Análise ao Ryzen 5 1600: O filho preferido [Review]
Excelente relação performance/preçoFresco e eficiente
Cooler difícil de montar
93%Overall Score
Performance Gaming90%
Performance Produtividade90%
Eficiência95%
Preço95%

Se já viram a nossa lista das melhores configurações para uma variada gama de preços, já repararam que existe uma predominância de CPUs AMD Ryzen.

A razão para tal, é o facto da AMD ter finalmente acertado nesta nova geração de CPUs, quer em performance, quer em preço. Antigamente, sempre houve aquele estigma de que os CPUs da AMD eram torradeiras, uma vez que possuíam, geralmente, mais núcleos que os processadores da Intel e, por conseguinte, necessitavam de maior consumo energético e um cooler mais robusto.

Com a linha Ryzen, a AMD mandou fora essa mentalidade e entrou com tudo no mercado. Apostou numa nova arquitetura bastante interessante, que incluía uma unidade de Branch Prediction inovadora, mais cache, eficiência energética, entre outros.

Review AMD Ryzen 5 1600 na placa

Além disso, os processadores possuem modelos otimizados para OC, sendo que os coolers foram bastante melhorados em toda a linha, o que acaba com os problemas de aquecimento e barulho, pelo menos num plano geral.

O CPU que testámos nesta análise é o Ryzen 5 1600, um processador de gama média/alta, que possui uma excelente performance, sem custar os olhos da cara. Então vejamos.

Silencioso e fresco

O Ryzen 5 1600, assim como a maioria dos outros processadores desta linha, vem com um cooler de referência bastante interessante, o Wraith Spire.

Finalmente acabou o estigma de que os CPUs da AMD não são eficientes energéticamente

Este cooler, apesar de não ser propriamente fácil de instalar, é bastante robusto, o que significa que a sua capacidade de dissipação é boa, apesar de não se comparar com um cooler a água ou um a ar daqueles mais complexos.

No nosso sistema não utilizamos o Wraith Spire, uma vez que não vinha incluído na amostra que nos enviaram, pelo que colocámos um Noctua NH-L9a-AM4, uma solução com dimensões mais reduzidas, mas que também faz bem o seu trabalho.

ryzen 5 temps

Em termos de temperaturas e ruído, mesmo enquanto executava o teste de stress, o processador praticamente não aqueceu, tendo estabilizado à volta dos 30ºC durante esse mesmo teste, valor bastante bom considerando que o cooler não é propriamente um colosso do arrefecimento.

Com um cooler relativamente simples, conseguimos temperaturas excecionais.

Em relação ao ruído, não notei um grande exagero, uma vez que as ventoinhas nunca chegavam aos 50%, que geralmente é o valor a partir do qual começamos a notar mais o som. No entanto, após ativar o modo Gamer na BIOS, as ventoinhas devem ter sido colocadas a um valor alto de RPM durante todo o tempo, uma vez que as ouvia facilmente, mesmo em idle.

Performance a todos os níveis

Uma das razões que torna o Ryzen 5 tão interessante, é o facto de termos um processador de gama média com 6 núcleos e 12 Threads.

Isto significa que vão fazer bom uso de aplicações que suportem multicore, quer para jogar, quer para produtividade. Além disso, conseguem efetuar multitasking sem qualquer problema e soluços.

Excelente performance em gaming e produtividade, fazem do Ryzen 5 1600 uma boa opção para qualquer máquina

Tendo vindo de um Intel Core i7 3770K, com uma arquitetura já desatualizada e menos núcleos/threads, a diferença de FPS em alguns jogos, foi algo notória.

Assim, decidimos correr alguns benchmarks e jogos com o nosso PC de testes com as especificações abaixo, para ver como se portava.

Especificações:

  • AMD Ryzen 5 1600 @3.4GHz (média), Gamer Mode ativo
  • MSI GTX 1060 OC 6G
  • Samsung SSD 840 Evo 120GB
  • HDD 1TB 7200RPM
  • Hyper X Fury DDR4 16GB @2666MHz
  • MSI X370 SLI Plus AM4

PCMark 10, 3DMark e CineBench R15

Corremos os habituais benchmarks usados para testar CPUs e os resultados não foram maus. Na maioria, vemos o nosso sistema com valores acima da média e até melhores que sistemas que eram topo de gama nos últimos dois anos.

Por exemplo, no PCMark 10, no primeiro teste fiz com o modo Gamer desativado e a RAM a 2333 MHz e consegui pouco mais de 4200. Ao ativar o modo Gamer e colocado a RAM a 2666MHz, consegui subir para pouco mais de 5200. Mesmo em jogos, notou-se uma ligeira melhoria nas FPS.

ryzen 5 pcmark 10 graphics ryzen 5 pcmark 10

No 3DMark também tivemos resultados satisfatórios, com um score de 4251 no TimeSpy, que o coloca acima de 42% dos outros resultados, ou seja, praticamente acima da média. Com um OC bem feito, talvez seja possível subir um bocado este valor.

Também temos de ver que este teste afeta mais a placa gráfica, que se trata de uma de gama média.

ryzen 5 3dmark

No Cinebench R15, temos o nosso CPU a bater Core i7 da Intel que são melhores para produtividade e a aproximar-se bastante de Intel Xeon, que são muito usados em servidores. Isto significa que o Ryzen 5 1600 tem capacidades de se comportar bem, quer em produtividade, quer em gaming.

ryzen 5 cinebench

Destiny 2, ArmA3, Crysis 3 e Just Cause 3

Decidimos testar o Ryzen 5 1600 com alguns jogos conhecidos por puxarem bastante pelo CPU. Apesar de existir a ideia de que o mais importante para jogar é a GPU, na verdade, um bom CPU dá uma enorme ajuda, especialmente se não existir um “gargalo” ou “bottleneck” entre o CPU e GPU.

Elementos como simulações e IA, geralmente pesam mais no CPU do que na GPU, visto que os núcleos do processador têm melhor capacidade de calcular e processar estes elementos.

No Destiny 2, conseguimos colocar as definições em Alto, com o Vsync ligado, mantendo uma fluidez praticamente constante, apenas com uma ou outra queda em momentos de maior stress, com mais efeitos.

Comparando ao setup anterior com o i7 3770K, tinha de colocar os efeitos em Médio, para obter os mesmos resultados.

Just Cause 3, foi um jogo com uma otimização duvidosa no lançamento, ao ponto de ter de o jogar com as definições Baixas/Médias e mesmo assim ainda tinha quedas.

No novo sistema, coloquei tudo ao máximo e consegui manter as 60FPS mesmo no meio de explosões, com um ou outro soluço durante a condução. Ainda assim, foi uma experiência bastante suave na maioria do tempo.

Crysis 3 foi em tempos, o pico da montanha que todos os PC de gaming queriam escalar. Hoje em dia, já é possível corrê-lo de forma bastante suave, mesmo com as definições mais altas.

Para este teste, colocámos todas as definições ao máximo, com o FXAA ativo e jogámos o nível da barragem. O resultado foi positivo, com o jogo a correr a 60 FPS na maioria do tempo, apesar de uma ou outra secção fazer o jogo cair para as 50FPS.

É portanto seguro dizer que este PC “roda” Crysis.

Como último teste, decidimos corre o ArmA3, um jogo no qual podem passar horas a afinar as definições, em busca da melhor qualidade, sem comprometer a performance.

Neste teste, utilizamos qualidade por defeito, que veio como High/Ultra e os resultados foram surpreendentemente positivos.

No Showcase de infantaria, conseguimos 60FPS estáveis durante a maioria do tempo, com uma ou outra queda para à volta das 55 FPS. É muito bom que um PC gama média/alta já consiga as 60 FPS estáveis no ArmA3, que é provavelmente, um dos jogos mais puxados a nível de hardware existente no mercado.

Conclusões

O Ryzen 5 1600 é o CPU que mais recomendo neste momento, caso queriam fazer um PC para jogar que ronde os 1000€. O seu preço não é um exagero para a performance, é bastante eficiente em termos energéticos e, caso optem por apenas 8GB de RAM e uma motherboard mais barata, podem trocar a GTX1060 por uma GTX1070.

Passando de um i7 3770K para o Ryzen 5 1600, acho que a diferença de performance foi notória e não perdi nada em termos de produtividade, antes pelo contrário, o maior número de núcleos tornou o multitasking mais acessível e os programas de trabalho mais rápidos.

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