Krom Kernel
O melhor teclado mecánico barato
O melhor teclado mecânico preço/qualidade que já tivemos oportunidade de experimentar. Por apenas 59.99€ ou 49.99€ o Kernel oferece uma qualidade de construção fantástica e um conjunto de funcionalidades muito interessantes.
Design90
Ergonomia90
Desempenho85
Personalização70
Qualidade/Preço90
Aspetos positivos
Feeling
Qualidade construção
Switches mecânicos
Versão TKL disponível
Layout PT-PT
Preço/qualidade imbátivel
Aspetos negativos
Apenas disponível red switches
Manual incompleto
Não tem software
Macros limitadas
85
RECOMENDAMOS
Os Melhores Teclados Mecânicos do Momento | Julho 2018

A Krom Gaming é a submarca de uma empresa bastante conhecida pelo publico português, a NOX. Atualmente possui um bom número de periféricos gaming, que vão desde headsets, ratos, teclados até mesmo microfones “studio grade” para streamers.

Desta vez, a Krom deu-nos a oportunidade de fazer review ao teclado mais recente da marca, o Krom Kernel, um teclado mecânico com um preço e funcionalidades bastante interessantes que irá de certo agradar uma grande maioria do publico gaming. Vamos lá conhece-lo melhor!

Especificações técnicas
  • Dimensões: 444 x 133 x 41 mm
  • Peso: 1,230Kg
  • Taxa de atualização: 1 ms
  • Anti-Ghosting: N-Key ou 6-Key
  • Memória Integrada: Sim, 64Kb
  • Layout: PT-PT
  • Retroiluminação: RGB
  • Teclas Macro: Sem teclas dedicadas, mas permite gravar macros em teclas à escolha.
  • Tecla multimédia: Teclas integradas nas teclas F1-F11: Mute, Vol Down/Up, Stop, Prev, Play/Pause, Next, etc.
  • Acessório para descansar os pulsos: Não possui
  • Software: Não possui
  • Preço: 59.99€ / 49.99€ (Versão TKL)

Primeiras impressões e packaging

A caixa tem um design simples, e como é habitual, na parte frontal temos apenas a imagem do teclado, juntamente com a marca e modelo do mesmo.

Já na parte traseira, é possível ter uma ideia das funcionalidades de uma forma rápida, em vários idiomas, assim como as suas especificações.

Dentro da caixa encontramos o Kernel com layout PT-PT, em conjunto com o seu manual de utilização rápida. Além da versão analisada nesta review, existe ainda uma versão TKL deste teclado, ou seja, sem teclado numérico.

No que diz respeito ao teclado em si, uma das primeiras coisas que notamos logo ao retira-lo da caixa foi a qualidade dos materiais. Além disso, o seu design simplista e compacto é muito apelativo, não possuindo teclas dedicadas para funções especiais, pois todas as funcionalidades estão integradas nas teclas comuns a qualquer teclado.

Visto que o Kernel tem um conjunto de funcionalidades interessantes, mas não tem qualquer software que permita a sua configuração, achamos importante dar uma vista de olhos no manual para ver o quão fácil é de aprender a tirar o máximo proveito do teclado.

O manual vem disponível em varias línguas, sendo uma delas o português. No entanto, apesar de ser simples de compreender e bem organizado, contem alguns erros em relação ao layout PT-PT e não fala de algumas funcionalidades como as macros ou a criação de cor. Ambas as funcionalidades são apenas referidas no manual completo disponível online, que na altura em que esta review foi escrita só estava disponível no site da NOX.

Design

O Krom Kernel é um teclado com um design simples e bonito, praticamente sem bordes, ou seja, sem plástico desnecessário à volta, o que faz dele um teclado mais compacto e pequeno que a grande maioria dos teclados gaming de marcas conhecidas. É um teclado sem quaisquer portas USB ou entradas de áudio, e devido ao seu design não existe qualquer apoio para os pulsos, ainda que isso não seja um inconveniente para muitas pessoas.

Para atingir este design compacto, o Kernel não possui teclas 100% dedicadas a funções multimédia ou a macros, pelo que as funcionalidades multimédia ou macros estão integradas nas teclas comuns, e disponíveis através de combinações de teclas em conjunto com a tecla FN.

A base do Kernel é toda ela em plástico, ainda que a parte superior seja em metal, no entanto, os plásticos são de boa qualidade fazendo com que a solidez do teclado seja muito boa, não deixando a desejar quando comparado com outros teclados do mesmo valor ou até mesmo com outros teclados mais caros. Além disto, o Kernel pesa 1.230 Kg, o que não é muito para um teclado mecânico, já que existem vários teclados no mercado que ultrapassam este peso.

A nível de design, o único defeito encontrado durante a sua utilização é a posição dos LED’s que indicam o estado do “caps lock”, “scroll lock”, etc. Como estão demasiado juntos ao topo do teclado numérico, torna-se praticamente impossível visualiza-los durante a utilização. Neste aspeto, somos da opinião que os LEDs deviam estar na zona onde se encontra o logótipo da Krom.

Um aspeto que temos sempre em conta na hora de avaliar um teclado, é a facilidade com que o podemos limpar, e nisso o Kernel é fantástico

O design adotado faz com que seja extremamente fácil e rápido de limpar o teclado, pois ao contrario do que acontece com outros teclados mecânicos, como os da Razer, em que os switches ficam “submersos” na base do teclado, no Kernel está tudo ao mesmo nível, fazendo com que as teclas fiquem bastante elevadas em relação à base.

Já em relação à parte traseira, existem borrachas generosas nos quatro cantos do teclado, que em conjunto com o peso do teclado, fazem com que seja impossível move-lo de forma involuntária enquanto se joga ou trabalha.

Além disso, é possível prender o cabo em 3 posições, e existe ainda um key puller integrado no próprio teclado, que, para quem não sabe, permite retirar as keycaps facilmente. Esta pequena ferramenta é algo que nem todos os teclados trazem consigo, pelo que neste caso a Krom fez muito bem em incluir um com o Kernel, e em integra-lo por baixo do teclado para que esteja sempre à mão.

O cabo USB é trançado e o USB em si é banhado em ouro com um design diferente do habitual que o protege de poeiras quando não está a ser usado, além de ajudar a identificar em que porta USB o teclado está ligado.

Além destes dois aspetos, o cabo vem também com uma pequena fita de velcro que facilita a sua arrumação.

Tudo isto pode parecer pequenos pormenores insignificantes, mas nesta gama de preços marcam a diferença.

Desempenho

Se o design e os pequenos pormenores do Krom Kernel são interessantes, o seu desempenho também o é!

O Krom Kernel tem uma taxa de atualização de 1 ms e ainda N key Rollover, o que lhe permite registar o pressionar de todas as teclas em simultâneo

Falemos do aspeto que diferencia este teclado de outros teclados gaming nesta gama de preços:  switches mecânicos Outemu. Apesar do manual e da caixa referir que o Kernel está disponível com vários switches, a verdade é que este teclado só está disponível com os switches Outemu Red, que são muito parecidos aos famosos Cherry MX Red.

Neste aspeto preferimos não entrar em comparações diretas com os switches Cherry, pois este é sempre um tema complicado e cujo a opinião varia consoante os gostos pessoais de cada utilizador. No entanto, podemos afirmar que não ficamos desiludidos com o desempenho oferecido por estes switches.

Como seria de esperar de uns switches red, os Outemu red são muito sensíveis, ativando-se facilmente com muito pouca pressão. Devido a sua rápida ativação, os switches red são geralmente indicados para gamers, sendo que na nossa opinião também são confortáveis para escrita.

Já a nível sonoro, como podem ver, o ruído é agradável e chega a ser inferior ao gerado por alguns teclados membrana.

Funcionalidades e personalização

O Krom Kernel é um teclado sem qualquer software, o que significa que todas as configurações e funcionalidades têm de ser realizadas através de combinações de teclas. Obviamente, isto faz com que o Kernel seja um teclado muito limitado a nível de macros, não permita o remapeamento de teclas, e seja mais complicado de personalizar a nível de cor RGB.

Como referimos no inicio da review, os atalhos multimédia estão integrados nas teclas F1-F11. Através destes atalhos é possível abrir aplicações predefinidas no sistema, como o browser, o player multimédia, etc. Além disso, existem os habituais atalhos para controlar o volume, pausar ou passar à próxima musica, entre outros, que podem ser utilizados para controlar o vosso player de música enquanto jogam, sem a necessidade de minimizar.

A nível de funcionalidades adicionais é possível inverter a funcionalidade das teclas WASD com as “setas”, desativar a tecla Windows, e ainda criar macros de texto simples.

Os únicos aspetos negativos em relação às funcionalidades estão relacionados com as macros e a sua ativação:

  1. Só é possível criar macros de texto e com um tamanho de 64 caracteres.
  2. As teclas com macros guardadas ativam as macros sempre que o modo de bloqueio da tecla do Windows estiver ligado.

Desconhecemos se este é o funcionamento correto ou não, no entanto, achamos que deveria ser necessário entrar no modo de criação de macros para poder ativar as mesmas, caso contrario se quisermos bloquear a tecla Windows para jogar e ao mesmo tempo carregarmos numa tecla onde temos uma macro guardada, a macro é ativada.

No que à personalização RGB diz respeito, ainda que o Kernel seja um pouco limitado por não ter software, é fácil personaliza-lo a nosso gosto e as possibilidades são muitas.

Como é possível ver no vídeo acima, existem 9 modos de iluminação, varias cores, e é possível mudar a velocidade das animações, o sentido, etc. Existe também 5 perfis de iluminação predefinidos, pensados para vários géneros de jogos, e ainda a possibilidade de criarmos os nossos próprios perfis de iluminação.

Por fim, ainda no que diz respeito à iluminação, uma das funcionalidades que mais nos agrada é a possibilidade de criarmos a nossa própria cor RGB.

Vale a pena?

Devido à elevada quantidade de marcas e a crescente popularidade de periféricos “chineses” a preços mais acessíveis, por vezes é complicado fazer com que um determinado produto se consiga destacar em relação as restantes ofertas, no entanto, a nossa opinião é que atualmente o Kernel é o melhor teclado mecânico “budget” no mercado português a nível de preço/qualidade.

Regra geral, por este preço, aquilo que geralmente encontramos noutras marcas são teclados de membrana, que apesar de terem todas as funcionalidades do Kernel, e até mesmo software, não têm switches mecânicos.

Achamos que a Krom deveria ter um pouco mais de atenção em relação ao manual que vem dentro da caixa, pois ao ser um teclado sem software o manual que acompanha o teclado devia ser mais completo e livre de erros. Se esquecermos isto, a única coisa na qual a Krom podia melhorar de forma a agradar mais consumidores, era em oferecer um leque de switches Outemu além dos red.

Resumindo, se estão à procura de um teclado mecânico com switches red, com um design bonito, compacto, simples, e equilibrado em todos os sentidos, o Krom Kernel é sem dúvida uma das melhores opções (se não mesmo a melhor) do mercado na casa de preços em que se encontra: 59,99€ para esta versão e 49,99€ para a versão TKL (Ten Key Less).

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