Huawei P Smart – a jóia da coroa da gama média

Ecossistema88
Design85
Performance86
Bateria80
Câmara dupla
Boa relação preço/qualidade
Ecrã 18:9
Não se perdia nada com uma bateria algo maior...4000mAh?
Sem carregamento rápido
85

Em 2018 a Huawei prescindiu de lançar o seu flagship na MWC em Barcelona, deixando o lançamento da gama P20 para o final de Março, mas o inicio de 2018 não ficou ausente de novidades, e a chegada do Huawei P Smart foi mesmo uma lufada de ar fresco à gama média, onde a Huawei finalmente se decidiu a lançar um dispositivo com duas câmaras.

Resumo das Especificações
  • Ecrã: 5,7″;
  • Resolução: HD+ (1080 x 2160) e 18:9;
  • RAM: 3GB;
  • Armazenamento: 32GB;
  • Câmara principal: 13mp + 2mp;
  • Câmara frontal: 8mp;
  • SoC: HiSilicon Kirin 659;
  • Bateria: 3000 mAh.

Design

 

Em termos de design a Huawei traz as suas linhas premium que temos nos flagships e que bebem na realidade muito do design habitual dos iPhone da Apple, principalmente quando olhamos para a parte de trás do dispositivo.

Com um corpo em metal, o P Smart tem uma construção sólida e que nos dá mais confiança na sua robustez do que dispositivos com corpo em vidro como o Honor 8 por exemplo.

De resto encontramos tudo no local habitual dos dispositivos Huawei, temos à esquerda do dispositivo os botões power e de +/-, na base do dispositivo a coluna, o jack 3.5mm e a porta microUSB.

Atrás temos no canto superior as duas câmaras que são o ponto principal deste dispositivo, e para variar, encontramos o sensor de impressões digitais a meio da parte superior do dispositivo, para um fácil acesso quando temos o dispositivo na mão – mas chato se este estiver pousado.

Já na frente, temos tudo em vidro, sem botões capacitivos, com um ecrã IPS com quase 5,7″ que conta com uma proporção de 18:9 num corpo de dimensões muito semelhantes às do  Huawei P10.

Dia-a-Dia

Na minha experiência com o Huawei P Smart durante alguns dias, e estando eu habituado a usar um Huawei P10 todos os dias desde o seu lançamento, não senti nenhum problema nem dificuldade na experiência. E o ecrã maior, soube muito bem para as viagens diárias nos transportes públicos ver as minhas séries favoritas (Casa de Papel, alguém?

A Huawei optou por um ecrã IPS, que conta com cores bastante fidedignas e é bastante responsivo no que diz respeito à luminosidade.

Este ecrã é bastante bom, com uma qualidade e dinâmica de cores bastante boa, e eu fiquei encantado com as cortes, principalmente com a imagem de bloqueio que escolhi para o período de experiência.

O dispositivo vem de origem com o Android 8 Oreo e a habitual máscara da companhia, na mais recente versão, EMUI 8. O resultado, é uma experiência perfeitamente fluída, a que os 3 GB de RAM ajudam – ainda que pelo preço, encontremos opções na concorrência já com 4 GB de RAM, a diferença pouco ou nada se nota.

Para quem não for fã da organização de EMUI 8, temos sempre a opção de usar a gaveta para arrumar todas as aplicações. De resto, o EMUI mantém o habitual desenho que, aparentemente, não é para todos, uma vez que ainda existe quem não se tenha habituado ao seu aspecto. Isso pode sempre ser alterado com o simples download de um novo launcher da Play Store.

Para as diferentes tarefas, além dos 3 GB de RAM, dependemos do processador Kirin 659, construido pela própria Huawei, e ainda que não tenha as funcionalidades do stado da arte no que diz respeito à Inteligência Artificial que tanto em voga tem andado nos últimos tempos, é um processador mais do que capaz para fazer tudo o que se espera que um smartphone faça, mesmo quando deixamos aplicações em segundo plano.

As fraquezas do Kirin 659 apenas se notam mais quando ligamos algum jogo para passar tempo, não o Pokemon GO ou o jogo do stop, mas sim jogos com mais exigência 3D como um Asphalt 8 por exemplo. Não é surpresa alguma sentir o dispositivo a aquecer um bocado bem como algum arrastamento em certas partes, com alguma queda de frames.

Ainda que não tenha a melhor performance na hora de correr os jogos mais exigentes em 3D, na maioria do tempo, um utilizador habituado a dispositivos de gama alta, não deverá notar falta de nada se usar o Huawei P Smart.

Mas o que é que interessa realmente num smartphone hoje em dia? As câmaras…

E nisso, a Huawei finalmente decidiu alterar as coisas, apostando finalmente num par de sensores para a câmara principal

Câmaras

O Huawei P Smart conta como já vimos uma câmara de 8 MP para os fãs de selfies, mas o foco está nas duas lentes que temos atrás, com 13 MP e 2 MP.

A Huawei não inventou a pólvora, não é o primeiro dispositivo de gama média com duas câmaras, mas é a primeira marca de maior nome a fazê-lo. Isto é importante para quem gosta das fotos cheias de efeitos, especialmente o efeito desfocado do bokeh.

As fotos no P Smart ficam bastante boas, em ambientes bem iluminados ou durante o dia, mas continuamos a sofrer em ambientes de iluminação reduzida, já para não falar à noite.

E o software da câmara deste P não é tão completa como a que conhecemos dos dispositivos principais da Huawei, sentindo falta de alguns modos e opções extras.

Huawei PSmart

Ainda assim, é um dispositivo com uma capacidade interessante, e que pelo seu preço, nos deixa algum dinheiro na carteira para eventualmente investir numa câmara fotográfica a sério.

E a bateria?

Não é a melhor do mercado, mas também não nos vai desiludir. Com uso elevado, ela vai-vos durar um dia normal, com um uso mais moderado, talvez chege a um dia e meio.

No meu caso, dou uso ao dispositivo desde que saio de casa pelas 8h até quase à hora da caminha pelas 23h. Um uso diversificado entre cerca de quase duas horas de séries, alguns minutos de música, mensagens ao longo do dia tanto por SMS como pelas redes sociais, algumas chamadas, e com mais uso de dados do que wi-fi. Este tipo de uso, chegava ao final do dia com uma bateria em torno dos 15/20%.

O maior problema está na forma de carregamento, uma vez que o Huawei P Smart não conta com carregamento rápido, não sendo portanto tão rápido como o P10 por exemplo. Ainda assim, uma carga completa leva cerca de uma hora e meia, se o fizerem antes de irem dormir, ou durante a noite mesmo (o que não é muito aconselhável), não deverão ter de se preocupar com isso durante o dia seguinte.

Em suma

Um dispositivo que encontramos facilmente a menos de 250€ no estrangeiro, ou por cerca de 280€ em território nacional, o Huawei P Smart é sem dúvida uma das principais figuras no contexto atual da gama média, e deverá ser contemplado por quem pensar na aquisição de um novo dispositivo sem rebentar a escala dos 300€.

Um dispositivo com uma bateria bastante standard no mercado atual, capaz de aguentar um dia e meio, com RAM e memória para os próximos tempos, o seu bónus está mesmo na câmara que se vê sem rival praticamente nesta gama.

Nutella Man