Bem-vindos a Nostalgia Gaming. Nesta nova secção da NewEsc vamos falar sobre jogos que marcaram a nossa infância e adolescência e contribuíram para o nosso crescimento como jogadores. Vamos discutir o porquê desses jogos nos terem marcado tanto e o que tinham de tão bom. Contamos também convosco para nos deixarem a vossa opinião sobre os jogos que vos vamos mostrar nos comentários e se os mesmos também vos marcaram na altura. Então vamos dar inicio a Nostalgia Gaming.

Para comemorar o lançamento do novo jogo de Dragon Ball Xenoverse e a revelação do mais recente trailer do novo filme, Dragon Ball Z: Resurrection of F, decidimos arrancar com um especial sobre Dragon Ball. Durante todo o mês de Março, a cada semana vamos falar sobre aqueles que achamos serem os melhores jogos de Dragon Ball já lançados ao longo dos tempos. E que melhor maneira de começar senão com o clássico da Sega Saturn e PSOne, Dragon Ball Z: The Legend.

O trailer de abertura era fantástico, com bela animação em 2D e 3D

DBZ:TL foi o meu primeiro jogo de consolas caseiras. Recebi-o com a minha Sega Saturn em 1996, numa altura em que a série animada fazia furor na televisão. Ainda guardo religiosamente a caixa deste jogo na minha prateleira.

Apesar de ter saído para a Sega Saturn e PSOne, a versão da Sega sempre foi considerada a melhor. O jogo foi incrivelmente revolucionário para mim, que estava habituado a jogar num Game Boy, devido aos seus gráficos que misturavam planos em 2D com 3D. Durante os combates somos colocados numa perspectiva 2D e quando nos afastamos do alvo, a câmera roda em diversos ângulos. Os mapas são enormes e podemos estar muito tempo à procura do inimigo caso este seja projectado para longe de nós. Também existem vários elementos destrutíveis como árvores e pedras.

O jogo oferece-nos dois modos de jogo. Temos o modo História, dividido por capítulos nos quais vamos participar nas principais lutas da série, começando na luta contra Nappa, até à luta contra Buu. Entre os capítulos o jogo mostra-nos várias imagens retiradas da série animada para nos enquadrarmos na história. Também temos o típico modo versus onde podemos escolher entre vários personagens e colocá-los em combate singular.

O sistema de combate também é diferente do típico jogo de luta. Em vez de reduzirmos directamente a vida do nosso alvo, temos de controlar o fluxo de combate. Esse fluxo é mostrado numa barra de Power Balance. Quando a conseguirmos preencher completamente com a nossa cor, o combate é interrompido e aparece uma cinemática na qual um dos personagens usa um dos seus ataques característicos. Esses ataques tiram bastante vida ao inimigo e com 3 ataques temos o combate ganho.

Nos combates podemos ter até quatro personagens à nossa disposição. Desses quatro, podemos escolher três para combater e deixar um de reserva. Ao longo do combate podemos alternar à nossa vontade entre os três que estão no campo de batalha e até fazer substituições quando um personagem está fatigado. Isso permite-nos várias abordagens ao combate através de gestão de lutadores. Também podemos ligar um segundo comando e jogar com um amigo.

Os efeitos sonoros dos combates são iguais aos da série e até as vozes originais em japonês estão presentes

O combate é muito rápido e enquanto não esvaziarmos a barra de Ki, podemos encadear várias combinações de golpes nos inimigos o que ajuda bastante a tender o fluxo de combate para o nosso lado. No entanto este combate é muito dificil de masterizar e ao inicio ficamos um bocado perdidos nas lutas. A dificuldade também vai subindo ao longo do jogo e o combate contra Buu é incrivelmente dificil devido à sua capacidade de nos desferir vários combos quase imparáveis.

Resumindo, Dragon Ball Z: The Legend foi um jogo muito fiel à série, com boa atenção ao detalhe e que me marcou numa altura em que era viciado no anime e este estava no seu pico de popularidade. E  a vocês, este jogo também vos marcou? Não deixem de escrever a vossa opinião nos comentários para que possamos saber o porquê de acharem este jogo tão especial. Por isso não percam o próximo Nostalgia Gaming porque nós, também não.

No more articles