apocalypse_stellaris

Review – Stellaris: Apocalypse – O Stellaris 2.0 funciona?

Review dos Leitores0 Votes0
Guerras com maior impacto
Titan e Planet Destroyer
Icones no menu de planetas
Sistemas controlados individualmente
Guerra com aliados faz fronteiras estranhas
90
Essencial para os fãs de Stellaris

Apocalypse é uma das maiores, senão a maior expansão que já foi lançada para Stellaris. O conjunto de mudanças e adições feitas, alteram o jogo de tal forma, que muitos de nós vamos ter algumas dificuldades em acompanhar os primeiros momentos do jogo. Nesta análise vamos ver todas as alterações importantes que foram feitas e tentar perceber se, no final, o jogo ficou melhor ou pior.

Bases espaciais e novas naves

Uma das primeiras alterações de que se vão aperceber é que as naves de combate já não são construídas nos planetas. Existe um novo edifício que vai alterar o jogo completamente e é onde estas unidades são construídas. É um edifício que pode ser evoluído desde um Outpost a uma Citadel, combinando mais poder de jogo, mas também mais espaços internos para construções.

As estações espaciais são a mecânica mais importante de Apocalypse

O nível mais básico deste edifício faz parte da alteração mais significativa de Apocalypse: a forma como funcionam as fronteiras. A partir de agora as vossas fronteiras são determinadas apenas pelos sistemas controlados directamente por um Outpost. Isto significa que, depois de explorado, se quiserem controlar um sistema terão de construir um destes edifícios.

estacao_espacial_apocalypseApesar de o ganho de Influência ser agora maior, continua a ser um recurso limitado e, portanto, não vai ser possível fazer um monstruoso império logo a partir do início do jogo. A escolha dos melhores sistemas, quer seja em termos estratégicos, quer seja por terem planetas colonizáveis, ou pelos melhores recursos, faz parte das decisões mais importantes desde o início.

Estas bases serão, numa fase posterior do jogo, uma das principais defesas dos vossos sistemas, podendo ter uma força de ataque equivalente a uma frota considerável. Isto não acontecia na versão anterior. A vossa base espacial era apenas importante no início do jogo, pelo menos em termos defensivos, porque o seu poder era sempre reduzido.

As estações espaciais podem-se tornar defesas a ter em conta

Quando puderem começar a construir a vossa frota, vão se aperceber que podem melhorar a vossa base espacial de forma a ter impacto nesta construção. Por exemplo, uma das construções que lhe podem adicionar é um estaleiro, que é um espaço para construir naves de combate. Se construírem 3, terão três espaços para construir naves em simultâneo!

Obviamente que os espaços são poucos e devem ser usados de acordo com o objectivo para que queiram essa base. Se a quiserem para defesa, talvez seja melhor adicionar módulos que dão bónus de ataque e defesa, se for num sistema mais seguro já podem adicionar apenas estaleiros para garantir que, em caso de perda das vossas naves, a vossa frota se constrói o mais rápido possível.

cidadela_apocalypseComo é nestas bases que iremos construir as nossas naves de combate por que não falar já das duas novas naves do Stellaris? A primeira é uma versão superior do Battleship: o Titan. Uma nave ainda maior, mais cara, e com mais poder de fogo. Em segundo lugar, a nave pelo qual todos esperávamos, uma espécie de Death Star do Stellaris: a Planet Destroyer.

A Planet Destroyer é uma nave que pode ter um efeito devastador por onde passa

Apesar de ser considerada uma nave de combate, não tem qualquer arma que afecte as outras naves de combate, mas sim uma arma que atinge planetas de diferentes formas:

  • World CrackerDestrói um planeta deixando para trás um campo de destroços que podem ser minados por recursos;
  • Global PacifierEnvolve o planeta num escudo impenetrável, separando-o do resto da galáxia. Pode então ser construída uma estação de pesquisa para estudar o planeta.
  • Neutron Sweep: Destrói toda a vida inteligente de um planeta deixando a infraestrutura para trás, podendo esse planeta ser colonizado.
  • God Ray: Converte toda a população orgânica em espiritualistas. Destrói toda a população sintética.
  • Nanobot Dispersal: Assimila toda a população, fazendo com que estes se juntem ao vosso império numa nova forma cyborg.

Adeus warp. Adeus wormholes.

Esta é uma das decisões mais polémicas desta nova expansão, mas uma que tinha de ser obrigatória para sustentar a nova forma como se processam as fronteiras dos impérios. A única forma de se movimentarem passa a ser por hyperlanes, embora com algumas tecnologias posteriores possam mover-se de outras formas.

Esta alteração muda completamente a forma como temos de jogar em Apocalypse. Isto juntando às estações espaciais que temos de construir e evoluir nos nossos sistemas, é possível tentar criar zonas de defesa contra impérios que sabemos que é apenas uma questão de tempo até nos atacarem.

Mas então como é feita a guerra?

Obviamente algo que também tem de mudar é a forma como é feita a guerra e a paz. Como os sistemas já não estão associados a um planeta num sistema vizinho, mas sim à estação no centro do seu próprio sistema, como são feitos os avanços e conquistas nas guerras? A resposta é, na realidade, bastante simples.

Quando atacamos e derrotamos a estação espacial de outro império esse sistema passa a estar sob o nosso controlo. Quase como se ocupássemos a estação já presente nesse sistema. Isso leva a que, quando estamos em guerra, só existe a opção de derrotarmos completamente o nosso adversário ou então manter o status quo, em que cada um mantém, não só os planetas conquistados, como os sistemas ocupados.

Manter o status quo significa que podemos manter os sistemas que ocupamos em guerra

Isso altera completamente a estratégia do jogo, na minha opinião, para melhor. A guerra está concentrada a todo o império, em vez de apenas aos vossos planetas que, com o esforço certo, podem ser praticamente impossíveis de conquistar. Onde antes era relativamente fácil não perder nada, agora podem perder sistemas com relativa facilidade, e com eles os seus recursos.

Algo que mudou também é que as guerras não podem ser feitas com total liberdade. Uma guerra não pode ser declarada sem que existam razões para tal. Uma dessas razões é um novo sistema chamado Reivindicações. Estas são feitas sobre sistemas inimigos com o custo de influência e que lhes dizem “Eu quero este sistema para mim”. E obviamente isto pode ser usado como justificação de guerra.

reivindicacoes_apocalypseAlgo que mudou também radicalmente foi a forma como invadimos um planeta. Um sistema em que as divisões de defesa são, na melhor das hipóteses, tão fortes como as atacantes não faz grande sentido. Tudo o que tínhamos de fazer era destruir as fortificações e invadir. Em Apocalypse este sistema sofreu grandes alterações.

As invasões são completamente diferentes e bem mais complexas

Em primeiro lugar as unidades de defesa são bastante mais fortes, o que faz todo o sentido. Em segundo lugar, invadir com dezenas de divisões de ataque é bom, mas não tanto como antes. Isto acontece porque o campo de batalha passa a ter um limite de tamanho, ou seja, apenas um certo número de divisões podem lutar em simultâneo.

Isto pode parecer que tornaram as invasões quase impossíveis de realizar, mas as vossas naves, ao bombardear um planeta vão matando lentamente as defesas. O que isto significa é que um planeta bem defendido pode demorar bastante tempo a ser conquistado.

Piratas, Saqueadores e a Horda

Estas 3 funcionalidades vêm baralhas as contas da galáxia, e de que forma. Em primeiro lugar os mais inofensivos, ou pelo menos o problema mais fácil de resolver. Os piratas aparecem em sistemas vazios perto das nossas fronteiras e vivem de atacar as nossas fábricas e laboratórios espaciais. 

Os piratas são um problema fácil de resolver mas são persistentes e estão constantemente a aparecer

Quando este problema não é tratado estes piratas podem destruir uma boa parte da vossa produção de recursos que tenham na proximidade da sua base. No entanto, ao destruírem estes piratas e a sua base, não só recebem um pequeno prémio, mas como ficam livres dos seus ataques. Pelo menos por algum tempo.

Os saqueadores são pequenos territórios de nómadas que escolhem viver fora das leis dos impérios. Estes controlam sistemas ricos em recursos e mantém uma frota de defesa que são um desafio para qualquer império. Apesar de serem relativamente inofensivos, podem ser usados para comprar líderes, naves ou ataques aos nossos inimigos.

saqueadores_apocalypseEu gostei bastante mais deles pela compra dos líderes. Imaginem que estão no meio de uma guerra e o vosso almirante morre. Ficam com a escolha de continuar sem ele, ou de comprar um que virá certamente num nível baixo. Ao ser comprado aos saqueadores é garantido que este vem com um nível bem superior, tendo efeito imediato.

Finalmente a Horda, um evento de meio do jogo. Os saqueadores são governados pela união de várias famílias que não se entendem propriamente. Ao serem unidas por um Great Khan estes tentam controlar o resto da galáxia. Vão se virar contra aqueles em seu redor e tentar que estes tenham de pagar para que se continuem a governar a si próprios.

A Horda é um evento de meio de jogo que pode ser bastante complicado de controlar

Este evento apenas acaba se o Khan morrer e o que resta do seu território se dissolva em pequenos estados, ou então numa federação democrática.

Conclusão

Antes de acabar há mais uma pequena mudança que tem de ser referida. Era um dos problemas que tinha há mais tempo e que finalmente foi resolvido. Não seria certamente o único a querer saber quando havia populações em espaços sem edifícios, quando podem evoluir os vossos edifícios, ou então quando podem limpar espaços para colocar mais população.

No menu dos planetas agora podem ver isso mesmo através de pequenos ícones que representam mesmo isso. Uma seta para um edifício que pode ser evoluído, uma casa para um espaço sem edifício e um quadrado quando o planeta está quase cheio e podem limpar espaços. Uma adição brilhante.

No menu dos planetas agora podem ver modificações que podem fazer nas vossas colónias

Apocalypse leva Stellaris muito mais além. A estratégia é maior e melhor, o jogo é mais intuitivo, há mais naves, mais tecnologias, mais basicamente tudo. Apesar de ser possível argumentar que algumas das alterações são dadas gratuitamente, esta expansão é absolutamente essencial para quem gosta deste jogo.

Na minha opinião esta é a expansão mais significativa do jogo. Alterou-o de forma radical e vai haver, certamente, alguém que não vai gostar das alterações. Mas o que senti depois das experimentar ao longo do tempo, é que elas fazem sentido, e que tenho bastante mais vontade de voltar ao jogo agora do que tinha antes, isto se é realmente possível.

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Final Score