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Review – Metroid Samus Returns

Novos elementos de jogabilidade
Excelente efeito 3D
Jogabilidade afinada
Bosses pouco originais
Cansativo após longas sessões de jogo
Pouca replayability
71

Metroid é um dos clássicos da Nintendo, lançado pela primeira vez em 1986 para a NES, este influenciou a indústria de tal maneira ao ponto de ter um género de jogos com o seu nome: Metroidvania.

Este género é um dos meus favoritos, uma vez que possui um design de níveis único, versátil e capaz de se adaptar a praticamente qualquer história.

Metroid está de volta às origens

Um dos meus jogos favoritos de todos os tempos é Metroid Fusion para o Gameboy Advance e possuía excelente jogabilidade, história e gráficos.

Metroid Samus Returns é a reimaginação do clássico do Gameboy, o Metroid II: Return of Samus de 1992, mas agora para a 3DS e desenvolvido pela MercurySteam conhecida por fazer os Castlevania Lord of Shadows.

Mas será que este recomeço foi um regresso à boa forma da série? Vejamos…

Viagem ao planeta SR388

Quando um esquadrão desaparece no planeta SR388 (não confudir com a sniper SR338 de Battlefield), Samus é enviada para esse mesmo planeta, após ser descoberta uma amostra que prova que SR388 é o planeta de origem dos Metroid.

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Os Metroid são uns parasitas espaciais capazes de tomarem e deformarem o corpo daqueles que possuem e, após darem muito trabalho a Samus no primeiro jogo, é agora o seu trabalho acabar de vez com esta praga.

E é basicamente isto, Metroid Samus Returns não possui uma história propriamente complexa, sendo até bastante direta: Samus tem de eliminar os Metroid e pronto.

No entanto, dependendo do grau de conclusão com que terminem o jogo, existem finais diferentes que introduzem jogos futuros (esperemos) ou contam mais sobre o passado.

Estrutura de níveis clássico

Metroid Samus Returns mantém a mesma estrutura de níveis dos clássicos Metroid: várias áreas interligadas por elevadores, com obstáculos que requerem novos poderes para poderem ser passados.

Cada área é como uma espécie de mundo aberto, mas fechadas entre si, como se fosse uma colmeia. Em cada área podem explorar à vontade, se puderem passar pelos obstáculos todos, com muitas zonas escondidas e caminhos alternativos que, por vezes, evitam que lutem contra inimigos.

Enorme mapa dividido por áreas

Há medida que vão explorando as áreas, vão desbloqueando o mini mapa, que será o vosso maior amigo para evitar que se percam. Também eventualmente recebem um poder que vos permite identificar os pontos fracos no cenário, que normalmente escondem novas zonas.

Os níveis estão feitos para que, no início, se percam e tenham de explorar tudo até começarem a entender e reconhecer os elementos do cenário, que vos deixam continuar.

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O backtracking está extremamente presente no jogo, uma vez que logo na primeira zona, existem obstáculos que só vão poder passar quando estiverem no fim do jogo. Isto permite que encontrem os vários upgrades disponíveis, incluíndo aumentos de saúde, da barra de Aeon, número de mísseis, entre outros.

Algumas zonas possuem lava ou altas temperaturas, que terão de contornar no início, mas posteriormente poderão passá-las e desbloquear atalhos muito úteis.

Bosses pouco originais.

Quando iniciam o jogo, terão um número no canto inferior direito do vosso ecrã touch que vos indica o número de Metroid especiais, que têm de derrotar. Esses inimigos são os vários bosses, passam umas boas dezenas e encontram-se espalhados pelas várias áreas.

No entanto, apenas existem 4 tipos de inimigos, se não contarmos com os últimos 4 bosses, que nem estão incluídos neste número.

Mais nem sempre significa melhor

Isto significa que vão ter de lutar vezes sem conta com os mesmos inimigos, que possuem sempre as mesmas rotinas de ataques. Claro que isto torna o jogo aborrecido enventualmente, ao ponto de estes bosses ja nem oferecerem desafio.

Em vez de ter de derrotar por vezes 10 inimigos numa só área para desbloquear o nível seguinte, seria preferível lutar contra menos bosses, mas colocar mais inimigos em cada área e tornar os bosses mais desafiantes.

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Existem 8 áreas no total, mais a área inicial. Se existisse apenas um boss por área, sempre diferente, tornaria o jogo muito mais interessante. Apesar de não ter jogado o original, presumo que a pouca quantidade de bosses se deva às limitações de memória da época, sendo que quiseram manter isso intacto no remake. No entanto, a 3DS possui hardware suficiente para que tal não aconteça.

Numa parte do jogo, temos de fugir de um inimigo especial que eventualmente vamos derrotar (um dos 4 que falei acima), mas isso só acontece uma vez, o que é uma pena pois é uma das poucas secções do jogo que não é focada no combate, mas sim nas plataformas.

Jogabilidade que não se adaptou muito à 3DS

Apesar de possuir excelente jogabilidade, acho que a 3DS não foi a consola ideal para jogar este jogo. Se tivesse saído na Switch, seria muito mais confortável devido aos comandos existentes.

O principal problema foi o analógico, especialmente na 3DS original, que combinado com os botões L e R, faziam com que a mão se cansasse rapidamente. A capa do meu analógico acabou mesmo por saltar, fazendo com que longas sessões se tornassem ainda mais cansativas.

As mecânicas novas seriam melhores num comando

A possibilidade de trocar os botões direcionais com o analógico teria sido perfeito, e acho que não impediria o uso do excelente sistema de disparo em 360º.

Este sistema permite que apontem de forma precisa para qualquer ângulo em 360º, sendo uma das melhores adições ao jogo. Algumas zonas secretas requerem muito o uso desta mecânica, sendo que por vezes até têm de disparar em várias direções de forma rápida.

Existem dois poderes que permitem colar à parede e saltar indefinidamente.

Metroid

No entanto, para andarem colados têm de utilizar o botão L, que ao ser combinado com o analógico, por vezes faz com que soltem o dedo do botão que pode levar a momentos de genuína fúria.

O salto perpétuo é por vezes inconsistente, na medida em que nem sempre Samus executa a animação, ou o jogo simplesmente não responde, algo extremamente desagradável, especialmente em combates contra bosses.

Uma das mecânicas mais úteis é o contra ataque. Isto permite que, ao serem atacados após um sinal, se defendam dos golpes inimigos, colocando-os num estado de fraqueza. Além disso, se dispararem logo de seguida, será automaticamente um tiro carregado, pelo que podem matar muitos inimigos com um único golpe.

É possivel abusar do contra ataque

Este contra ataque também permite tirar muita vida aos bosses, após animações verdadeiramente espetaculares, que mais lembraram um God of War, que Metroid, mas é nestes momentos que nos lembramos que o jogo foi feito pela MercurySteam.

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No entanto esta mecânica pode ser facilmente explorada, tornando os combates rápidos e entediantes.

A jogabilidade brilha, quando desbloqueiam todos os poderes e conseguem atravessar os mapas de forma rápida e levando tudo à frente, ou evitando os inimigos por completo. Quase lembra os Ninja Gaiden originais e parece ser muito boa para speedrunners.

Gráficos e som

Gráficamente, Metroid Samus Returns é um bom jogo. Os cenários são bastante detalhados, o efeito 3D é simplesmente soberbo e, apesar de continuar a ser impossível jogar muito tempo com ele ligado, possui uma profundidade incrível, quase como se estivessemos a olhar para uma maqueta em perfil.

Efeito 3D brilhante

No entanto, o jogo não possui uma banda sonora por aí além, limitando-se a cumprir o seu trabalho e em termos de performance, é muito comum sofrer com quedas de frames.

Estes momentos acontecem sobretudo quando contra-atacamos um boss, e disparamos uma rajada de tiros nele, mas deve ser um problema que não ocorre se tiverem uma New 3DS, uma vez que possui hardware um pouco melhor.

Conclusões

Metroid Samus Returns é um regresso à boa forma da série, mesmo com os bosses pouco originais, repetitivos e jogabilidade que pouco se adapta à 3DS.

O design dos níveis continua excelente e existe muito por explorar. A campanha pode ser terminada entre 8-10 horas, dependendo do tempo que percam a explorar os cenários. Após terminarem o jogo ainda podem desbloquear uma maior dificuldade, entre outras coisas caso possuam um Amiibo.

Esperemos que o próximo jogo, caso não seja um original, seja o remake de Metroid Fusion.

São fãs de Metroid? Já jogaram este título?

 

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Final Score