vega 56

Análise – AMD RX Vega 56: Uma boa alternativa? [Review]

Performance
90
Consumo
80
Ruido
80
Preço
75
Boa performance
Relativamente silenciosa
Fresca mesmo em modelo de referência
Preço
Desempenho em DX12 aquém do esperado
81

Tivemos a oportunidade de experimentar a RX Vega 56 da AMD durante uns dias, o que foi uma experiência interessante, visto que estamos perante a resposta da AMD à GTX 1070, uma das gráficas de gama média/alta mais vendidas do mercado.

No que toca a primeiras impressões, foram positivas, mas será que a diferença de preço vale realmente a pena? Vejamos.

Design clássico, mas sem compromissos

A RX Vega 56 que recebemos, foi a versão de referência, ou seja, sem custom cooler que normalmente ajuda a manter a placa mais fresca.

Considerando o historial dos modelos de referência da AMD, temi um pouco que estivesse perante uma torradeira, mas fiquei bastante surpreendido pelo facto de a placa praticamente não ter aquecido, pelo menos de forma notória, enquanto a testei.

A placa possui apenas uma ventoinha, com um sistema de rolamento que torna o som da mesma mais suave, sem aquele chiado que muitas vezes ocorre em modelos com ventoinhas deste tipo.

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Também é possui um corpo robusto, com uma caixa relativamente grande a tapar a ventoinha e a parte da frente do PCB. Também utiliza dois conectores de 8 pinos PCI-E, o que normalmente indica que necessita de uma fonte de alimentação com mais suminho.

Acerca do design não tenho grandes queixas, não é a placa mais bonita e talvez fosse altura de introduzir modelos de referência com duas ventoinhas, mas é bastante funcional, uma vez que não existe o perigo de apanhar cabos com a ventoinha, e a placa manteve-se relativamente fresca e silenciosa.

Especificações

No que toca a especificações, a RX Vega 56 possui 8GB de memória HBM2 de alta largura de banda, de 410GB/s e uma interface de 2048 bits, com uma velocidade de 800MHz.

A GPU corre a uma velocidade base de 1156 MHz, com boost até à volta de 1400 MHz, 12.5 mil milhões de transístores, 3584 stream processors e até 21 TFLOPS de capacidade de processamento.

Possui boas especificações, mas um preço um pouco salgado

Olhando apenas para as especificações, não nos diz muito, pelo que vamos compará-las com a rival GTX 1070.

A GTX 1070, possui também 8GB de VRAM mas não é HBM2, 1920 núcleos de processamento, e um relógio base de 1506 MHz, com boost  para 1683MHz.

Comparando ambas as placas, a RX Vega 56 vence no que toca a largura de banda e núcleos de processamento o que, geralmente, implica uma melhor experiência em 4K. Por outro lado a GTX 1070 possui uma velocidade de processamento maior e melhor capacidade geral de OC.

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Diria que a principal diferença e a razão pela qual, pessoalmente, não iria pela RX Vega 56, é o preço. A placa da AMD é vendida à volta de 510€, enquanto que a GTX 1070 pode ser vendida com custom coolers e OC de fábrica, a partir de 430€.

Performance em jogos

Testamos a placa num PC com um CPU Intel i7 3770K a 3.4GHz e 8GB de RAM DDR3 a 2133MHz. Os jogos que testamos foram: Battlefield 1, Overwatch, Rise of the Tomb Raider, GTA V, Rocket League e Counter Strike GO.

A RX Vega 56 consegue correr praticamente todos os jogos acima das 60FPS

Battlefield 1

No Battlefield 1, experimentamos a placa com as definições em Ultra e DX11, mas sem MSAA e conseguimos corrê-lo sempre bem acima das 100FPS, mesmo no multiplayer. Em momentos de maior stress, com muitos efeitos notámos algumas quedas para à volta das 85-90 FPS, mas nada de preocupante.

Ainda experimentámos em 4K e obtivemos uma boa queda de performance, como seria de esperar, com as FPS a rondarem as 40-50. Se reduzirem as definições para Médias, ainda podem obter uma boa qualidade visual e melhorar bastante as FPS.

Experimentámos ainda em DX12, mas os resultados foram um pouco desanimadores, com as FPS a sofrerem algumas quedas, talvez devido a bottleneck do CPU. As quedas chegaram a rondar as 10FPS em relação ao modo DX11.

Overwatch

Overwatch é um jogo bastante bem otimizado, capaz de correr em máquinas mais modestas. Não é surpresa nenhuma que, com tudo ao máximo, tenha conseguido correr sempre à volta das 200 FPS.

Isto é excelente, visto que um jogo tão competitivo deve ser jogado num monitor de alta velocidade, e com uma placa capaz de correr a estas FPS, é ideal para o vosso monitor de 144Hz ou mais.

Rise of the Tomb Raider

Em Rise of the Tomb Raider, colocámos as definições ao máximo, mas com os efeitos do cabelo a médio e com FXAA.

Em DX12, ficámos um pouco desiludidos, com o jogo a ter algumas quedas para baixo dos 50 FPS, outra vez, talvez por bottleneck do CPU. Em DX11, conseguimos ultrapassar facilmente as 80 FPS, pelo que com é possível uma experiência bastante suave.

GTA V

 

Em GTA V, colocámos todas as definições básicas ao máximo e ativamos apenas os efeitos avançados de sombras.

O resultado foi bastante agradável, com o jogo a correr facilmente acima das 60FPS, mesmo no multiplayer, conseguindo chegar sem problema às 100 FPS no singleplayer.

Rocket League

 

Rocket League, tal como Overwatch, corre em qualquer PC modesto. Assim, colocámos as definições todas no máximo e tirámos o Vsync, tendo conseguido correr o jogo acima das 200 FPS sem problemas.

Se tiverem um monitor de 144Hz ou mais, podem conseguir uma fluidez incrível e um tempo de resposta muito baixo, o que é importante num jogo como este.

Counter Strike GO

Quem joga Counter Strike GO de forma competitiva, sabe o importante que é ter nem que seja mais 1 FPS que o adversário.

Assim sendo, em vez de colocar as definições todas ao máximo, colocámos tudo ao mínimo e conseguimos, no Dust 2, atingir uma média de 400 FPS.

Isto significa que quase que vão andar à frente no tempo em relação aos vossos adversários e atingi-los primeiro.

 

Overclock e temperaturas

No que toca a OC, a RX Vega 56 não é a placa ideal para tal. Em certos jogos, consegui aumentar o clock em 200MHz, antes de começar a sofrer crashes das drivers de vídeo, o que significa que o sistema estava instável.

Seguindo a tradição com a AMD, a RX Vega 56 não é muito dada a OC

Em relação a temperaturas, fiquei bastante agradado. Em jogos mais “puxados”, como Battlefield ou Tomb Raider, a temperatura nunca passou dos 72ºC. Pessoalmente, estava à espera que andasse nos 80-85ºC. Mesmo com o OC, não passou dos 75ºC.

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Quanto ao ruído, como disse anteriormente, a placa até é bastante silenciosa, sendo que apenas a ouvem quando passa dos 55%, sensivelmente. Mesmo assim, o som é bastante suave e não irrita. Caso costumem utilizar um headset, não a vão ouvir quase de certeza.

Conclusão

Apesar de ser uma placa com boa performance, não consigo recomendar a RX Vega 56 nos seguintes casos: se tiverem um monitor de 60Hz, ou se vos interessa jogar a 4K.

No primeiro caso, deve-se à diferença de preço face à GTX 1070, uma vez que ambas as placas conseguem correr praticamente todos os jogos atuais acima das 60 FPS. Além disso, conseguem GTX 1070 com custom coolers, mais frescas e com melhor capacidade de OC.

Se vos interessa jogar a 4K, é preferível optarem pela RX Vega 64, uma placa construída com o 4K em mente e que custa mais 120€, mas possui uma performance muito superior nesta resolução.

Caso o vosso interesse seja mais jogos competitivos em monitores de 144Hz, como Overwatch ou CS:GO, esta placa é bastante interessante, ainda para mais se combinarem com um CPU Ryzen e a funcionalidade Radeon Chill, que vos permite definir planos energéticos em jogos deste tipo, que ajudam a manter a placa mais fresca durante todo o tempo.

A RX Vega 56 é uma boa placa, mas ao preço a que está, só é recomendada para builds mais específicas

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Performance
Consumo
Ruido
Preço
Final Score