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Review Destiny 2 – Season of the Chosen: Um passo na direção certa

Destiny 2 Season of the Chosen é a nova temporada trimestral que sucede à Season of the Hunt que foi lançada juntamente com Beyond Light.

Tal como no ano passado, a Season of the Hunt foi um bocado desapontante, uma vez que a Bungie aproveitou o lançamento da expansão anual para compensar a clara falta de conteúdo.

No entanto, outra vez como no ano passado, a temporada seguinte introduz muito mais conteúdo e uma atividade bem mais interessante e, curiosamente, ambas com foco nos Cabal.

Vemo-nos no campo de batalha

A nova atividade Battlegrounds, apesar de não ser tão interessante como o Sundial da Season of Dawn, possui algumas vantagens em relação a essa atividade.

Para começar, não demora tanto, o que reduz o tempo entre recompensas. A forma como o loop de gameplay está integrado com as Core Playlists (Strikes, Crucible e Gambit), está muito mais equilibrado que na temporada passada, tornando o grind menos enjoativo.

O Battlegrounds, também possui uma enorme vantagem de apenas conter Cabal (com uma ligeira aparição de Vex na versão de Europa), oferecendo aos jogadores uma nova localização para derrotar Cabal para missões, uma vez que o Leviathan já não se encontra disponível.

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As mecânicas são bastante simples. A atividade está dividida em arenas onde temos de derrotar inimigos ou explodir com geradores, usando umas bombas que certos bosses largam ao serem derrotados.

No fim, existe um boss com duas fases de imunidade, cujo escudo temos de tirar ao derrotar um miniboss que aparece.

Existe uma playlist de nível relativamente baixo que confere equipamento a nível mais alto ao completarem 3,6 e 9 vezes.

Loot à martelada

Ao terminarem o Battlegrounds, podem usar o novo item Hammer of Proving para destruir um baú que vos confere uma armadura ou arma da nova temporada.

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Cada vez que usam o martelo, vão receber uma carga que poderão usar no Prismatic Recaster, que regressa após ter desaparecido na temporada passada.

Estas cargas permitem focar os Umbral Engrams para obterem uma peça específica de equipamento. Apesar de as armas estarem agrupadas em conjuntos de 2, as armaduras podem ser obtidas peça-a-peça, permitindo construir uma build com os stats que querem. Aliás, no tier 3 do foco, podem escolher um stat específico para vir com mais pontos.

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No H.E.L.M., a nova localização que podem aceder a partir do Director, também podem melhorar o Hammer of Proving, apesar deste estar atualmente “timegated” e apenas podem subir até nível 4 no máximo.

Os upgrades seguem o modelo que já tinha sido introduzido várias temporadas atrás e permitem aumentar o número de cargas que podem ter no vosso martelo, a probabilidade de receber mais equipamentos da temporada ao terminarem certas atividades e aumentar a quantidade máxima de ouro que podem guardar no martelo.

O ouro, é uma nova moeda que obtemos ao terminar praticamente qualquer atividade no jogo. Ao contrário das lures na Season of the Hunt, o ouro não está preso às Core Playlists, o que significa que o loop é mais abrangente. Cada 14 de ouro permitem ativar uma carga no martelo, que fica guardada depois de terminarem uma run do Battlegrounds e permite, como disse anteriormente, focar o loot para equipamentos específicos.

Sunsetting na direção certa

A implementação do sunsetting na temporada passada, foi atroz para dizer o mínimo. A Bungie decidiu que cerca de 75% do nosso loot já não podia subir de nível e isto deixou vários buracos nas builds que podíamos fazer, como arquétipos de armas que nunca foram substituídos.

Para piorar, a Bungie justificou o sunsetting com a possibilidade de lançarem novas armas com perks espetaculares, sem a necessidade de nerfs sucessivos, mas não só não vimos novos perks espetaculares (fora da nova raid), como os nerfs continuam a surgir, especialmente nas espadas.

Esta temporada trouxe várias armas muito boas e com os tais perks espetaculares que a Bungie prometeu. A nova SMG do Battlegrounds pode vir com uma combinação de perks que a tornam um monstro no PVE, os Rocket Launchers receberam um excelente buff de 30% no dano, tornando-os numa excelente opção para conteúdo de nível alto, especialmente com um dos novos perks.

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Algumas armas da Lua e da Dreaming City retornaram com novos perks, tornando as atividades destas zonas novamente úteis. Mas a maior surpresa está no Trials of Osiris.

Trials of Osiris é a principal atividade de endgame do pvp e a que mais sofre com algumas decisões da Bungie. A abundância de hackers e account recoveries (pagarem a um smurf para subir a vossa conta ou desbloquear algo), tornam esta playlist num autêntico pesadelo até para jogadores acima da média.

Para espevitar um bocado os números, a Bungie decidiu retornar um dos melhores perks que estava presente numa arma pinnacle, Desperado, e colocou-o na nova Pulse Rifle, The Messenger. Além disso, colocou a arma nas 3 vitórias do cartão, algo que podem obter apenas completando uma missão e nem precisam de ganhar nenhum jogo.

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A corrida ao Trials foi notória, mas também trouxe um enorme problema. É que o salto de dificuldade após as 3 vitórias é algo absolutamente ridículo. Até às 3 vitórias, o cartão é facílimo e a partir daí, começam a apanhar equipas que realmente sabem o que estão a fazer mas pior que tudo, cheaters. Muitos, muitos cheaters.

Aquilo que a Bungie fez para as primeiras 3 vitórias foi excelente, mas é preciso incentivar a população a tentar chegar às 5, 7 vitórias e até ao Flawless (7 vitórias sem derrotas). Na minha opinião, o Matchmaking continua a ser o principal culpado, uma vez que é baseado no número de vitórias que têm no cartão.

Para mim, o ideal seria matchmaking focado em conexão pois apesar de por vezes apanharem jogadores incríveis logo nos primeiros jogos, também há a chance de encontrarem 7 jogos seguidos que podem ganhar, tornando o Flawless mais acessível. Neste momento, a partir da 4ª ou 5ª vitória, os jogos ficam demasiado sweaty ou, se estiverem no pc, o mais provável é encontrarem equipas de cheaters em jogos seguidos, visto que eles andam mais nessas zonas do cartão.

Às pinguinhas

Desde Shadowkeep, a Bungie decidiu que o conteúdo das novas temporadas seria entregue aos bocados, supostamente para manter os jogadores a fazerem login regularmente durante a temporada, em vez de entrarem no início, completar tudo e seguir em frente.

Pessoalmente, nisto pode ser bom ou mau, dependendo da quantidade que é entregue de cada vez. Por exemplo, a missão que permite desbloquear a Hawkmoon foi o único conteúdo de uma semana na temporada passada, sendo que a versão de dificuldade mais alta que permite obter os perks aleatórios e o Catalyst foi lançada várias semanas depois.

Se todas as entregas forem ao nível desta 1ª semana, então não tenho qualquer problema, pois consegui estar entretido durante toda a semana, a obter novos rolls, as novas exóticas, etc.

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Mas segundo o calendário desta temporada, entre 23 de Fevereiro e 23 de Março, não existe qualquer conteúdo planeado, sendo que depois disso apenas temos um novo strike e o Guardian Games (que foi bastante fraco no ano passado).

É claro que ainda vai existir uma nova missão secreta e uma nova arma exótica para desbloquear, portanto só resta esperar. Também está planeado um novo State of the Game, que costuma ter grandes novidades para o futuro do jogo, algo que poderá também entusiasmar a comunidade.

Uma das melhores novidades desta temporada, foram as mudanças de UI e missões semanais. As quests agora podem ser abertas e nelas vermos mais detalhes como a motivação no que toca a lore, os passos que nos faltam para completar e uma preview da recompensa.

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Além disso, a Bungie retirou as Bounties semanais dos principais vendedores, como os das Core Playlists, e substituiu-as por desafios semanais que podemos completar com apenas um dos personagens, recebendo grandes quantidades de experiência, materiais e currency, sem que precisemos de jogar com os 3 personagens para maximizar os ganhos.

O melhor, é que podemos completá-las a qualquer altura da temporada, mesmo que falhemos algumas semanas.

A progressão no vendedor do Crucible e do Gambit foi melhorada e o sistema de tokens foi substituído por um sistema de reputação à imagem do que existia em Destiny 1, que sobe sempre que terminam bounties ou partidas, com excelentes recompensas quando atingem certos ranks. O mesmo será introduzido para os Strikes na próxima temporada, em princípio.

Conclusões

A Season of the Chose está claramente superior à Season of the Hunt. A Bungie introduziu novas armas, perks, fez regressar Strikes de Destiny 1 e vai lançar um novo strike a meio da temporada.

O loop da temporada está muito bem equilibrado tornando todas as atividades úteis, a progressão do Crucible e Gambit está mais simples e oferece melhores recompensas, as novas exóticas estão excelentes e podem agora obtê-las nos Lost Sectors da Lua.

Por 10€, eu diria que sinceramente vale a pena, especialmente se já têm o Beyond Light. Mesmo que tenham ficado desiludidos com a Season of the Hunt, a Season of the Chose até agora tem sido claramente superior em todos os aspetos e acho que são 10€ bem gastos para muitas horas de conteúdo (mesmo que o grind não tenha mudado praticamente nada face ao que temos visto no último ano e meio).

Para terminar, esta temporada deu-nos aquele que é provavelmente um dos melhores memes de sempre de Destiny, graças ao excelente Lance Reddick.

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