Huawei Y7 2017 em análise!
Android 7 e EMUI 5.1Ecrã grandeBateria de 4.000 mAh
2GB de RAMProcessador de entradaDesign gordo
79%Overall Score
Design73%
Ecrã77%
Rendimento82%
Câmaras80%
Ecossistema85%

O sucesso da Huawei passa muito pela qualidade dos seus dispositivos nas gamas médias-altas com destaque para os dispositivos das linhas P e M. Mas a sua aposta estende-se para as gamas mais baixas, com a gama Y onde em tempos era das principais soluções.

Mas como se portam hoje em dia as apostas como o Huawei Y7?

Olhando para o papel vemos logo que é um dispositivo de gama baixa, se pensarmos no que é considerado standard hoje em dia.

O Huawei Y7 não tem resolução FHD, se bem que na realidade a diferença é pouco notória, não tem 3GB de RAM que são já importantes para aguentar o smartphone mais uns tempos e conta com um processador de entrada que é o Snapdragon 425.

Para quem conhece o mercado, percebe que este dispositivo tem forte concorrência até à marca de 200€, onde se tenta inserir.

Mas o que terá a seu favor para a Huawei o lançar?

Possivelmente a câmara, campo onde a Huawei sabe o que faz, e na bateria, onde a companhia nos tem habituado a ver valores altos. Neste caso, uma capacidade de 4.000 mAh deverá ser suficiente para uso intenso no dia-a-dia. Isso, e o Android 7 com EMUI 5.1, serão os pontos mais apelativos.

No papel é uma coisa, outra é em uso…vejamos então!

Ecrã 5,5″ IPS LCD
Resolução 720 x 1280 pixéis (HD)
Dimensões 153.6 x 76.4 x 8.4 mm
Peso 165 g
Sistema EMUI 5.1, Android 7.0 Nougat
CPU Snapdragon 435
RAM 2 GB
ROM 16 GB, expansível por microSD
Câmara principal 12 MP, f/2.2, PDAF, LED flash
Câmara frontal 8 MP, f/2.0
Bateria 4.000 mAh, não removível
Cores Grey/Prestige, Gold/Silver
Preço ~170 €, Amazon

Unboxing e primeiras impressões

Ainda que a caixa pouco importe para o resultado final do dispositivo, é de louvar a atenção das marcas à apresentação dos seus equipamentos mesmo nas gamas mais baixas. Neste caso, a caixa do Huawei Y7 destaca-se dos irmãos das gamas superiores com um laranja ardente.

Nela, esperamos encontrar o nosso smartphone, e juntamente com ele, temos os habituais manuais, o cabo USB e adaptador para carregamento, bem como um par de headphones que deixamos por abrir.

Huawei Y7

A sensação ao pegar no Huawei Y7 é um misto, entre a parte agradável de sentir o metal escovado na parte traseira e a parte menos agradável de sentir o peso e espessura do dispositivo.

Não esperamos encontrar inovação em design nas gamas mais baixas, este desenho do Y7 é familiar, seguindo a linha do que se vê na gama e já no Huawei’s Y5 e Y6. E noutros modelos na gama em que se insere, falando de várias marcas diferentes.

Com um peso de 165g, não é propriamente pesado tento em conta que temos smartphones no mercado perto das 200g. Ainda assim, com o seu design e ergonomia, sendo mais largo que o Huawei P10 em comparação, tem uma sensação mais pesada na mão.

O Huawei Y7 acaba por surpreender

Apesar do processador Snapdragon 435 e dos 2 GB de RAM, o Huawei Y7 porta-se bastante no dia-a-dia.

O processador e a memória RAM, seja por conta do Android 7 ou EMUI 5, não resultam em grandes problemas no sistema, acabando por ser bastante responsivo. Seja a correr as diferentes aplicações ou mesmo com algumas abertas em pano de fundo. Tem uma boa gestão, mas não podemos exagerar claro no número de aplicações abertas.

Os resultados nas ferramentas de benchmarking Geekbench e AnTuTu podem ajudar-vos a perceber o seu comportamento global.

Uma coisa que me surpreendeu no dia a dia foi o ecrã. Com 5.5″ e uma resolução HD, poderíamos estar perante um ecrã fraco. Mas na verdade, ainda que as cores não deslumbrem, tem níveis bastante equilibrados e em termos de brilho adapta-se bem às condições. Os ângulos do painel são outro ponto favorável, sendo facilmente perceptível a imagem de angulosa apertados. Pode ser bom ou mau, se não gostarem que a pessoa que vai ao vosso lado nos transportes veja a série com vocês.

Quanto a jogar, o Snapdragon mostrou-se capaz de rodar algumas das principais recomendações da Play Store. Eu fiquei especialmente contente por reviver os títulos clássicos da SEGA como o Sonic The Hedgehog e o Golden Axe. Nem senti problemas de aquecimento, mas isso também se deve a termos a capa de trás em metal que ajuda a dissipar a temperatura.

Em jogos mais exigentes, principalmente pesados em 3D, sentimos maior dificuldade verdade, mas isso é normal tendo em conta o dispositivo que temos em mãos.

E com isto, a bateria de 4.000 mAh é seguramente uma capacidade muito positiva de se ver. Cada vez mais um standard, principalmente nos smartphones da Huawei, as baterias de maior capacidade compensam a relativa fraca autonomia destes dispositivos. Com esta bateria é fácil chegar ao final do dia ainda com combustível no depósito sem nos preocuparmos com isso.

Mas para a sua gama, onde o Huawei Y7 se destaca mais é possivelmente na sua câmara. Definitivamente a funcionalidade que faz mais diferença hoje em dia.

No Y7 o software da câmara está bem apetrechado com vários modos que estamos habituados a ver nos dispositivos maiores da Huawei. E o resultado final das fotos, mesmo em modo auto, é bastante bom. Mesmo em ambientes de luminosidade reduzida a câmara de 12 MP e aperture f/2.2 porta-se bastante bem.

Podem ver as fotografias no nosso álbum Google!

Huawei Y7

Conseguimos com o Huawei Y7 tirar fotos com clareza, nitidez e cores bem equilibradas. Contudo, enquanto que a focagem não é propriamente um problema, há alguma dificuldade em capturar objectos em movimento como carros ou bicicletas.

A câmara frontal, com 8 MP e f/2.0, também se porta bem para capturar os melhores momentos. Mas confesso que ainda não me habituei à solução de flash frontal que activa o ecrã todo, iluminando-o com o brilho no máximo.

Em suma…

O Huawei Y7 é um dispositivo pouco interessante perto dos 200€ como encontramos em muitas lojas nacionais, visto ter séria concorrência da Xiaomi nesse preço. Mas torna-se mais interessante perto dos 170€ em lojas como a Amazon ES, um valor mais real para o que temos.

Os pontos fortes dele passam mesmo pelo Android 7 e EMUI 5.1, um ecrã grande acompanhado de uma bateria de longa duração com 4.000 mAh, e a qualidade geral da câmara principal.

Mas a utilização a dar será decisiva na hora de escolher, pois o Huawei Y7 surge num preço em que, talvez por mais uns euros, encontramos algums modelos da concorrência com processadores superiores e mais memória RAM, sendo normal encontrar dispositivos com 3 GB.

 

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