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Review Aquaris E6: um grande terminal!

Cada vez mais as pessoas pedem telefones maiores, já que agora 5′ é algo normal. Há quem goste de ter um telefone não só para fazer chamadas ou enviar mensagens, senão para ver filmes, series, imagens, jogar jogos, etc. Tudo isto o podemos fazer com um ecrã de 4′ ou de 5′ mas com um ecrã de 6″ é muito melhor.

A bq é uma empresa que ouve os seus clientes e deixa sempre que os clientes escolham o que querem, e para tal, basta ver a imensa variedade de produtos que tem – desde telefones até impressoras 3D; e os preços acessíveis para a maioria. Talvés seja por esta razão que decidiu que na sua nova gama de Aquaris E houvesse um terminal intermédio entre Tablets e Smartphones: o Aquaris E6.bq-aquaris-e6

Trata-se nada mais e nada menos que a aposta da companhia espanhola no seu phablet. Anteriormente já o tinha feito com o seu Aquaris 5.7, mas este é sem dúvida uma mudança radical: quer em prestações ou desenho. O anterior terminal era grande, com uma boa duração da bateria, uma boa câmara, mas um processador não tão bom, o que diminuia o seu rendimento. Mas a bq aprendeu com os erros e agora nos dá um ecrã um pouco maior, melhores materiais, um design totalmente inovado e, o melhor de tudo, um melhor processador que o seu antecessor: um Octa core da Mediatek.

Um phablet a um bom preço

É um telefone excelente para as pessoas que gostam de ecrãs grandes. Além disso, para quem não usa muito uma tablet, mas queira ter muitas das opções desta, o Aquaris E6 é uma boa opção. Para ter um pouco a noção do tamanho deste terminal imaginemos um Samsung Note 3 (151.2 x 79.2 x 8.3 mm) mas um pouco maior: 160,3 x 83 x 9 mm. Mas nem tudo é tamanho. É um telefone elegante, com os bordes do ecrã finos, e com um material que, mesmo sendo plástico, nos surpreende pelo seu tacto.

Mas o ecrã não é só tamanho, como também é resolução e potência.

O ecrã deste dispositivo é IPS Full HD 1080 x 1920 e conta com a protecção DragonTrail. Além disso, não é apenas um terminal que tem uma imagem bonita, senão também fluída, graças ao seu processador MediaTek MT6592 2.0GHz True8Core e ao seu processador gráfico Mali 450-MP4 de até 700 MHz. Tal como sucede com o Aquaris E5 FHD temos um terminal com uma excelente resolução e potência, mas com um pequeno problema: a sujidade no ecrã. Contudo, é algo que rapidamente se soluciona com um protector de ecrã.

E como todos gostamos de comparações, decidi comparar o desempenho desta máquina com outros dispositivos de tamanho semelhante no Antutu:

 

 

Os resultados não são nada maus tendo em conta que estamos falando da Mediatek.

No Aquaris E5 FHD uma das coisas que menos gostamos foi o facto da bateria não conseguir suportar um uso normal/intensivo de um dia. Contudo, agora com o E6 a bq apostou numa bateria de 4000 mHa Li-Po, o que se traduz numa maior duração de utilização. A bq aproveitou todo este potencial e não o estragou com a incorporação de aplicações ou ajustes que não servem para nada: é um Android Puro.

Neste momento contamos com um sistema operativo Android 4.4, mas em breve será atualizado a Android Lolipop.

O duplo toque é um detalhe agradável

O duplo toque é uma configuração simples e que já tínhamos visto nos seus anteriores terminais desta gama. O que isto permite é desbloquear o ecrã do dispositivo apenas tocando no seu ecrã. Para terminais grandes é excelente, e para este em concreto ainda mais. Sabem por quê? Porque uma das maiores mudanças de design (e que não nos agrada) foi a modificação do botão power para a parte superior. Neste aspecto a companhia falhou e muito. Vejam o exemplo de Apple, que com os seus novos modelos, que são maiores, alterou o botão power para a parte lateral.

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Câmara

Mas continuando a falar de coisas interessantes, vejamos a câmara deste dispositivo. É uma câmara básica, e como referi anteriormente na review do E5 FHD, não apresenta nenhuma novidade. Contudo, este não é um problema, já que temos uma grande variedade de opções na Play Store.

É um terminal que permite a conexão MHL e por USB-OTG. Além disso conta com Bluetooth 4.0, GPS, bússola, giroscópio e sensor de luminosidade. É um dispositivo livre e dual-SIM, mas com só uma antena, o que significa que ao fazer uma chamada, se recebes uma chamada para a outra SIM, o teu telefone notificará essa pessoa que o telefone esta apagado. Contudo, pensamos que poderiam ter incorporado a conectividade 4G ou até mesmo NFC. Esperemos que na próxima entrega destes dispositivos, isto já esteja disponível.

O GPS, nos testes realizados portou-se lindamente, sem falhas e rapidamente consegue a nossa localização. Contudo, para que funcione sem problemas é necessário que estejam activos os dados. Com aplicações como o Sygic, que transfere os mapas e os usa em modo offline, não existe nenhum problema.

Firmware: Android Puro

Em relação ao firmware é o Android mais puro que possamos conhecer (tirando a gama Nexus). Apenas adicionaram as aplicações necessárias para um bom uso do terminal. Todas as aplicações instalam-se na memória interna do dispositivo (16GB, estando practicamente 12GB livres). Mas se quiseres, podes inserir cartões micro-SD de até 64GB e assim aumentar o seu armazenamento. Poderemos instalar todas as aplicações que estejam disponíveis, já que o dispositivo suporta praticamente todas as aplicações. Contudo, poderá suceder que algumas não funcionem, principalmente pela não optimização a um ecrã de 6″.

Conclusão

Estamos perante um terminal interessante e com um rendimento um pouco acima da média. Um dispositivo grande e feito para pessoas que gostam de phablets que corram as aplicações com bons gráficos e de forma fluída. Apesar de não haver muitos problemas com o dispositivo, a verdade é que falta um pouco de qualidade e uma maior actualização dos bugs dos terminais.

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