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Review Razer Kishi – Pseudo Switch

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O Melhor
Construção robusta e confortável
Design Engenhoso
Excelente para Cloud Gaming
O Pior
Preço elevado
Pouca compatibilidade
75

O mercado do gaming mobile está cada vez maior e todos os anos bate recordes de jogadores e lucro. Olhando para as recentes estatísticas, vemos uma receita de 77 mil milhões de dólares, apenas nos EUA e um aumento de 12% no número de jogadores.

Cada vez existe mais oferta e os jogos estão cada vez mais modernos e complexos. Jogos como Fortnite ou Call of Duty Mobile trazem para os nossos smartphones a experiência de consola sem grandes compromissos e, como tal, seria de esperar que uma das componentes essenciais do gaming se adaptasse a esta nova realidade: os comandos.

Review Razer Kishi para Android compacto

Atualmente, é possível jogar muitos destes jogos usando os nossos comandos das consolas, através de Bluetooth. No entanto, esta solução nem sempre é a melhor pois existe sempre um ligeiro atraso na resposta dos comandos, que pode fazer a diferença num jogo mais competitivo.

A Razer sempre apresentou soluções fora da caixa e o Razer Kishi é uma delas. Este comando está feito de forma a transformar o vosso smartphone numa pseudo Nintendo Switch, sem qualquer atraso nos comandos e com uma robustez e conforto surpreendentes. Mas ainda assim não é a solução perfeita. Vejamos.

Solução engenhosa e construção fantástica

Logo ao abrir a caixa, deparamo-nos com o que algo que faz lembrar o suporte para os Joy Con da Nintendo Switch, com um layout muito parecido e o tema usado no comando da Xbox.

Ao virarmos o comando, existem duas patilhas que permitem soltar uma placa traseira e estender o comando, no qual vamos encaixar o nosso smartphone e ligá-lo no conector de USB-C.

As primeiras impressões ao mexer no comando é que a construção é bastante robusta. Os botões são duros e têm um som mais abafado que os da Xbox, os analógicos são o contrário: mais suaves mas com um clique mais audível que os da Xbox.

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Os gatilhos traseiros são bastante mais confortáveis do que estava à espera quando os vi e os frontais são bastante finos, mas acessíveis sem qualquer problema devido ao facto de serem bastante longos.

Existe também uma entrada de USB-C que permite carregar o vosso smartphone enquanto jogam com o comando, caso fiquem sem bateria numa sessão de jogo mais longa.

No entanto, existem dois problemas e um outro menor. Primeiro, as borrachas nas quais encaixam o smartphone fazem pressão na película do vosso ecrã (caso tenham uma), criando algumas bolhas de ar que podem ser facilmente tiradas com o dedo após a utilização, mas pode ser problemático caso a película já seja antiga ou esteja danificada.

O segundo problema é que caso o vosso smartphone seja ligeiramente mais grosso, o comando parece que não oferece muita estabilidade, e dá a sensação que o dispositivo se vai soltar ou que abana dentro dos encaixes.

O problema menor é o esquema de cores usado nos botões. As cores dos botões A, B e X,Y estão trocadas comparando ao comando da Xbox. Isto normalmente não é um problema porque se estiverem a jogar numa TV, o comando não está no vosso campo de visão e se já souberem o layout, nem precisam de olhar.

Neste caso, os botões estão ao lado do ecrã, o que significa que em jogos que usem o esquema da Xbox para tutoriais e QTE, por exemplo, pode levar a toques no botão errado porque instintivamente vão associar primeiro a cor e só depois a letra.

Review Razer Kishi para Android Wallpaper

Isto para mim não faz sentido, pois a própria Razer tem uma parceria com a Microsoft no que toca ao XCloud, portanto seria de esperar que o comando tivesse o mesmo esquema de cores nos botões.

Compatibilidade e Software

O elemento mais fraco do Razer Kishi, é o preço que custa para os jogos com que é compatível. O PVR em Portugal é de cerca de 89.90€, mais caro que os comandos de qualquer consola e não é compatível com alguns dos jogos mais populares atualmente como Call of Duty Mobile, PUBG ou Genshin Impact.

O jogo é perfeitamente compatível com Fortnite, mas não sei até que ponto existem jogadores suficientemente hardcore para jogar Fortnite num telemóvel e gastar quase 100€ num comando, quando o podem fazer num PC ou consola e obter melhores resultados.

O comando também não é compatível com o remote play da Playstation, o que por um lado entendo dada a parceria com a Microsoft, mas por outro lado tenho alguma pena, visto que seria excelente poder usar um comando tão bom para jogar a minha Playstation 5 remotamente.

O software nativo para Android apenas permite ver a lista de jogos compatíveis e por alguma razão permite adicionar jogos que não estão na lista, mas depois não é possível criar um perfil com os botões para esse jogo, mesmo que fosse de forma limitada.

Para mim, este comando brilha no que toca a Cloud Gaming. O comando funciona de forma perfeita com o XCloud da Microsoft e se estiverem numa ligação de 5GHz, conseguem jogar com imensa fluidez e sem atraso nos comandos.

Com a chegada do 5G, acredito que o Razer Kishi vá ser bastante procurado para ter uma experiência mobile parecida com a de consola.

Estes problemas de compatibilidade poderiam ser solucionados com um módulo de Bluetooth, mas não sei até que ponto poderia comprometer o design “no power” do comando, mas acho que seria possível se esse módulo fosse alimentado através da ligação USB-C com o smartphone (com o custo de gastar bateria ligeiramente mais depressa).

Conclusões

O Razer Kishi é um excelente comando, com uma construção altamente robusta e confortável e um design verdadeiramente engenhoso que torna o gaming mobile bastante mais fácil.

No entanto, existe alguma falta de compatibilidade com vários títulos populares e o preço pode ser um dissuasor, caso já tenham algum comando de consola e um adaptador comum custa 5 ou 10€.

Ainda assim, este comando pode vir a ser bastante popular quando o Cloud Gaming estiver mais estabelecido pois, pelo menos com o XCloud, este comando funciona de forma sublime.

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Design
Ecrã
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Ergonomia
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Video
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