Review - Steel Division: Normandy 44 - Back to Hell
Missões cooperativas e multi-jogadorQuatro novos battlegroupsNovas unidades interessantes
Algo caro
80%Um bom DLC para os amantes de Steel Division
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Foi lançado o novo DLC para o jogo de estratégia da Paradox Interactive e da Eugen Systems: Steel Division: Normandy 44: Back to Hell. Tal como aconteceu com as anteriores, esta expansão não traz mudanças de base no jogo, mas apenas algumas adições interessantes. Embora as alterações sejam ligeiras, o preço é um pouco acima do normal para o praticado por esta produtora para este nível de alterações: 14.99€, ou o equivalente regional.

Neste artigo vamos analisar as mudanças e adições efectuadas: 4 novos battlegroups com 58 novas divisões e missões históricas cooperativas e em modo multi-jogador. Será que Back to Hell vale a pena? É isso que vamos tentar perceber.

Quatro novos Battlegroups

Como já vem sido habitual, novo DLC para Steel Division significa novos battlegroups. Este não foi diferente, e Back to Hell adicionou 4 novos grupos onde irão contar um total de 58 novas divisões:

  • Aliados:
    • 7th Armoured Division ” Desert Rats” (Reino Unido)
    • Demi-Brigade SAS (França)
  • Eixo:
    • 2. Panzerdivision (Alemanha)
    • Festungs Gross-Paris (Alemanha)

Obviamente que avaliar as divisões sobre a sua eficiência no campo de batalha é sempre difícil, porque cada jogador tem a sua forma de jogar, o que faz com que eu possa não gostar de uma divisão, mas alguns de vocês possam achar que esta seja a melhor que já viram neste jogo. Desta forma, vou tentar explicar os pontos fortes e fracos de cada uma delas, ou pelo menos a minha experiência com estas divisões.

O primeiro battlegroup que experimentei foi a Festungs Gross-Paris, um conjunto de divisões de infantaria alemãs. Devido à enorme capacidade em trazer infantaria e tanques para a frente de combate, facilmente conseguem manter uma linha de tropas eficaz. Isto é verdade desde a fase A onde, na minha opinião, é onde este battlegroup brilha, devido à grande quantidade de tanques baratos e de infantaria proficiente.

Com tanques baratos e infantaria poderosa, tornam este battlegroup numa força a ter em conta principalmente na fase A

No entanto, nem tudo são vantagens. Esta divisão tem alguma falta de artilharia, com apenas 4 espaços, de reconhecimento, também com 4, e finalmente de suporte, onde para tal quantidade de armas de linha da frente temos de apostar forte em balas, que com 5 espaços de suporte não é muito para poder meter alguns blindados para ajudar as nossas tropas.

Para acabar as novidades do lado do Eixo temos a 2. Panzerdivision, uma divisão Panzer. Nesta temos uma nova unidade que difere de tudo o que já vimos neste jogo: uma blindado sem condutor que rebenta ao se aproximar do seu alvo: o Borgward IV. Em poucas palavras é um carro-bomba que pode ser algo chato de abater.

2_panzerdivisionEsta unidade dá toda uma nova forma de jogar à nossa divisão. Quando estava com alguma dificuldade em defender uma floresta, dirigi alguns destes blindados para os pontos de entrada da mesma e destruí alguns tanques que apoiavam as suas divisões de infantaria na progressão neste local. Uma unidade muito útil e interessante.

Além disso, os tanques não são propriamente pesados, mas são o suficientemente bons para suportar os avanços aliados. O apoio aéreo não é fantástico, em número mas não em qualidade, e a infantaria também é algo fraca. Como a maioria das divisões Panzer, os tanques da fase A são caros e difíceis de pôr em campo. Com isso e a infantaria de mais baixa qualidade, podemos sofrer um pouco na fase inicial.

Com tanques caros e infantaria que sofre contra as aliadas, podemos ter dificuldades no início do jogo

Tem ainda o problema de só ter uma arma anti-tanque de longo alcance, o que dificulta a defesa contra ataques de tanques numa fase inicial. A partir da fase B torna-se uma divisão mais interessante, com bastante poder em termos de carros blindados e tanques. Vão ter algumas dificuldades em manter uma boa linha de infantaria em campo, devido ao pouco número e à sua fragilidade.

Do lado Aliado começamos pela 7th Armoured Division ” Desert Rats”. Ao contrário das divisões alemãs, achei as aliadas um pouco mais fracas. Mesmo assim esta ainda me pareceu um pouco mais equilibrada e interessante, talvez mais parecida à 2. Panzerdivision. Este battlegroup tem uma nova unidade bastante interessante: uma arma anti-tanque blindada logo na fase A.

A SP Autocar M3 é uma excelente opção para defender contra avanços logo na primeira fase do jogo. Tendo 3 de armadura é automaticamente uma arma mais difícil de abater do que as habituais que temos nesta altura. Com o acompanhamento de um tanque, ou de outro veículo blindado, para defender contra possíveis ataques de tanques ou infantaria, é uma força a ter em conta.

desert_ratsNo entanto, os seus tanques até à fase C são os Cromwell III, V e VII que têm bastante dificuldades contra armas anti-tanque e os tanques do eixo, que têm munição mais potente e facilmente ganham o confronto em 1v1. A única opção viável neste sentido é o Achilles, uma arma anti-tanque da fase B, bastante caro, mas também bastante potente.

Por fim temos a Demi-Brigade SAS que, na minha opinião, é de longe o battlegroup mais fraco dos 4. Apesar de ter a capacidade de meter uma grande quantidade de unidades em campo, os seus tanques são bastante fracos, quer em termos de poder de fogo, quer em termos de pontaria. Isto é algo bastante mau mas que vi acontecer várias vezes num nível quase ridículo.

Os tanques deste battlegroup são dos mais fracos que já vi neste jogo

Cheguei a ter 12 tanques a disparar contra um Panzer IV, não o conseguindo destruir. Apenas o fiz quando o ataquei com um caça. Um caça mais poderoso que 12 tanques. Até poderia fazer parte do “random” do jogo, mas isto acontecia uma, duas, incontáveis vezes. Os tanques são mesmo muito fracos.

Apesar da artilharia não ser péssima, não tem o alcance desejado, mesmo nas melhores opções. A infantaria também deixa algo a desejar, precisando de a reforçar constantemente, mesmo com apoio de carros pesados. Esta foi a brigada que mais me desiludiu. Deixava sempre algo a desejar, e deu-me mais trabalho do que devia.

Para terminar esta secção fica a faltar falar das novas unidades: 58 ao todo. Apesar do número referido pela Eugen Systems ser bastante grande, as novas unidades são, quase sempre, praticamente iguais às que já existem e, portanto, não merecem grande referência. As duas mais interessantes já falei delas atrás e, essas sim, alteram o jogo de formas que antes não o faziam.

Modo cooperativo e multi-jogador nas missões históricas

Finalmente podemos jogar as missões históricas com outras pessoas. Esta era uma das mudanças que eu mais queria que este jogo tivesse. Apesar de Steel Division ser um jogo divertido jogando sozinho, na minha opinião, o jogo brilha jogando com outras pessoas. Esta era uma opção que faltava para elevar ainda mais este jogo.

As missões históricas são uma parte bastante interessante deste jogo. Aqui podem ser o general que ganhou algumas das batalhas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. Poder fazê-lo com um amigo é uma experiência muito melhor. Existe ainda uma missão que podem jogar com mais 2 pessoas do vosso lado!

missoes_cooperativasAo todo contamos com 7 missões históricas: duas em 1v1, cinco em 2v2 e uma em 3v3. Esta é a adição que acho que faz valer mesmo o valor do DLC. Se ainda não experimentaram estas missões, então façam-no, porque garanto que valem a pena. Ao contrário das batalhas habituais, estas têm uma estratégia completamente diferente, e podem ser bastante mais desafiantes.

Conclusão

Back to Hell é um DLC bastante interessante e que tem uma das adições mais importantes e mais pedidas deste jogo desde o seu lançamento: as missões em modo cooperativo. Estas missões são a parte mais desafiante do jogo, não só pela normal dispersão das tropas, mas como muitas vezes exigem que estejamos a controlar várias frente de batalha em simultâneo.

Muitas vezes temos de ter uma frente a tentar defender a todo o custo um local e mesmo ao lado um ataque fulminante, enquanto do outro lado do mapa estamos cercados e temos de garantir a defesa de alguns edifícios. Este modo é o que faz valer mesmo a pena o DLC e o que aconselho jogarem e abusarem.

Usem e abusem das missões cooperativas e multi-jogador

As novas divisões e unidades são também uma boa adição, mas tornam-se quase secundárias quando comparadas com as missões em modo cooperativo. No entanto, fiquei bastante contente com elas e penso que são opções completamente válidas, tendo todas elas óbvios pontos fortes e fracos que têm de cuidar.

Finalmente, não posso deixar de referir uma alteração que nunca foi referida e que penso que tem um efeito muito positivo no jogo. Foi adicionada uma opção “Aleatório” na escolha dos mapas. Sempre foi um dos maiores problemas nos meus jogos. Ao escolhermos um mapa temos sempre tendência a escolher uma brigada forte nesse local. Agora quando não sabemos onde vamos jogar, isso sim é estratégia a sério.