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Review Kena: Bridge of Spirits – Uma grande surpresa e um novo estúdio a ter em conta

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O Melhor
História interessante
Gráficos soberbos
Boa banda sonora
O Pior
Alguns problemas de performance
Colecionáveis pouco interessantes
Pouco replay value
80

Kena: Bridge of Spirits é um jogo que surpreendeu o mundo dos videojogos aquando da sua revelação, com os gráficos do jogo que pareciam algo tirado de um filme da Pixar.

O jogo é desenvolvido pelo estreante Ember Labs, que faz uso de vários anos de experiência na indústria da animação, para nos trazer algo que há muitos anos os jogadores pedem: um jogo com gráficos ao nível de um filme.

Kena podia ter sido simplesmente uma tech demo de 4 horas e acho que muitos não iriam reclamar, afinal trata-se de um estúdio com pouco mais de uma dezena de membros e a nível técnico, é um jogo incrível. Mas o estúdio foi muito acima do dever e entregou um jogo que dura entre 9 a 12 horas, dependendo dos colecionáveis que procurarem e jogabilidade simples mas divertida e eficaz.

A terra dos espíritos

Kena é uma guia espiritual, capaz de ajudar os espíritos dos mortos a passar à próxima vida. Com o seu bastão, consegue atacar, criar um escudo e controlar espíritos, permitindo assim derrotar os espíritos malignos que ficaram presos no mundo físico, geralmente devido a traumas ou por outras razões que os impedem de passar ao mundo espiritual.

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Durante a sua viagem à procura do santuário da montanha, Kena depara-se com uma vila abandonada, completamente corrompida por uma espécie de planta.

Esta corrupção deveu-se a uma explosão no santuário da montanha, que fez com que certos personagens se tornassem em espíritos malignos. Ao derrotar estes espíritos e libertá-los do mundo físico, Kena consegue ver as suas memórias e perceber o que aconteceu na aldeia abandonada.

Para a ajudar, existem umas pequenas criaturas espirituais chamadas Rot. Há medida que Kena vai descobrindo mais Rot, estes tornam-se mais poderosos permitindo destruir a corrupção, ajudar em combate, ultrapassar obstáculos, entre outros.

A história pode parecer bastante infantil, quando veem os trailers coloridos e com os Rot em destaque, mas na realidade esconde uma temática bastante obscura que envolve pesar, doença e vingança, em particular quando o jogo vos mostra as memórias dos espíritos que têm de derrotar.

O jogo está essencialmente dividido em quatro partes, uma para cada espírito que temos de libertar. Em cada parte, vamos desbloqueando novas habilidades e o próprio combate vai-se adaptando em dificuldade de forma gradual, fazendo com que fiquemos cada vez melhores a usar estes poderes e a combiná-los de forma criativa.

O combate é bastante simples, Kena ataca com o bastão, pode criar uma bolha à sua volta que é usada para defesa, possui um arco e pode usar poderes em conjunto com os Rot. Não é algo de novo nem inovador, mas a forma como está implementada é bastante eficaz e faz bem o seu trabalho.

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Ao longo da aventura, existem vários itens para colecionar sob a forma de chapéus para os Rot. Apesar de não ser o tipo de colecionável mais interessante, visto que não altera em nada a jogabilidade, é sempre engraçado ver os pequenos seres à nossa volta, cada um com o seu chapeuzinho.

Existe também uma moeda chamada Karma, que é usada para adquirir upgrades, obtida ao derrotar inimigos e numas frutas que encontramos no mapa e uns cristais que permitem comprar os chapéus para os Rot, numa caravana que podemos encontrar em vários pontos da aventura.

Além do combate, existe uma grande componente de plataformas, que no geral é bastante bem feita, com alguns puzzles interessantes que temos de resolver enquanto atravessamos vários obstáculos, mas pode ser frustrante quando as hitboxes da geometria vos mandam dar uma volta e fazem-vos cair num buraco. Felizmente o sistema de checkpoints é muito bom e nunca perdem mais que uns segundos de progresso.

Gráficos, performance e som

Graficamente, como disse, Kena: Bridge of Spirits é absolutamente incrível. As cinemáticas são puros filmes de animação 3D, os cenários contrastam entre a escuridão e tempestades para algo altamente colorido, sempre com imenso detalhe.

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A performance, no PC que foi a versão que testei, deixa um pouco a desejar em certas alturas com mais efeitos, existindo grandes quedas de FPS. No entanto, a única situação em que me atrapalhou o combate foi no boss final que varia bastante os ataques e existe uma quantidade absurda de efeitos visuais e vários inimigos em cena.

A banda sonora, especialmente nas cinemáticas é muito boa e mais uma vez, ao nível de um filme de cinema. Durante a jogabilidade, existe uma mudança de tom sombrio entre uma zona corrompida e que passa para um tom mais alegre e pacífico ao limparem essa corrupção, combinando perfeitamente com a diferença na arte e paleta de cores usadas.

Conclusões

Kena: Bridge of Spirits é um jogo que recomendo vivamente. Fiquei bastante surpreendido com a história, os cenários são de cortar a respiração, as cinemáticas são autênticos filmes de animação 3D e o combate e secções de plataformas são simples fazem o suficiente para manter o jogador entretido.

Quando estamos a falar de uma estreia no mundo dos videojogos, de um estúdio composto por 15 membros e conseguem entregar um jogo assim tão polido, acho que é algo que os jogadores devem ter em conta e ficar atentos no futuro, uma vez que só pode melhorar.

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