Análise: Destiny 2 The Curse of Osiris - A maldição do costume [Review]
Raid InteressanteFinalmente a história de OsirisRaid interessante, mas curta
Apenas 3 a 4 horas de conteúdo novoNão corrige o fraco endgameO novo loot quase não traz nada de novoInfinite Forest mal aproveitadaPreço excessivo
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Finalmente temos em mãos o primeiro DLC de Destiny 2, The Curse of Osiris. Este DLC inclui uma nova história, mapas para o PVP, Strikes e uma nova Raid. Mas será que vale a pena?

O primeiro DLC de Destiny 2 chegou

O primeiro Destiny teve um modelo de DLC algo controverso, uma vez que o Season Pass não incluiu todas as expansões que vieram posteriormente. As expansões originais também não agradaram a todos, especialmente devido ao pouco conteúdo que apresentaram.

Será que The Curse of Osiris conseguiu inverter esta tendência? Vejamos.

Finalmente Osiris

A história de Osiris é uma das mais misteriosas, no que toca ao lore de Destiny. A expansão House of Wolves do primeiro jogo, deu-nos um cheirinho deste personagem ao introduzir o Trials of Osiris, que viria a ser o modo PVP mais popular do jogo, tendo passado para a sequela com o nome Trials of the Nine.

The Curse of Osiris, finalmente nos deixa conhecer este mítico personagem, o mestre de Ikora, que se encontra desapareceu misteriosamente sem deixar rasto.

É então que um contacto de Ikora encontra o Ghost perdido de Osiris, Sagira, em Mercúrio e também, que Osiris se encontra na Infinite Tree, uma simulação criada pelos Vex na qual podem criar infinitas realidades e testar invasões, entre outras coisas.

Seguimos a história do misterioso Warlock, Osiris

O que levou Osiris a ficar nesta enorme estrutura, foi o facto de todas as realidades terem o mesmo desfecho: os Vex destroem e recriam todas essas realidades à sua imagem.

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No que toca à história, achei-a um pouco pobre, não no que toca às missões, que até são bastante interessantes de jogar, mas no que toca à exposição da história que é comprimida para durar apenas 2 horas. Confesso que tive bastantes flashbacks da infame frase “I don’t have time to explain why I don’t have time to explain”.

Tirando isso, no pouco tempo que o jogo nos dá, é possível ver que Osiris é uma personagem bastante interessante, assim como Sagira, especialmente por serem uma espécie de anti-heróis, uma vez que foram exilados por terem alertado a Vanguarda acerca dos perigos dos Vex.

O vilão principal da expansão, Panoptes, tem uma luta final bastante interessante, definitivamente melhor que a de Gaul, mas existe praticamente zero desenvolvimento, fora as duas vezes que aparece por alguns segundos e as referências que Osiris lhe faz, ao longo da campanha.

Concluindo, a campanha não é má, na medida em que as missões até são divertidas, mas a exposição da história é extremamente fraca e condensada, não dando tempo para desenvolver uma das partes mais intrigantes da lore.

A promessa falhada

Algo que foi bastante publicitado para este DLC, foi a Infinite Forest, que falei anteriormente. Este local seria como uma espécie de dungeon com elementos Roguelike, que se altera cada vez que lá entramos. Infelizmente é, provavelmente, o maior caso de uma oportunidade desperdiçada no universo Destiny.

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A Bungie podia ter feito muito mais e melhor com este conceito. Para começar, não podemos explorar a Infinite Forest fora de missões, o que é muito infeliz. Segundo, apesar de aleatórios, os segmentos parecem quase todos iguais, ou pelo menos muito familiares e os inimigos são sempre os mesmos.

Seria fantástico poder levar uma equipa de três jogadores, um pouco ao estilo do que acontece nos dois Strikes novos, mas com o único objetivo de tentar chegar o mais longe possível, sendo que a cada “andar”, teríamos de enfrentar um boss que nos recompensava com caixas de loot. A cada “andar ” também aumentaria o nível dos inimigos, de modo a tornar esta atividade mais complicada.

Esta simples alteração, seria algo significativo para melhorar o endgame da expansão, sendo que apenas equipas dedicadas conseguiriam chegar ao fim da dungeon e obter o loot de maior nível. O conceito está lá, falta mais uma vez, a execução.

Conteúdo muito limitado para o preço

Como disse, a campanha pode ser terminada em sensivelmente duas horas, mesmo sem apressar as missões. Tirando isto, existem três novas adventures, que podem ser passadas no modo normal, ou o novo Heroic que introduz inimigos mais fortes e modificadores, ao estilo do que víamos no primeiro jogo.

O conteúdo do DLC é demasiado escasso

Além disso, existem dois novos Strikes, que nem podem ser chamados por esse nome, uma vez que são apenas duas missões da história que foram recicladas e adaptadas ligeiramente, para serem jogadas por três pessoas.

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Também existe um novo planeta jogável, Mercúrio, mas com uma área bastante reduzida, na qual nem podemos usar os Sparrows, numa tentativa de a fazer parecer maior. Neste planeta existe também um novo Evento Publico.

A nova Raid, não é propriamente uma Raid mas sim, uma Raid Lair, sendo que se passa novamente no Leviathan, mas numa nova zona da enorme nave.

Esta Raid Lair é composta essencialmente por dois encounters, sendo que apenas o segundo segue a linha dos encounters anteriores e o primeiro é praticamente uma secção de plataformas.

Ainda assim, as mecânicas novas estão muito bem conseguidas, os cenários são muito interessantes e os encounters continuam a necessitar de uma equipa bem coordenada, para poderem ser bem sucedidos. Se compararmos com a Raid Crota’s End do Destiny original, é bem mais pequena.

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A Raid Lair é bem pensada, mas sabe a pouco

Isto significa que o endgame de Destiny 2 ainda não é substancial, algo que os jogadores pedem há muito tempo, mas a Bungie continua a não conseguir oferecer. A componente do endgame que requer mais tempo de jogo e grind, são as novas armas que necessitam de itens obtidos de diversas formas como eventos, strikes, crucible, entre outros mas, das que consegui obter até agora, nenhuma me chamou à atenção, tendo-as usado para infusion.

O problema do conteúdo bloqueado

Uma decisão extremamente agravante, por parte da Bungie, foi o facto de ter bloqueado as atividades de alto nível, fazendo com que seja necessário possuir a expansão.

Isto deve-se ao facto, de que o nível máximo subiu de 20 para 25, e o power de 305 para 335. No entanto, esta subida é apenas para quem possui a expansão, o que não seria um problema, não fosse a Bungie subir as versões Prestige da Raid e Nightfall, para estes novos valores, fazendo com que os possuidores da versão original, não consigam o poder suficiente para as jogar.

O conteúdo de alto nível ficou bloqueado a quem não possui o DLC

Além disso, o Trials of the Nine foi também bloqueado e inacessível para quem não tem a expansão, o que é ainda menos admissível, visto que o modo, ao contrário da versão do Destiny original, já não depende do nível.

Existem ainda Strikes heroicos, que requerem 270 de Power, mas também estão bloqueados visto que existem dois Strikes novos que fazem parte da playlist. Isto seria facilmente corrigido ao colocar uma playlist para quem tem a expansão e para quem não tem.

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Felizmente, este conteúdo é fácil de desbloquear se a Bungie subir o nível para todos os jogadores, ou criar versões adaptadas para quem não tenha a expansão.

Conclusões

O primeiro DLC de Destiny 2 não serve de grande incentivo para voltar a jogar, ou adquirir o season pass. Pessoalmente, apenas recomendo este DLC para quem já possui um clã com quem faça as atividades de alto nível regularmente.

É verdade que o jogo introduz mais loot, mais exóticas, novas missões, entre outros, mas por 20€, não possui o conteúdo em quantidade e qualidade necessários para justificar esse preço. Se fosse 10€, seria aceitável.

The Curse of Osiris é mais um caso de boas ideias, com execução pouco acima de mediana e que, mais uma vez, sofre com falta de conteúdo endgame.

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