Final Fantasy 7 Cover

Final Fantasy 7 Remake – Review

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O Melhor
Excelente reimaginação da história original
Combate fluido e muito personalizável
Banda sonora incrível
O Pior
Algumas texturas em baixa resolução
Câmara por vezes atrapalha
90

O melhor Final Fantasy de sempre é um tema debatido por muitos fãs da série há muitos anos, mas não há duvida que, no que toca a popularidade, Final Fantasy 7 está no topo da lista.

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Um remake de Final Fantasy 7 é algo que se pedia há muitos anos e, apesar dos eternos teases por parte da Square Enix (especialmente na geração passada), finalmente podemos apreciar a história de Cloud Strife e companhia com tecnologia atual e todos os polígonos que merece.

Uma decisão bastante controversa, foi o facto de a história ser dividida em partes, com o objetivo de expandir a história e o mundo de jogo e introduzir novos arcos narrativos. Esta primeira parte conta a luta de Cloud e a Avalanche contra a companhia Shinra na cidade de Midgar e a tragédia que ocorre durante esses acontecimentos.

Será que a fórmula funcionou?

Tirando já isto do caminho, nunca completei o Final Fantasy 7 original. Fui introduzido aos personagens de diversos Final Fantasy quando joguei Kingdom Hearts pela primeira vez, mas na altura tinha muitas coisas para jogar e a minha Playstation original estava avariada, portanto jogar qualquer titulo dessa consola estava fora de questão.

Há cerca de 2-3 anos decidi começar a jogar a versão de PC que foi lançada no Steam durante as férias, mas apenas passei a até à parte em que saímos de Midgar que, curiosamente, é onde este remake tecnicamente termina.

Assim sendo, achei espetacular a forma como a Square Enix fez uso do remake para introduzir o universo a novos jogadores, mas consegue expandi-lo o suficiente para que os veteranos não sintam que estão a ver isto pela enésima vez, apenas com melhores gráficos.

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Após acabar o jogo fui imediatamente ver vídeos sobre a Lore do jogo original, porque fui completamente cativado pelos personagens, mundo, a mensagem social que o jogo tenta enviar e que por sinal ainda é bastante relevante 23 anos depois.

Foi após ver estes vídeos que fiz uma retrospetiva e entendi como existem momentos no jogo que são completamente dedicados aos fãs veteranos, pequenas espreitadelas a eventos que serão explicados no futuro e que servem de tease para quem conhece e deixa os outros com uma sensação de mistério.

Para mim, esta fórmula funcionou perfeitamente, demorei cerca de 35 horas a terminar o jogo na dificuldade Normal, e em momento nenhum me senti aborrecido. No entanto, existem certas partes do jogo que podem ser entendidas como filler.

A minha filosofia sobre fillers é que se forem bons, são considerados “world building”. Existem certos capítulos que contêm missões secundárias que podem completar. Não é obrigatório e não perdem grande coisa por não as completarem (até porque podem repetir estes capítulos depois de terminarem o jogo).

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As missões são um pouco desinspiradas mas não incomodam o suficiente para considerar um ponto negativo, ainda mais quando são apenas um bónus na progressão em vez de um obstáculo.

Os cenários são bastante lineares, um dos pontos que achei mais negativos. Estava com a ideia que poderíamos explorar os vários setores de Midgar, usando os comboios para transitar entre eles. Mesmo assim ainda existem zonas mais labirínticas como Wall Market, onde ocorre um dos melhores capítulos do jogo.

Apesar de não ser tão aberto como, por exemplo, Final Fantasy 15, também não é tão fechado como foi Final Fantasy 13, estando um pouco entre os dois a nível do que podemos explorar. Acredito que na próxima parte vejamos o jogo abrir um pouco mais.

Após terminarem o jogo, desbloqueiam o modo Hard, podem completar as lutas do coliseu e algumas missões secundárias que provavelmente ficaram por completar.

Combate por turnos?

A forma como a Square Enix implementou o estilo de combate do original mas em tempo real está muito bem feita. Em vez de estarem parados à espera que a barra ATB encha, podem utilizar ataques básicos para causar algum dano aos inimigos ou desviarem-se e defenderem-se de ataques.

Cada arma possui várias habilidades que podem desbloquear de forma permanente quando chegam a um certo nível com elas, as magias são obtidas utilizando Materia, tal como no jogo original, que pode ser evoluída usando AP que obtêm ao derrotar inimigos.

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Durante a campanha vão poder jogar com Cloud, Aerith, Tifa ou Barret e cada um possui um estilo de jogabilidade completamente diferente dos restantes. Além disso, a forma como fazem cada uma das builds usando materia também influencia essa forma de jogar, visto que podem fazer dos personagens mais suporte, mais atacantes ou que usem mais magia.

Cada um possui dois modos de ataque. Cloud por exemplo, pode alternar entre Operator mode e Punish mode. O primeiro permite mover rapidamente e rolar para desviar de ataques, mas os golpes causam menos dano. O segundo modo permite bloquear e contra-atacar, os golpes causam mais dano e permitem colocar os inimigos em estado Pressured.

Este estado faz com que os golpes aumentem a barra de stagger, que foi introduzida em Final Fantasy 13 e permite atordoar os inimigos por um certo tempo, aumentando consideravelmente a quantidade de dano que podemos infligir.

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Esta mecânica é particularmente usada nos bosses, sendo praticamente a única altura em que conseguem realmente causar dano. Geralmente o objetivo é destruir certas partes do boss até o colocarem em stagger.

Uma das coisas que mais gostei foi o facto dessas lutas de bosses serem incrivelmente cinemáticas, com pequenas cutscenes nas quais o HUD não desaparece e que servem para transitar para a próxima fase da luta.

Os dois elementos mais negativos da jogabilidade é o facto de não ser possível saltar, o que torna os combates com inimigos aéreos um bocado desagradáveis e a câmara que por vezes bloqueia completamente a visão.

Gráficos, som e performance

Graficamente, Final Fantasy 7 é muito bom, mas existem alguns pontos negativos. O detalhe dos personagens, textura das roupas e da pele, a iluminação é incrível e consegue rivalizar alguns filmes de Final Fantasy que foram lançados anteriormente.

No entanto, existem imensas texturas em baixa resolução nos cenários como o chão ou alguns elementos da decoração. O pior mesmo são as imagens de fundo. É notório que são imagens 2D e mesmo a skybox sofre desse problema. Dá a sensação de que os cenários estão cercados por papel de parede.

A nível de performance, o jogo corre bastante bem na PS4 Pro, que foi onde testei. Não notei quedas de frames mesmo durante as lutas mais intensas, e existem bastantes lutas.

A nível de som, o jogo é incrível. As músicas das batalhas deixam qualquer um excitado e pronto para o que aí vem, é possível colecionar as músicas originais e tocá-las nas várias jukeboxes espalhadas pelo jogo.

O voice acting é muito bom, mesmo que traga consigo aquele overacting típico dos Final Fantasy.

Conclusões

Final Fantasy 7 Remake foi uma excelente experiência para mim. Agarrou-me completamente do princípio ao fim, ao ponto de ter de me forçar a desligar o jogo para não ficar acordado a noite toda.

O facto de dividirem o jogo em partes não é para mim um aspeto negativo se conseguirem minimizar o filler, o que de alguma forma se verificou neste jogo. Além disso, o final deixa em aberto que poderão existir mudanças face à história original, o que deve intrigar até os fãs mais acérrimos.

Se forem fãs de longa data, provavelmente já têm e já acabaram o jogo. Se nunca jogaram o original e estão curiosos, Final Fantasy 7 Remake é um excelente ponto de entrada para a saga que já se estende por outros jogos e filmes.

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