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Hyrule Warriors: Age of Calamity – Uma excelente entrada da série Warriors, limitada por uma performance pobre

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O Melhor
Excelente história
Jogabilidade bem conseguida e viciante
Imenso conteúdo para explorar e desbloquear
O Pior
Corre praticamente sempre abaixo de 30 fps
Resolução dinâmica torna a imagem borrada
75
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Hyrule Warriors: Age of Calamity

Nintendo Switch

Apesar de não ser grande fã de Dynasty Warriors, os spin-offs que têm sido feitos ao longo dos últimos anos como One Piece Pirate Warriors, Dragon Quest Warriors ou o Hyrule Warriors original, são jogos bastante divertidos e conseguem adaptar de forma excelente o material original, que normalmente tem pouco ou nada a ver com Dynasty Warriors.

Hyrule Warriors: Age of Calamity é o novo título da série, em exclusivo para a Nintendo Switch e é muito provavelmente um dos melhores títulos da série Warriors já lançados até hoje. Infelizmente, a experiência é manchada por inúmeros problemas de performance.

Mudem o rumo da história

O jogo passa-se cerca de 100 anos antes de The Legend of Zelda: Breath of the Wild, e coloca-nos mesmo no meio da guerra da qual resultou o renascimento de Calamity Ganon e o colapso do reino de Hyrule.

Um pequeno guardião do futuro, viaja no tempo de forma a poder alertar Link e Zelda do terrível futuro e tentar prevenir que isso aconteça. É bastante interessante a forma como a Omega Force conseguiu explicar o que essencialmente levou ao início de Breath of the Wild, enquanto se consegue manter dentro da sua própria bolha temporal e mudar certos acontecimentos no final do jogo.

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Ao longo da guerra vamos encontrar muitos personagens conhecidos e formar poderosas alianças, sempre em confrontos nos locais que já conhecíamos de Breath of the Wild, ou outros jogos da série.

Hack and Slash frenético

Uma das melhores coisas da série Warriors, é podermos destruir hordas de milhares de inimigos como se fossem pinos de bowling.

Os inimigos servem literalmente para serem atirados ao ar em todas as direções, sendo que existem alguns mais poderosos que dão mais trabalho a derrotar.

As animações dos ataques são verdadeiramente impressionantes e de longe, o ponto mais alto do jogo, tornando-o imediatamente viciante, mesmo com os problemas que vamos falar à frente.

Existem bastantes personagens jogáveis (que não vou dizer para não estragar a surpresa), mas cada um possui habilidades e animações próprias que lhes confere um papel único no campo de batalha e os torna viáveis.

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Claro que existem alguns que são mais fáceis de utilizar do que outros e tirando alguns níveis que limitam os personagens que podem usar, podem ser bem sucedidos com qualquer um deles, caso os possam usar.

A progressão é comum a todos os personagens, no entanto. No mapa do mundo de jogo, podem oferecer certos materiais que obtêm em missões de combate, que permitem aumentar a saúde dos personagens, o número de ataques que fazem por combo, entre outros.

Não é algo mau, uma vez que acaba por simplificar o sistema e a quantidade de personagens é demasiado grande para cada um ter a sua progressão específica.

No fundo, isto acaba por introduzir uma componente de replayability, caso queiram colocar os vossos personagens todos a um nível alto.

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Existem imensas missões para completar, apesar da campanha poder ser terminada em cerca de 10-12 horas, vão ter de fazer algumas side quests pelo meio para evitar estarem num nível demasiado baixo.

O jogo pode ser bastante desafiante, com os inimigos dos níveis mais avançados a causarem bastante dano e serem bastante rijos. Também existe uma quantidade limitada de comida que podem apanhar nas batalhas, que permite recuperar alguma saúde num dos personagens.

Algo que o jogo tem de bastante bom, é a forma como introduz alguns dos elementos de Breath of the Wild, como a interface, receitas de culinária que conferem bónus durante as batalhas, o sistema de esquiva que permite atacar o adversário em câmara lenta, na tentativa de o atordoar e até a barra de vida com o nome no topo do ecrã, quando fazemos lock-on num inimigo mais poderoso.

Gráficos, performance e Som

Aqui vem o maior problema de Hyrule Warriors: Age of Calamity. Graficamente, o jogo usa o mesmo sistema de arte de Breath of the Wild, que é de longe uma das melhores da atualidade e já levou a que vários outros jogos se inspirassem nele.

No entanto, este jogo é claramente limitado pela performance da Nintendo Switch. É um sentimento estranho pois por um lado, é absolutamente impressionante ver um jogo com mapas tão grandes e centenas ou milhares de inimigos ao mesmo tempo no ecrã, numa consola portátil.

Por outro, isto acabou por tornar a experiência em algo bastante doloroso e, não fosse a jogabilidade e história impecáveis, muito provavelmente tinha desistido do jogo a meio. Houve situações em que o baixo framerate (mal consegue 30 fps na maioria do tempo) e péssima câmara me deixou literalmente enjoado.

O jogo possui resolução dinâmica que faz a imagem bastante borrada, uma vez que fica muito abaixo de 1080p, tornando o jogo bastante feio quando jogam em modo docked e numa tv grande (tive de passar da tv 4K para o monitor 1080p porque era mesmo horrível). Se jogarem em modo portátil, o jogo é um bocado mais estável, mas na minha opinião, não é um jogo que seja feito para jogar num ecrã pequeno.

A banda sonora do jogo, está muito boa e nos últimos níveis temos aquela típica musica épica com coro. Juntem isto a luta contra hordas de inimigos e isto é basicamente Senhor dos Anéis: a animação.

O voice acting também é bastante bom, com aquele típico over the top das dobragens de animes que muitos gostam e muitos odeiam.

Conclusões

Hyrule Warriors: Age of Calamity é um bom jogo com excelente história e jogabilidade. Infelizmente os problemas de performance impedem-no de atingir o potencial completo.

Se eventualmente tivermos uma Nintendo Switch 2 com hardware mais poderoso, seria interessante regressar a este jogo quando correr a uma resolução maior e 60 fps.

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Design
Ecrã
Performance
Autonomia
Autonomia e alcance
Câmaras
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Qualidade/Preço
Ergonomia
Audio
Micrófono
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Video
Fotografia
Conectividade
Final Score