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Disintegration Review: Potencial não concretizado

O Melhor
Jogabilidade fluida e tática
O Pior
História pouco interessante
Missões repetitivas
Pouca personalização
65

Disintegration é o primeiro jogo do estúdio V1 Interactive, criado por Marcus Letho, um dos cridores do lendário jogo Halo. Agora, com um estúdio independente e bastante pequeno, apresenta-nos um misto de RTS e FPS que possui bastante potencial, mas não é completamente aproveitado neste jogo.

História

A história de Disintegration passa-se cerca de 150 anos no futuro, no qual o planeta Terra se encontra praticamente desprovido de recursos. Para colmatar isto, um grupo de cientistas desenvolveu uma técnica chamada Integration, que permite colocar o cérebro humano num robô permitindo que continue a viver sem necessitar de consumir recursos naturais, enquanto mantém a sua personalidade.

O personagem principal é Romer Shoal, um fora da lei que se vê no meio de uma guerra entre rebeldes, humanos e uma facção chamada Rayonne, que quer que todos os humanos sejam “integrados”.

A história leva-nos a vários pontos do planeta, desde campos agrícolas, montanhas e cidades destruídas e até é relativamente variado no que toca aos locais. No entanto, o que fazemos durante as missões é bastante limitado e repetitivo.

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Existem as típicas secções de abrir portas, defender contra vagas de inimigos, desativar bombas, etc. A pior de todas são os locais onde existem jammers que vos impedem de usar armas e habilidades, necessitando que os vossos companheiros desativem essas máquinas, o que vos coloca em situações bastante chatas, especialmente quando estão rodeados de inimigos.

O principal vilão é interessante no que toca a desenho, mas a nível de personalidade e papel na história é bastante genérico. O facto de não existir uma luta final que conclua a história também não ajuda.

Pessoalmente, a história teve poucos argumentos que me conseguissem agarrar, apesar de o conceito possuir excelente potencial. O voice acting no geral é bastante bom, com a exceção de uma das personagens que é absolutamente atroz.

Jogabilidade e progressão

A nível de jogabilidade, Disintegration é bastante bom. O jogo ocorre na perspectiva da primeira pessoa, mas existem elementos RTS no que toca a controlar os companheiros de equipa.

Podem ordenar que vão para um local específico, foquem os ataques num adversário à vossa escolha, capturem um objetivo ou utilizem a sua habilidade especial.

Disintegration Game 1

Os elementos RTS devem-se mais ao facto de que, como controlam o vosso personagem usando uma Gravcycle, uma espécie de veículo que pode flutuar no ar, as ordens que dão são vistas de cima. No entanto, o jogo flui mais como um shooter tático, estilo Socom, Rainbow Six ou Ghost Recon do que propriamente como um RTS, até porque estão bastante limitados no que podem fazer com os companheiros.

O gunplay é bastante satisfatório, mas isso não seria de estranhar visto que o estúdio é composto por veteranos que trabalharam nalguns dos melhores shooters da história dos videojogos.

O sistema de progressão é bastante simples, existem chips que podem encontrar nos mapas que depois utilizam para aumentar as vossas estatísticas. Ao derrotarem inimigos e abrirem certas caixas, vão encontrar Salvage que é no fundo a experiência que vos permite subir de nível.

Se explorarem os mapas de forma moderada, vão ter sempre chips suficientes para utilizar mal sobem de nível.

Algo que não gostei, foi o facto de não podermos personalizar a nossa gravcycle durante as missões, especialmente o facto de não podermos escolher as armas. Isto é bastante mau em dificuldades maiores, quando nos colocam em missões sem qualquer arma para recuperar a nossa saúde ou a dos companheiros de equipa, o que torna o jogo bastante mais lento e cauteloso.

desintegration

O jogo possui multijogador, mas acaba por ser mais do mesmo. Existem certos objetivos para cumprir, duas equipas que lutam uma contra a outra. A jogabilidade é basicamente a mesma da campanha, mas aqui nota-se um grande problema no que toca ao modelo da gravcycle, que ocupa grande parte do ecrã, tornando difícil seguir os adversários.

Isto não é um problema no modo de história uma vez que a IA adversária não é tão agressiva, apesar de existirem alguns inimigos mais rápidos e difíceis de acompanhar.

Concluindo, não vai ser algo capaz de agarrar os jogadores por mais que umas horas.

Gráficos, performance e som

Graficamente, o jogo é bastante bom, especialmente no que toca à destruição dos cenários, algo que me surpreendeu bastante.

A performance é bastante suave, consegui manter sempre acima das 100 fps com tudo ao máximo no meu sistema com 2080 Ti, i7 9700K e o jogo instalado num SSD. Diria que possui a performance típica de um jogo em Unreal Engine 4 com otimização decente.

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A banda sonora do jogo é bastante boa, com alguns dos temas a lembrarem o que víamos no Halo original, pelo menos no que toca ao estilo. O voice acting como já tinha dito, é bom com uma ou outra exceção.

Conclusões

Disintegration não é um mau jogo. A campanha dura cerca de 8 horas mas a história não consegue agarrar. O mundo de jogo possui excelente potencial mas precisava de conteúdo mais variado para realizar esse potencial.

A jogabilidade é excelente e as dificuldades permitem uma experiência mais casual e focada na componente FPS, ou mais hardcore que requer bastante estratégia. No entanto existe uma enorme falta de personalização que poderia tornar a experiência menos restritiva.

O multijogador é uma extensão da campanha, o que nem sempre é mau, mas alguns dos problemas passam para esse modo, o que reduz imenso o tempo de retenção dos jogadores, que rapidamente seguirão em frente para o seu jogo do costume, ou para outros que sejam lançados entretanto.

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Final Score