Ghostrunner cover

Review Ghostrunner – Uma fusão de Titanfall, Superhot e espadas

O Melhor
Excelente jogabilidade
Vários poderes para desbloquear
Perfeito para speedrun
O Pior
Inimigos têm mira automática que pode frustrar o jogador
80

O ano de 2020 está a parecer algo tirado de um episódio de Black Mirror, portanto não seria de esperar que os jogos com ambiente Cyberpunk estejam em altas. Cyberpunk 2077 foi adiado novamente (what else?), mas o mês de Outubro termina com o lançamento de um jogo deste género bastante interessante, Ghostrunner.

Há coisa de uns meses, foi lançada uma demo do jogo no Steam e fiz questão de experimentar, uma vez que os trailers me tinham deixado curioso.

Na altura gostei bastante das mecânicas e fluidez com que atravessamos os cenários, fez-me lembrar Titanfall 2 no que toca a jogabilidade e isso é sempre bom. O que não esperava, é que o jogo se jogasse como Superhot ou seja, cada secção é uma espécie de puzzle com vários caminhos que podem percorrer e caso sejam atingidos uma vez, morrem.

Ninja Dredd

No futuro, um evento chamado Burst tornou o mundo inabitável e o que restou da humanidade vive agora numa torre gigante chamada Dharma Tower. Como mesmo no apocalipse, o ser humano não muda, obviamente que existem grandes discrepâncias entre classes sociais, com um grupo selecto a reinar sobre todos os outros.

O nosso personagem, Jack, é um Ghostrunner que acorda sem qualquer memória e é contactado por uma inteligência digital chamada Architect, que é a consciência digitalizada de Adam, o criador da Dharma Tower que foi traído pela antagonista Mara. No entanto, antes de ser morto, conseguiu fazer upload da sua consciência para o Cybervoid, uma espécie de mundo digital cujos sistemas estão distribuídos pela torre.

Ao longo da história, Jack vai mantendo contacto com o Architect e com Zoe, uma membro do grupo rebelde Climbers, que tentou revoltar-se contra Mara e acabou praticamente aniquilado. Zoe foi a responsável por reparar Jack antes do ataque sofrido pelas tropas de Mara.

A história dura cerca de 7-8h e não há propriamente um replay value no jogo, apenas se quiserem tentar speedruns. Os níveis possuem alguns itens escondidos que permitem desbloquear skins para a vossa espada, portanto podem tentar encontrar os que falharam.

Jack the Ripper

Uma das melhores partes de Ghostrunner é poder correr nas paredes, deslizar e retalhar os inimigos com estilo enquanto o fazemos.

O Ghostrunner possui excelente mobilidade e habilidades capazes de destruir as hordas de inimigos que lhe fazem frente. É possível também usar uma espécie de gancho magnético para chegar a locais mais distantes e desviar dos tiros inimigos em câmara lenta e em pleno voo.

Além disso, ao longo do jogo vamos desbloqueando habilidades como o Blink, que permite retalhar vários inimigos de uma só vez, Surge que permite fazer um golpe que envia uma onda de ar capaz de cortar vários inimigos, Tempest que permite atirar uma onda de choque que desfaz os inimigos e Controlo Mental que permite virar inimigos uns contra os outros.

As habilidades também podem ser melhoradas usando um sistema de peças ao estilo de Tetris. Existe um número limitado de posições onde podemos encaixar as peças, sendo que temos de as combinar da forma mais eficiente possível, caso queiramos ter o melhor equilíbrio.

No entanto, caso deixemos espaços em branco, recebemos um bónus de energia que recebemos de forma passiva, o que significa que poderemos usar os poderes mais rapidamente. Cria aqui uma balança entre usar os poderes mais vezes, ou ter os poderes mais potentes.

Ghostrunner é um jogo bastante desafiante, especialmente por apenas poderem sofrer dano uma vez. Isto faz com que a maioria das secções sejam um pouco à base de tentativa e erro, levando a terminar níveis com cerca de 30 ou 40 mortes. Num dos níveis cheguei a morrer mais de 100 vezes.

Tirando uns poucos casos, o jogo até tem um bom posicionamento de checkpoints, sendo que cada nível está dividido em pequenas arenas, que é onde vão morrer a maioria das vezes. A minha principal queixa é o facto dos inimigos terem auto aim do estilo, conseguem ver os tiros deles curvar contra vocês caso usem a esquiva antes do tempo, o que torna algumas secções frustrantes, especialmente quando é o último inimigo ou têm a certeza de que não deveriam ter sido atingidos.

Gráficos, performance e som

Graficamente, Ghostrunner é bastante sólido, com boa direção de arte. Diria que é o espectável de um jogo em Unreal Engine 4, trabalhado por gente que sabe o que faz.

Ghostrunner 1

A nível de performance, o estúdio One More Level fez um excelente trabalho neste jogo. A minha 2080 Ti consegue correr qualquer jogo a brincar, mas não estava à espera de conseguir colocar tudo ao máximo, com o renderer interno a 4K e DLSS em modo qualidade e ter 144 fps (porque limitei a isto) em praticamente todo o jogo.

A banda sonora é interessante e aquele estilo quase techno que se costuma ver em jogos ou filmes cyberpunk, com voice acting muito bem conseguido por parte dos atores, que torna a história mais fácil de digerir.

Conclusões

Ghostrunner é um jogo bastante divertido e por vezes frustrante. A história não é nada de revolucionário mas a jogabilidade é incrivelmente fluída e visceral.

O jogo custa 29,99€ e à data desta análise está com 20% de desconto e é um jogo que recomendo que experimentem, visto que ainda são cerca de 8h de campanha e acredito que justifica o preço.

Agora estou à espera que venham os speedruns, porque a jogabilidade deste jogo, combinada com a perícia de um speedrunner vai ser completamente alucinante.

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Ecrã
Performance
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Autonomia e alcance
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