Review – Pokemon: Omega Ruby e Alpha Sapphire

Se existe um jogo cuja fórmula de sucesso possa ser usada idefinidamente, esse jogo é sem dúvida Pokemon. A Game Freak provou-nos com Omega Ruby e Alpha Sapphire, os remakes de Ruby e Sapphire do velhinho Game Boy Advance que os fãs de Pokemon ainda não se cansaram da mesma fórmula e isso traduziu-se em vendas de milhões de unidades por todo o mundo, sendo este um dos melhores lançamentos de toda a série.

Afinal os originais foram dos jogos mais vendidos no Game Boy Advance e muitos fãs estavam curiosos para ver como o seu jogo favorito ia ser refeito para a 3DS.

Ao iniciar o jogo, e depois de escolher se somos rapaz ou rapariga, uma sequência com os gráficos dos originais aparece no ecrã. É então que descobrimos que essa sequência está a ser vista pelo Game Boy da nossa personagem enquanto se encontra no famoso camião de mudanças onde se inicia a aventura do jogo original. Esta sequência deixa uma sensação de nostalgia enorme e dá para perceber a atenção ao detalhe que a Game Freak colocou no jogo.

Ao sairmos do camião podemos ver uma nova e redesenhada Littleroot Town com muito mais detalhe na paisagem, casas mais complexas, mais folhagem, sombras e uma paleta de cores muito mais variada. Também a musica foi refeita para parecer mais suave e real em vez de um toque polifónico como era a original.

Após escolhermos o nosso Pokemon inicial na conhecida sequência na qual temos de salvar o Professor Birch de um Poochyena zangado, seguimos a nossa aventura. É então introduzida uma nova mecânica de combates na qual Pokemon selvagens mexem-se na erva e temos de usar o stick analógico para mover-nos devagar ou arriscamos-nos a que o nosso alvo fuja. Alguns Pokemon só podem ser encontrados desta forma e podem ter ataques e habilidades especiais que normalmente não teriam.

Quando chegamos a Rustboro City recebemos o novo PokeNav Plus. A versão Plus é um update ao PokeNav original e agora permite-nos aceder às funcionalidades online do jogo, ver o mapa do mundo e quando obtivermos o HM FLY podemos voar para as cidades e ruas que descobrimos sem ter de aceder à Party, ver noticias sobre o que acontece no mundo Pokemon, identificar os Pokemon que se podem capturar na zona em que estamos e treinar os vários stats da nossa equipa através dos já conhecidos Super training e Pokemon Amie.

A Game Freak incluiu todos os Pokemon criados até XY e adicionou novas mega evoluções, incluindo as de alguns Pokemon favoritos de todos como os iniciais, Pidgeot, Beedrill, Salamance, Rayquaza, Latios e Latias e Slowbro.

A Game Freak incluiu todos os Pokemon criados até XY e adicionou novas mega evoluções, incluindo as de alguns Pokemon favoritos de todos como os iniciais, Pidgeot, Beedrill, Salamance, Rayquaza, Latios e Latias e Slowbro. A forma como a Mega Evolução é incluida na história também é muito bem conseguida, mantendo a história original aliada à história da origem das Mega Evoluções e das Formas Primais de Groudon e Kyogre.

Após vencer a Elite Four e por conseguinte a Liga Pokemon, inicia-se um novo capítulo chamado Delta Episode no qual teremos de proteger o mundo de um meteorito em colisão iminente. Para tal teremos ajuda de uma personagem misteriosa e o episódio culmina com a batalha contra Rayquaza no qual o podemos capturar. É então que descobrimos que quem originou o meteorito foi Deoxys e o episódio termina com a fatídica batalha no espaço.

Algumas pessoas dizem que para uns os jogos de Pokemon terminam quando se vence a Liga Pokemon, para outros é aí que o jogo começa e neste caso não podia ser mais verdade. ORAS é muito superior a XY no que toca a conteúdo de endgame. Nesta edição temos os clássicos Contests onde colocamos os nossos Pokemons em concursos onde temos de impressionar um júri com os seus ataques; temos a procura de Bases Secretas, que podemos modificar a nosso gosto com várias peças de mobiliário, incluindo mosaicos de som com os quais podemos fazer musica; podemos usar um item chamado Eon Flute que nos permite voar pelo mapa nas costas do nosso Latios ou Latias, um pouco ao estilo Dragon Quest, e que nos permite aceder a novas áreas e capturar alguns dos Pokemon lendários; e por fim a Battle Resort, onde se encontra a Battle Maison na qual colocamos os nossos Pokemon à prova contra outros jogadores para tentar a maior sequência de vitórias possivel. Os jogadores mais hardcore vão sem dúvidas colocar mais horas de jogo nestes modos, treinando os seus Pokemon até atingirem os stats ideais.

A Battle Maison também é o ponto de partida para o modo competitivo online onde a escolha dos itens, as estatísticas dos Pokemon e a escolha da equipa podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota.

Se existe algo que desapontou neste jogo, foi sem dúvida a não inclusão da famosa Battle Frontier, sendo a Battle Resort um substituto um pouco agridoce face à variedade de desafios que a Frontier oferece. Também de salientar a baixíssima dificuldade do jogo muito por culpa da mudança no item Exp. Share introduzido em XY que permite que a experência adquirida nas batalhas seja partilhada por toda a equipa.

Isto faz com que os nossos Pokemon estejam sempre a um nível muito superior dos que encontramos ao longo do jogo. Se querem um desafio relativamente maior então é necessário desligar esta opção, se bem que a diferença não seja muita. Dificilmente se perde um combate e em todo o tempo de jogo não perdi uma única batalha. Esperemos que em jogos futuros a Game Freak decida aumentar a dificuldade.

A nível de performance ORAS é um bom avanço face a XY. As batalhas dificilmente têm quedas de frames com o modo 3D desligado, mesmo em batalhas contra swarms de 5 adversários. As quedas que se verificam são apenas com o modo 3D ligado e em situações onde os ataques envolvam muitos efeitos.