Análise - Call of Duty WW2 [Review]
Regresso às origensModo War é uma excelente adiçãoCampanha imersiva e bem escritaMuitas opções gráficas no PC
Modo Zombies algo frustranteAusência do modo Pick-10Enorme downgrade gráfico no Multiplayer, na versão de consolas
80%Overall Score

Depois do desastre que foi Call of Duty Infinite Warfare, juntamente com a quantidade de títulos a voltarem ao palco da Segunda Guerra Mundial, ou similar, mais notoriamente, Battlefield 1, a Activision decidiu voltar atrás no tempo e, retornar Call of Duty aquele que foi o tema que o tornou conhecido.

Call of Duty regressa às origens

Já há muito que era pedido um regresso à Segunda Guerra Mundial no que toca a jogos, especialmente com as novas tecnologias, que agora permitem uma recriação ainda mais fiel e cinemática daquele que foi um dos períodos mais negros da história da humanidade.

A Activision decidiu colocar o título nas mãos da Sledgehammer Games, que já tinha produzido Advanced Warfare, em cooperação com a Raven.

Brothers in Arms

A campanha de Call of Duty WW2 segue um esquadrão da 1ª Divisão de Infantaria Americana, da qual faz parte o personagem principal Ronald Daniels, enquanto participam em várias missões, com o objetivo de abrir caminho até à Alemanha.

Estas missões envolvem o já obrigatório desembarque na Normandia durante o Dia D, missões para libertar França do domínio Nazi, combates nas florestas das Ardenas e em várias cidades alemãs.

Várias missões ao longo de cerca de 6 horas

Algo que adorei, foi o facto da estrutura da campanha ser bastante idêntica à dos jogos antigos, nos quais não existia um vilão específico, sendo apenas um soldado em missões históricas, o que nos tornava minúsculos, face à escala dos conflitos.

É exatamente o que se passa em CoD WW2, onde o principal foco é a interação entre os membros do esquadrão, que pode ser dizimado a qualquer momento, dando uma componente trágica e de camaradagem muito forte ao jogo.

cod-wwii-2

Em termos de história achei que foi bastante bem escrita, sendo que não me lembro de um jogo de 2ª Guerra Mundial com um guião tão dramático desde Brothers in Arms. Ao longo da campanha são explorados os sentimentos de amizade entre os membros do esquadrão, os seus traumas e demónios interiores, sempre de forma interessante e relacionável, afinal estamos perante um autêntico inferno.

No que toca a jogabilidade, temos algumas modificações interessantes.

A jogabilidade apresenta elementos clássicos, como a saúde não regenerar

Para começar, não existe regeneração de vida, algo que não ocorria desde o primeiro Call of Duty. Em vez disso, os nossos camaradas possuem uma barra de habilidade que nos permite recuperar os medkits, munições e granadas. Existe ainda a possibilidade de marcar os inimigos no ecrã ou lançar uma granada de fumo, que marca um ataque de artilharia para aquela zona.

call_of_duty_ww2-2

Esta mudança é muito bem vinda e evita, especialmente nos níveis de dificuldade maiores, que entrem a matar feitos Rambos, sendo obrigados a optar por uma abordagem mais contida e tática.

A campanha pode ser terminada em torno de 6 horas, na dificuldade Regular, mas nessas 6 horas existe bastante qualidade e variedade dos níveis.

Existem níveis nos quais iremos pilotar tanques ou aviões, um excelente nível de infiltração numa mansão cheia de oficiais Nazis, as típicas missões que envolvem comboios, pontes ou atacar igrejas, grandes ofensivas em florestas.

É nestas ofensivas que temos os momentos mais dramáticos e violentos do jogo, com vários membros a voarem devido a explosões, gritos de dor devido a tiros ou lança chamas e tiros por todo o lado.

Vários momentos dramáticos e muita camaradagem

Os personagens do esquadrão também são bastante interessantes, o que aumenta a ligação com o jogador, algo importante quando temos uma história que mostra tanto a fragilidade dos seus personagens.

30160804055220

De realçar Zussman, o engraçado do esquadrão e o melhor amigo de Daniels durante a guerra, e Pierson, o sargento responsável pelo esquadrão que é assombrado pela perda dos seus antigos camaradas durante a batalha de Kasserine Pass, na Tunísia.

Para concluir, no que toca a campanha, achei que estava bastante satisfatória, mesmo com os clichés que agora são um pouco perdoados, uma vez que não tivemos um jogo destes durante muito tempo. Os personagens são interessantes e credíveis, os níveis são variados o suficiente para nunca se tornar repetitivo e possui aqueles momentos altamente cinemáticos, característicos da série Call of Duty.

Multiplayer com os pés no chão

Ao terminar a campanha, passamos ao modo onde a maioria dos jogadores vão passar o tempo: o multiplayer.

Finalmente, voltamos a ter um multiplayer com os pés bem assentes no chão. Já não temos jetpacks, nem corridas nas paredes, nem nada que se pareça. O que temos aqui, é um regresso ao estilo de Call of Duty que tornou a série tão famosa, o mata-mata a alta velocidade em arenas constituídas por zonas quase delineadas.

cod-ww2-servers

Apesar de sempre ter gostado deste estilo de jogo, na realidade acho que este título teria beneficiado, se mantivesse o estilo de jogo da campanha, isto é, sem regeneração de vida, tendo os jogadores de recorrer à ajuda dos outros companheiros para recuperar saúde, munições e granadas.

Multiplayer volta a ser o que o tornou bom

Isto era algo que até fazia sentido, visto que temos cinco classes (Divisions) para escolher, com diferentes habilidades entre si. No entanto estas habilidades apenas beneficiam o próprio jogador, o que, como disse acima, é uma oportunidade perdida, uma vez que a Sledgehammer podia ter acabado, em WW2, com o estigma de que Call of Duty não incentiva ao trabalho em equipa.

Em vez disso, as classes representam os estilos diferentes de jogo e possuem habilidades que melhoram a performance, com certos tipos de armas. Além disso, cada classe possui quatro níveis, sendo que em cada nível são desbloqueadas novas habilidades, que acumulam às anteriores.

CoD-WW2-Soldier-1-1024x576

Temos a Infantry, que possui uma baioneta nas armas e pode correr contra os inimigos, matando-os instantaneamente caso acerte o golpe. Em níveis mais altos aumenta o número de acessórios que podemos equipar nas armas.

Para os que gostam de correr, temos Airborne, que permite colocar um silenciador nas submachine guns, correr mais depressa e sprintar por mais tempo. Ideal para os que gostam de flanquear e estar fora do minimapa, ainda que o silenciador necessite de um pequeno buff, para aumentar o dano causado pelas armas.

Diferentes classes oferecem habilidades únicas

Os que gostam de despejar balas nos inimigos, vão escolher a Armored, que permite usar LMG com bipod, aumentando drasticamente a estabilidade das armas, usar um lança foguetes como arma secundária e receber granadas extra.

Para os fãs dos 720 no-scope para as montagens, temos os Mountain, que utilizam um fato camuflado, permite suster a respiração com as snipers por mais tempo, não ser detectado pelas scorestreaks adversárias e ter mais alcance no minimapa.

Por fim temos os Exeditionary, aquela classe que funciona extremamente bem contra vocês, mas quando a usam fazem 3-18 num Team Deathmatch.

3226230-callofduty_wwii_screen3

Esta classe permite que utilizem shotguns com balas incendiárias, que causam menos dano, mas deixam os oponentes a arder. A desvantagem desta classe é que as mortes são praticamente garantidas, devido ao dano ao longo do tempo, mas permite que os oponentes tenham tempo de retornar fogo, podendo inclusivé abater-vos. No nível máximo, podem ainda receber mais munições, imunidade a equipamentos taticos e receber menos dano de explosivos.

A parte boa destas classes, ou má dependendo do ponto de vista, é que podem usar todas as armas com qualquer classe. No entanto, apenas vão ter o bónus da habilidade se usarem armas específicas. Também há o argumento que bloquear armas às classes, como em Battlefield 1, seria uma boa maneira de aumentar a variedade de armas no mapa, mas como disse, depende do ponto de vista de cada um.

Além das habilidades passivas de cada classe, ainda existem os Basic Trainings, que vieram substituir os perks de antigamente. Cada classe pode equipar um Basic Training de cada vez e existem alguns que se adaptam melhor a cada classe.

Apesar de gostar do sistema de classes, sinto que o antigo Pick-10, no qual escolhiam 10 itens para o vosso loadout, permitia uma maior variedade, ao contrário do que se passa agora, no qual existem muitas opções, mas poucas combinações.

As scorestreaks são um pouco aborrecidas, sem grande impacto

Algo que não gostei, foram as scorestreaks. Estas mantiveram-se muito semelhantes aos jogos anteriores, mas bastante aborrecidas. Mesmo com a temática da 2ª Guerra Mundial, seria perfeitamente possível ter Scorestreaks interessantes.

copd ww2 bomb

Ainda assim, a forma como os usamos é bastante bem feita, por exemplo, a streak que permite largar uma bomba controlável coloca-nos agora dentro do avião bombardeiro, os ataques de artilharia fazem o nosso personagem escolher o local num mapa em papel, em vez de colocar o minimapa em destaque. São pequenos detalhes que tornam o jogo mais imersivo.

PTFO em Call of Duty?

PTFO é provavelmente um termo bastante usado em jogos baseados em objetivos. Apesar de Call of Duty ter alguns modos desses, como Domination ou Search and Destroy, na realidade a maioria desses modos são quase jogados como se fosse TDM, sendo os objetivos algo quase secundário.

Usando Overwatch como exemplo e, talvez, um pouco de Battlefield 1, Call of Duty WW2 agora tem um modo chamado War.

Este modo coloca-nos em mapas únicos, que não podem ser jogados noutros modos, nos quais temos de cumprir certos objetivos em sequência.

War é o melhor modo de Call of Duty WW2

Em War, uma equipa ataca e outra defende, sendo que trocam na 2ª ronda. Cada “operação” possui objetivos diferentes, como construir uma ponte, capturar um objetivo, plantar uma bomba, escoltar um ou vários tanque, entre outros.

cod ww2 plane

Este modo é super divertido e, de longe, uma das melhores adições a Call of Duty já feitas. Não existe melhor sentimento que conseguir ganhar um objetivo a poucos segundos do fim, ou defendê-lo de forma épica quando o inimigo está quase a alcançá-lo.

A equipa na defesa tem a hipótese de construir metralhadoras pesadas para ajudar a defender, enquanto que os atacantes podem montar o turret dos tanques, algo extremamente útil, especialmente nas consolas, onde os jogadores geralmente demoram um pouco mais a apontar.

Além disso, existe finalmente legitimidade para os jogadores se queixarem que outros não jogam o objetivo, uma vez que na tabela de resultados não existe qualquer referência ao número de mortes e pontos.

Também torna extremamente importante o uso de certo equipamento, como as granadas de fumo que são quase algo obrigatório para cumprir certos objetivos.

cod ww2 tank

Daqui surge a minha primeira queixa quanto a este modo. Existem alguns mapas que claramente favorecem os atacantes ou os defensores. Por exemplo, existem alguns pontos que são facílimos de capturar, especialmente se usarem fumo, enquanto outros são quase impossíveis.

Existem mapas que pendem mais para atacantes ou defensores

Ainda assim, com um pouco de cooperação é perfeitamente possível pender a balança para os dois lados, especialmente se jogarem com amigos. Com desconhecidos, depende um pouco do quão receptivos estão os outros jogadores a cooperarem convosco.

Concluindo, este modo está muito bem feito e estou curioso para ver os novos mapas que virão com as expansões, assim como os torneios competitivos.

A Feira da Ladra chegou

Outro novo modo incluído em Call of Duty WW2 é o Headquarters. Este hub é algo similar ao que vemos em Destiny, capaz de albergar um bom número de jogadores, sendo que a perspetiva até passa para a 3ª pessoa.

Neste local, podemos interagir com NPC que nos oferecem missões diárias e semanais, tal como anteriormente, que ao serem concluídas nos dão boosts de experiência, créditos, entre outros.

COD_WW2_loot_legendary

Também podemos receber o nosso salário de 100 créditos a cada 3 horas, com os quais podemos adquirir contratos, que funcionam como missões com tempo de jogo limite. Ao concluir estes contratos recebemos as já (e infelizmente) obrigatórias loot boxes, mais boosts de experiência, entre outros.

Podem mostrar os vossos expólios para que todos vejam

Por enquanto, as loot boxes apenas oferecem itens cosméticos, como roupas, emblemas, calling cards, etc., mas obviamente que virão, eventualmente, armas exclusivas de loot boxes, se o que vimos nos jogos anteriores se mantiver.

No entanto, é possível obter as variantes épicas das armas com os créditos que obtemos no jogo. Cada arma possui uma lista de itens que temos de comprar antes de podermos ter acesso a essa variante. Ao comprarmos todos esses itens, podemos então comprar essa variante. Ainda assim, é possível que todos estes itens venham em loot boxes, sendo que até desbloqueei a variante épica da Lewis Gun sem ter adquirido nenhum dos itens anteriores.

Estas variantes, além de darem um bom aspeto às armas, também vêm com bónus extra, normalmente sob a forma de 10% de experiência de bónus para o jogador, que pode ser no multiplayer normal, ou em Zombies.

Existe o argumento que vindo os CoD points, a moeda virtual que podemos adquirir com dinheiro real, venha a tornar isto Pay2Win, mas sinceramente, acho que sendo apenas experiência para o jogador, em vez de ser para as divisões, apenas faz com que possam atingir o Prestige um pouco mais depressa.

Call-of-Duty-WW2-Firing-Range

O Headquarters oferece várias atividades

A razão pela qual os Headquarters parecem a Feira da Ladra, é que todos os jogadores que estão na zona podem ver os itens que obtêm nas loot boxes. É quase que uma exposição de quinquilharia barata, uma vez que normalmente apenas vão ver o lixo que sai aos outros, considerando o fator aleatório que está envolvido.

Apesar de ser um sistema claramente feito para os outros terem inveja e impeli-los a obterem as loot boxes, não é algo novo, sendo que também Destiny (curiosamente também da Activision) adoptou esse sistema já no primeiro jogo.

Tirando toda esta festa de inveja e loot boxes, existe ainda mais para fazer no Headquarters. Existe um campo de tiro, no qual podemos experimentar a arma que temos equipada nos alvos, apesar de apenas podermos utilizar a classe que temos definida como sendo a do Headquarters, podemos testar as várias scorestreaks à nossa vontade, contra uma horda de pobres bots que vêm na nossa direção de forma interminável e, podemos desafiar outros jogadores para 1v1 e mostrar quem é o melhor.

Por alguma razão que não entendo, quando estamos em party com outros amigos, não vamos todos parar à mesma instance do Headquarters, algo bastante desapontante e que espero, seja corrigido rapidamente.

Nazi Zombies

O tradicional modo cooperativo de zombies regressa a Call of Duty, agora colocando os jogadores numa vila Bávara, que se vê assolada por uma praga de mortos vivos.

21nazizombies

O objetivo é obter peças de arte capturadas pelos Nazis, mas para tal terão de resolver puzzles, enquanto defrontam inimigos cada vez mais resistentes a cada vaga.

Muita tentativa e erro, com alguma frustração à mistura

Apesar de ter gostado da experiência, o mapa é desnecessariamente labiríntico, fazendo com que fiquemos facilmente perdidos, uma vez que é difícil decorar o mapa quando estamos mais preocupados em não sermos devorados pelas dezenas de inimigos que correm atrás de nós.

Acho que o pior de tudo nem é necessariamente o mapa, mas a UI do jogo. Não existe qualquer dica do que temos de fazer, sem ser uma descrição em forma de lista de compras. O pior é quando colocam nomes de coisa em alemão, que não fazemos ideia do que seja.

Eu entendo que esta falta de dicas seja um incentivo à exploração, mas isso seria bom caso os inimigos não precisassem de um carregador inteiro para os matar, ao fim de 3 ou 4 rondas. O que acaba por ser é um jogo de extrema tentativa e erro.

zombiemode01-3840x2160

Ainda assim, o sentimento de cooperação continua muito forte, ainda mais com as habilidades dos personagens e perks que podemos desbloquear. Cada personagem possui diferentes habilidades dependendo do seu papel, se suporte, médico, etc., assim como os perks, que convém que cada jogador possua diferentes perks, uma vez que apenas podemos equipar um número limitado, existindo muitos mais disponíveis.

Tal como no Multiplayer, as loot boxes também estão presentes no modo Zombies

Também podemos desbloquear loot boxes neste modo, sendo que algumas variantes de armas possuem bonificações também para o modo de zombies, ou seja não temos de obter todos os itens duas vezes.

Concluindo, o modo de zombies deste ano está satisfatório, o mapa possui bom ambiente, apesar de ser bastante escuro, existem alguns sustos que podemos apanhar, apenas tenho pena que o modo seja tão à base de tentativa e erro.

Gráficos, performance e som

No que toca à campanha, graficamente está soberbo. As texturas estão bastante detalhadas, quer nas consolas, quer no PC e as expressões faciais são extremamente realistas.

cod ww2 pc1

Quando passamos para o multijogador, nota-se um bom downgrade nos gráficos, com os mapas a ficarem estáticos quase na totalidade, como se tratassem de arenas de paintball ou airsoft. As texturas também sofrem um bocado na maior parte das zonas, especialmente nas consolas, assim como o Ambient Occlusion que fiquei com a ideia de ter sido retirado para o multijogador, dando ainda mais o aspeto de plástico aos mapas.

A campanha é fantástica graficamente

No entanto, a performance mantém-se bastante estável nas consolas, a 60 FPS, apesar do lag de conexão por vezes não ajudar. É frequente ver jogadores a teleportarem-se de um lado para outro, tiros que deviam ter acertado e claramente não foram registados, entre outros fatores bastante chatos para o multijogador.

No PC, existe um claro uso excessivo do CPU, ao ponto de o meu i7 3770K (não é recente mais ainda dá para as curvas) estar por vezes acima dos 60% de utilização, enquanto que a GPU anda nos 5-10%.

Algo muito positivo, é finalmente podermos ter framerates acima das 90 FPS no multijogador, algo que não era possível anteriormente. Também temos imensas opções gráficas para escolher e ajustar.

cod ww2 pc2

Além disso, o lag é um problema maior no PC, uma vez que as desvantagens do sistema P2P é mais notório nesta plataforma, fazendo com que algumas rondas se tornem impossíveis de jogar.

A performance no PC, por vezes deixa um pouco a desejar

No que toca a som, a banda sonora e som das armas é bastante satisfatório e o voice acting dos personagens na campanha está fantástico. O melhor nível da campanha a nível de som é aquele onde pilotamos um avião, estando o som dos tiros, explosões e aviões em queda extremamente imersivo.

Conclusão

Call of Duty WW2 é a melhor resposta possível que a Activision podia dar à desilusão que foi Infinite Warfare. Veio mostrar que jogos neste período de tempo ainda podem ser feitos, mantendo toda a personalização que é tradicional em jogos modernos e, fazendo uso das novas tecnologias, oferecer uma experiência cinemática e imersiva.

O multijogador, é bastante mais equilibrado agora que as armas são mais rudimentares e os jogadores estão todos com os pés no chão. O modo War é uma excelente adição ao jogo e espero que o tragam de volta no futuro.

Call of Duty coloca aquilo que o tornou bom num cenário clássico, mas não inova o suficiente para haver uma evolução notória

No entanto, ainda se mantêm alguns problemas, como os de conexão, alguns problemas de sensibilidade do rato devido a flutuações nas FPS e scorestreaks aborrecidas e sem espetacularidade. O fim do sistema Pick-10 também retirou alguma personalização aos jogadores.

O que tenho mais pena é o facto da Sledgehammer não ter arriscado e colocado o sistema de saúde e habilidades da campanha, no multiplayer, algo que mudaria completamente a dinâmica do jogo, para melhor ou pior, dependendo dos gostos de cada um.

O modo Zombies também é divertido, após passar a frustração da tentativa e erro constante ao longo do jogo.

Vão comprar Call of Duty WW2? Que vos parece este regresso às origens?

 

No more articles