NO1 D6 (20)

Análise ao smartwatch DT NO.1 D6 – E se um relógio não desse horas?

Design74
Ecrã80
Sistema86
Bateria80
Rendimento78
Reader Rating3 Votes85
Preço
GPS
Versátil
Falta LTE
Sem vibração
Íman de dedadas
80

Não é o caso do DT No. 1 D6, ele dá horas! Os smartwatches vieram para ficar, e hoje em dia temos no mercado um leque enorme de opções bem segmentadas, como os smartphones.

Uns que parecem custar um rim, outros com preços baixos de torcer o nariz ao que realmente serão capazes de fazer. E já não são apenas os big players a terem smartwatches, temos muitas marcas, e muitas chinesas, a competirem, como é o caso deste DT NO.1 D6.

Algo que as marcas chinesas trouxeram para o mercado, tanto nos smartphones como nos smartwatches, foi equipamentos com preços bem ajustados às suas especificações, contudo, cortando noutros campos. Mas será isso suficiente para cativar num smartwatch?

A Geekbuying enviou-nos o DT NO. 1 D6 para estudarmos a coisa e assim o fizemos.

Primeiras impressões e Design

Confesso que quando conheci o NO.1 D6 pela primeira vez foi por imagem apenas, e pensei o que muitos de vocês pensarão, que bicho enorme! Por isso fiquei surpreendido quando abri a caixa, e confirmei a surpresa ao pô-lo no meu pulso, que é bastante fino. O meu pulso.

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O relógio não é tão grande como parece à primeira vista, contemplando umas dimensões de ecrã decentes para mexer nas diferentes opções e aplicações. Com 5,30 x 5,70 x 1,12 cm e 54g, quando comparado com um Samsung Gear S3, um dos últimos smartwatches que analisámos e dos big players, este NO.1 D6 não foge muito às dimensões e peso dos concorrentes.

Conta, isso sim, com um design diferente, rectangular. Algo mais próximo das primeiras gerações destes relógios smart. Este design pode não agradar a muitos, mas mesmo esses poderão ser persuadidos pelas características e preço do relógio.

De resto, contamos apenas com um botão físico no relógio, de lado, que serve para ligar e desligar este, bem como desbloquear o ecrã. De apoio, temos três botões capacitivos na parte inferior do ecrã.

Na parte traseira temos o sensor de frequência cardíaca ao lado do ponto de carregamento que é magnético, por contacto, o que provou ser um pequeno desafio, mas já falarei disso. Um bom bónus vai para a pulseira em pele, pele genuína de ovelha italiana segundo anuncia a marca, e como podemos ver gravado na parte interior desta.

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Especificações

Olhando à lista de especificações vemos que está bem equipado, com um SoC Mediatek, o MT6580, com processador quad-core a 1,3 GHZ, e acompanhado de 1 GB de RAM, o que é de certa forma impressionante. Se olharmos ao Gear S3, este tem apenas 768 MB de RAM.

No No. 1 D6 contamos ainda com 8 GB de armazenamento interno, para as diferentes aplicações que instalemos ou outros ficheiros multimédia.

Como vimos, tem um desenho rectangular, e o ecrã acompanha essa forma com uma dimensão de 1,63″ e uma resolução de 320×320 pixeis.

Quanto a sensores, está muito bem equipado, com Bluetooth 4.0 e Wi-Fi para estarmos sempre conectados, GPS e Pedómetro para não nos perdermos, bem como um sensor de frequência cardíaca.

Ao contrário de muitos smartwatches, que usam Android Wear, este usa uma versão standard, com Android 5.1 Lollipop.

Temos ainda a possibilidade de colocar um cartão SIM para dar o mesmo uso ao smartwatch que daríamos a um telemóvel, fazendo chamadas e enviado mensagens por ele, bem como usar dados. Para isso aconselhamos o emparelhamento com um auricular bluetooth para ouvirem com melhor qualidade.

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  • Modelo: NO.1 D6;
  • Dimensões: 5,30 x 5,70 x 1,12 cm;
  • Peso: 54g;
  • Ecrã: 1,63″ IPS;
  • Resolução: 320 x 320 (214 ppp);
  • Sistema: Android 5.1;
  • CPU: MediaTek 6580 Quad Core 1,3GHz;
  • GPU: Mali-400 MP;
  • RAM: 1 GB;
  • ROM: 8 GB, sem expansão;
  • Conectividade: Bluetooth 4.0; 2G/3G, Wi-Fi 802.11b/g/n; GPS/A-GPS.
  • Outros: Resistente a água, microfone, sensor frequência cardíaca, pedómetro, barómetro;
  • Bateria: 450 mAh;
  • Suporte: iOS e Android;
  • Materiais: video, ferro 316L e pele de ovelha italiana;
  • Cores disponíveis: Preto, prateado, dourado.

No pulso

Tê-lo no pulso nunca foi algo desconfortável, o tamanho não é exagerado, para o meu pulso pelo menos, nem a pulseira em pele chateou. Com vários furos para apertar o relógio, pude facilmente ajustar ao meu pulso, não tive qualquer reacção alérgica, nem senti em momento algum que ele aquecesse muito.

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Algo que achei estranho no inicio, foi o ecrã não se ligar ao virar o pulso para mim, precisando sempre de carregar no botão. Para isso tive de aceder às opções rápidas dele e ativar a respetiva, Virar ecrã brilhante.

Desempenho e versatilidade

Como vimos, é um relógio muito completo, com vários sensores que nos permitem dar diferentes usos ao mesmo. Incluindo o sistema Android 5.1, que resulta em compatibilidade com muitas aplicações da Play Store.

Mas nem todas as aplicações irão arrancar, como o exemplo de Runkeeper. Possivelmente por pedirem mais de 1GB de RAM hoje em dia.

Usar uma versão standard de Android num smartwatch, ao invés de usar Android Wear, traz algumas dificuldades à experiência com um ecrã tão pequeno, talvez por isso o relógio venha acompanhado de uma caneta stylus, mas que eu nunca cheguei a usar. É algo a que nos habituamos com a experiência claro, e a partir daí, ganha pontos.

Na interação com o smartphone, quer iOS quer Android, ele apenas nos mostra as notificações seja de mensagens, chamadas ou outras aplicações, sem qualquer opção, como resposta automática. E mesmo isso faz mal, visto que não tem vibração. Se não permitir-mos que o ecrã se ligue com notificações, nunca sabemos quando recebemos algo.

Falta de vibração num smartwatch é algo impensável, como um relógio que não dá horas!

O ponto forte dele é mesmo o facto de ter Android 5.1, que permite compatibilidade com muitas aplicações da Play Store, os seus vários sensores e a possibilidade de lhe por um cartão SIM.

Autonomia

Por o relógio à carga foi um pequeno desafio, como disse, devido à forma usada, pois este se carrega por contacto de forma magnética. O que leva a que o cabo e o relógio se separem facilmente, por vezes mesmo sem repararmos nisso.

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O No.1 D6 peca na autonomia, como todos os smartwatches. A bateria de 450 mAh é acima da média até, mas isso dá-lhe coisa de dois dias de vida, conforme façam a gestão das conectividades que usem e do brilho. E ainda vos aconselho a desligarem o relógio quando vão dormir.

Falamos de um dispositivo com processador quad-core e carregado de sensores. Tive dias no período em que o teste em que pegava nele e era surpreendido por o ver sem bateria alguma de manhã quando me preparava para sair.

Carregar o relógio com sucesso, será uma questão de hábito e cuidado

Contudo, se o deixarem à carregar de noite, ou de manhã enquanto se arranjam, terão bateria de sobra para o dia todo. Uma vez que é curta, a bateria carrega de forma bastante rápida, em pouco mais de meia hora ligado directamente à corrente conseguem energia que precisam.

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Em suma…

Para quem ainda está na dúvida se quer ou não aderir ao estilo de vida do smartwatch, se calhar é melhor optar por algo ainda mais barato, contudo…este tem alguns bónus que podem cativar.

Como vimos o No.1 D6 é bastante versátil, peca mesmo pela escassa interacção com o smartphone e ainda mais pela falta de vibração, um grande ponto contra neste tipo de wearable. Já o seu design, não sendo de topo, deve ser capaz de agradar a alguns.

Podem adquirir o No.1 D6 por pouco mais de 80€ na loja Geekbuying, com portes grátis.

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