não foi tão bem portado, foram as mecânicas que precisavam de controlo de movimentos que estavam associados ao Wiimote e neste caso, precisam de ser executados tocando no ecrã, ou agitando os Joycon, algo que não é prático se jogarem em modo portátil e pior ainda se tiverem uma Switch Lite, onde estão sempre bloqueados a este modo.

Conclusões

Se nunca jogaram estes jogos e possuem uma Nintendo Switch, esta coleção é obrigatória, especialmente porque está disponível por tempo limitado quer na versão física, quer na digital, uma decisão que ainda acho ser um bocado má.

Apesar de possuir algumas melhorias, acho que a Nintendo podia ido um passo à frente e colocado controlos mais modernos e aumentado o framerate de Super Mario 64 e Sunshine, colocando um modo retro que desligaria estes melhoramentos para quem quisesse uma experiência parecida à original. Também tenho pena de Super Mario Galaxy 2 não estar incluído no pactore, visto ser outro jogo altamente apreciado pelos fãs.

De qualquer forma é um jogo que recomendo, uma vez que têm aqui uma história do percurso dos jogos 3D do Super Mario e culminaram em Super Mario Odyssey que, na minha opinião, é o melhor jogo de plataformas 3D já feito.

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