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Review Ratchet & Clank: Rift Apart – Verdadeiramente Next-Gen?

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O Melhor
Grafismo Excelente
História cativante
Grande variedade de armas
Elementos next-gen
O Pior
Podia ter mais bosses e segmentos no espaço
90

Ratchet & Clank: Rift Apart é o regresso da clássica série de plataformas e ação da Sony, desta vez com uma história original, após o reboot ligado ao filme em 2016.

Rift Apart é um exclusivo da Playstation 5 e faz uso das novas tecnologias presentes na poderosa consola da Sony, mas será verdadeiramente next-gen? Ou ainda está preso a paradigmas do passado? Vejamos.

Pelas dimensões

Como sempre, a história de Ratchet & Clank: Rift Apart é bastante simples. Clank recria o Dimensionator que permite a Ratchet viajar para uma dimensão na qual os Lombaxes, a sua raça, ainda prospera.

No entanto, as coisas correm mal quando o Dr. Nefarious rouba o Dimensionator e causa um acidente que leva as várias dimensões a convergirem umas nas outras. Durante a confusão, Ratchet e Clank separam-se e Clank encontra-se com uma nova personagem, Rivet, também ela uma Lombax.

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Por outro lado, Ratchet encontra-se com outra robô parecida com Clank, chamada Kit. Esta situação paralela entre Ratchet e Clank cria uma dinâmica muito interessante, mesmo que tal não se note a nível da jogabilidade.

A história dura cerca de 7-8 horas, podendo ser extendida com mais exploração. Mas ao terminarem o jogo podem desbloquear o Challenge Mode, que é basicamente New Game + mas com uma dificuldade acrescida e a possibilidade de subir o nível máximo das armas de 5 para 10.

No que toca à forma como a história está contada, achei fenomenal, parece mesmo um filme de cinema e o último ato faz lembrar algo que apareceria num filme da Marvel, com excelentes valores de produção, banda sonora épica e uma escala enorme.

Armas da destruição

Como sempre, um dos principais focos de Ratchet & Clank são as armas. A Insomniac Games conseguiu atingir um excelente equilíbrio no que toca às armas, sendo que todas elas são bastante eficazes e possuem um papel específico.

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Cada arma possui uma grelha de upgrades que desbloqueamos com um material chamado Raritanium, encontramos nos vários mundos do jogo. Existem diversos bónus que obtemos ao desbloquear todos os pontos à volta deles, melhorando imenso a performance das armas, desde ter mais munição, disparar mais rápido, aumentar a área de influência, etc.

Nos jogos anteriores, existia sempre aquela arma com a qual me sentia mais confortável e raramente trocava, mas em Rift Apart, as armas estão muito bem equilibradas e é possível fazer excelentes combos que levam a um constante malabarismo de armas.

Uma das principais razões também, é o número limitado de munição que as armas podem ter até conseguirem um número significativo de upgrades que permitam mais margem de manobra.

É verdadeiramente Next-Gen?

Graficamente, Ratchet & Clank: Rift Apart é sem dúvida um jogo next-gen. Técnicas como Ray Tracing não existem na Playstation 4 mas mesmo assim, seria na mesma possível um modo 30 FPS sem Ray Tracing.

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O que torna este jogo completamente incompatível com a consola da geração anterior, é o sistema de dimensões, que faz uso do SSD altamente rápido da PS5 para carregar cenários inteiros de forma instantânea e sem qualquer loading.

Logo no início do jogo, semelhante ao que se vê nos trailers, saltam entre várias dimensões e todos esses mundos dessa sequência, são mundos que visitam mais tarde no jogo.

Existem áreas escondidas com puzzles que permitem desbloquear sets de armaduras para Ratchet e Rivet e todas elas são acessíveis sem qualquer loading. Este tipo de design seria impossível mesmo na maior parte dos PCs, que ainda possuem discos magnéticos ou SSDs limitados a 3.5GB/s de leitura, ao contrário da PS5 que usa um SSD PCIe 4.0 que lê a cerca de 7GB/s.

MAS… a Insomniac Games podia ter sido ainda mais ambiciosa neste jogo. Seria muito interessante poder viajar entre planetas de forma “seamless” usando a nossa nave, em vez de escolher o mundo que queremos num menu.

Para tornar o jogo ainda mais épico, era interessante que essa viagem nos levasse a uma arena com combates espaciais e mais segredos para descobrir, fazendo todos os mundos parecerem interligados, aumentando ainda mais a escala do jogo. Esperemos que num jogo futuro tal seja possível, quando o estúdio tiver um conhecimento mais aprofundado da consola e novas técnicas como o FidelityFX chegarem às consolas.

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A nível de jogabilidade, não existem grandes avanços. O combate é familiar e não muda muito do estilo que já vem desde a Playstation 2. Diria que o que torna mais next-gen, é a integração com o comando DualSense e o seu sistema de Haptic Feedback.

Cada arma possui dois comportamentos, um que requer pressionar o gatilho até meio e outro que requer pressionar completamente o gatilho. Geralmente o primeiro envolve coisas como marcar alvos ou preparar a arma e o segundo faz o efeito para o qual a arma está feito.

Apesar de ser necessária alguma habituação, quando aprendem a usar estas novas mecânicas, conseguem tirar imenso partido das armas e fazer excelentes combos. Também introduz aqui um “Skill Ceiling” mais alto do que se viu nos jogos anteriores, visto que têm de pensar um pouco mais em vez de dispararem à maluca contra os inimigos.

Relativamente às diferenças entre Ratchet e Rivet, não existem nenhumas. Ambos partilham as mesmas armas, armaduras e jogam de forma praticamente igual. Diria que a única diferença é na forma como é possível planar com cada um ao saltarem de uma plataforma.

Gráficos, performance e som

Graficamente, Ratchet & Clank: Rift Apart é excelente, tal como tinha dito. Se jogarem no modo Fidelity, conseguem uma apresentação 4K com Ray Tracing e efeitos luminosos mais complexos, que tornam os gráficos praticamente ao nível de um filme de animação.

A Insomniac Games colocou logo no lançamento o incrível modo Performance RT que permite jogar a 60 FPS com Ray Tracing à custa de resolução e iluminação mais simples. Foi neste modo que joguei o jogo todo, pois junta o melhor do Performance com o melhor do Fidelity num compromisso bastante aceitável.

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Sim, a queda de resolução e iluminação simplificada notam-se, mas a arte do jogo e performance suave conseguem tapar estas falhas e oferecer uma experiência incrível. Vamos analisar o framerate e diferenças dos modos num vídeo futuro (que atualizaremos aqui) mas a olho nu, apenas notei uma queda de framerate e foi no boss final com imensos inimigos à volta. Verdadeiramente espetacular.

A nível de som, o voice acting é perfeito na minha opinião. A emoção e entrega que os atores colocaram neste jogo, torna os diálogos naturais e conseguiram cativar a minha atenção, como ultimamente poucos jogos o têm feito, especialmente as atrizes que fazem a voz de Rivet, Kit e Glitch, uma robô que controlamos em vários minijogos.

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A banda sonora também é excelente e aquela sensação de filme de Marvel que tive no último ato, teve a banda sonora como uma das principais contribuintes para isso.

Conclusões

Ratchet & Clank: Rift Apart é um excelente jogo e vão adorar cada minuto que o têm nas mãos. É um jogo verdadeiramente next-gen que poderia ser ainda mais ambicioso, mas entendo que a Insomniac não queira por a carne toda no assador ainda.

A única coisa em que o jogo peca é na variedade de inimigos e ausência de bosses mais épicos como vimos em jogos anteriores. Tirando um ou dois, a maioria são minibosses que encontramos no fim das lutas.

A duração também podia ter sido ligeiramente esticada para as 10-12 horas, acho que não seria demais mas por outro lado, o Challenge Mode introduz um fator de “replayability” muito bom ao jogo, portanto acaba por compensar.

Se conseguiram obter uma Playstation 5, este jogo é obrigatório na vossa coleção.

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