Na semana passada a Paradox Interactive lançou uma nova atualização de um dos seus principais jogos, e um dos marcos nos jogos de estratégia, Europa Universalis IV, com novas funcionalidades que todos terão acesso de forma gratuita, e alguns bónus extras para quem decidir comprar o novo DLC que acompanha a atualização: Rule Britannia, um Immersion Pack que está disponivel por 10€ na Steam. E como o nome indica, o foco da atualização é nos países das ilhas britânicas.

Numa nota extra, esta atualização vem num timing engraçado, visto que as ilhas britânicas são um dos focos de atenção na Europa graças aos efeitos e incógnita do BREXIT.

O que nos traz o Rule Britannia?

Ao fim de tantas expansões que o EUIV já conheceu, Rule Britannia parece ser aquela que menos precisávamos, uma atualização com foco numa das nações mais fáceis, ainda que seja um regresso ao tema central, a Europa, depois de atualizações que focaram noutros pontos.

Quem decidir comprar o pack, terá acesso a algumas novidades, novas missões focadas nos países britânicos, entre os quais a Inglaterra tem o maior leque de missões, seguida da Escócia, que nos ajudarão a focar no domínio ao longo do jogo.

Novo recurso! Antimatéria?

Nas províncias mais desenvolvidas, numa fase mais avançada do jogo, estas terão um novo recurso – carvão, para alimentar a revolução industrial, o que acaba por não influenciar muito o jogo se fizerem uma campanha longa. Relacionado com isto, em certa forma, temos a mecânica de inovação, Innovativeness, que depende do nosso nível de tecnologia, dando-nos bónus conforme evoluímos.

Doutrina naval, influenciada pelo sonho da armada invencivel, introduz algumas novidades que irão influenciar a força das nossas frotas, uma especificamente dos países britânicos é a Wooden Wall, que pode ser interessar para quem quer criar uma linha de defesa em volta das ilhas.

Anglicanismo ganha vida neste pack, aparecendo como um ramo do Protestantismo relacionado com a cultura inglesa, nas ilhas britânicas.

E a partilha de conhecimento, muito antes de existir internet, que vos ajudará a melhorar os vossos aliados, ou a vocês sairem da idades das trevas, aumentando a velocidade das instituições!

A juntar a isto, temos o bónus de contar com o pack de unidades, com desenhos para as nações britânicas, bem como algumas músicas novas.

O impacto de Rule Britannia em EU IV?

O mais interessante é mesmo o leque das missões personalizadas para os diferentes países, visto que o resto pouco altera a forma de jogar, tendo em conta os atributos novos.

A região mais interessante, é mesmo a Irlanda com a quantidade de reinos vizinhos que temos para anexar, paulatinamente, com um aliado do outro lado do mar, a Escócia ou Inglaterra, que andará ocupada com a França e os Burgúndios por uns anos. Esta situação na Irlanda, torna a vida algo mais difícil à Escócia e Inglaterra, de quem um dos principais objetivos no inicio é controlar esta ilha para então tentar dominar a Grã-Bretanha.

Com as missões conseguimos ter um melhor sentido da história, e dos objectivos/sonhos dos diferentes países na região, os caminhos que seguiram ao longo da história.

As funcionalidades introduzidas, acabam por influenciar muito pouco o jogo no início, e não se tornam muito mais importantes a longo prazo. A Inovação (Innovativeness) dependerá sempre do nosso foco no desenvolvimento das tecnologias, para nos mantermos na frente da corrida, contudo o bónus que dá pouco influencia o jogo, um desconto de 10% nos custos das tecnologias que demora a acumular na realidade, para fazer a diferença.

As Naval Doctrines são interessantes para os impérios marítimos, se for o caminho que vocês escolham – habitual em quem joga com Inglaterra ou o nosso querido Portugal, mas se preferirem ter um império terrestre, é algo com que não precisam de se preocupar.

Share Knowledge, partilha de conhecimento, pode ser interessante de diferentes formas – se estiverem atrasados nas instituições, o que vos dá uma penalização cumulativa, podem ter a sorte de alguma nação partilhar com vocês, acelerando a velocidade destas. Ou então, podem vocês ter o interesse em melhorar o nível de algum aliado. E claro, há uma parte financeira envolvente, algo como 10% das receitas do país que recebe o apoio – nada é de graça.

A religião é sempre algo interessante ao longo da história, e seria uma boa oportunidade para a Paradox realmente abanar o jogo, mas terem acrescentado o Anglicanismo ao jogo, pouco faz por ele, pois se jogarmos como um país britânico e dominemos as ilhas, seremos muito provavelmente o único país com esta religião, sozinhos no mundo. Tal como a maioria da Europa, as ilhas britânicas tiveram muitas disputas nos séculos XV e XVI com diferentes religiões em conflito, seria interessante que a Paradox tivesse dado o passo extra e estimulado mais vertentes da mecânica da religião nas ilhas britânicas.

O carvão que surge no século XVIII é engraçado enquanto novo recurso, um novo elemento que faz a ligação ao Victoria, mas que aparece numa fase tardia do jogo e que acrescenta pouco. O petróleo do inicio da revolução industrial, pode ser razão para procurarem novas conquistas, mas por esta altura já existem muitas outras razões para fazer guerra.

 

 

Em suma…

Este pack será interessante para comprarem caso nunca tenham jogado com nenhuma das nações britânicas, pois é o seu maior foco – na sua história e desenvolvimento, local e global, procurando tentar ficar por cima dos ilhéus vizinhos.

O pack traz um novo capítulo a um jogo com 5 anos, mas sem acalentar muito o nosso interesse nele. O melhor será comprar em alguma promoção.

Assim, entre dlc’s para EU e HOI…ficamos à espera de um novo Victoria!

Review – Europa Universalis IV: Rule Britannia
Mais missões para as nações britânicasInclui pack de unidades e música
As novas funcionalidades mexem pouco com a dinâmica do jogoMais religões para o caldo seria interessante
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