20 anos de Playstation, 20 jogos

A Playstation faz 20 anos e, desde o seu lançamento, tem vindo a dominar o mercado de consolas em Portugal. Como seguidor desde a PSOne, tive imensas experiências agradáveis com os jogos que nela foram lançados e gostaria de partilhar convosco aqueles que para mim foram os 20 jogos de PSOne que mais me marcaram como jogador.


Spyro The Dragon 3

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Este foi para mim o melhor jogo que joguei nas consolas PS e o meu terceiro jogo favorito de sempre logo a seguir a Kingdom Hearts e Dragon Quest 8 para a PS2. Não comecei esta saga no primeiro, mas após ter jogado as duas primeiras iterações uns anos mais tarde, a minha opinião não se alterou. Spyro é um dragão que é enviado para vários mundos à procura dos ovos de dragão que foram roubados. O objetivo acaba por ser parecido ao de Mario 64 com as estrelas. As mecânicas de plataformas estavam muito boas e adequadas ao facto de Spyro ser um dragão mas como era jovem ainda não voava completamente e as lutas de bosses eram incríveis. A variedade de mundos também era enorme e em alguns nem jogávamos com Spyro, mas sim com alguns dos seus amigos que vinham em seu auxilio. Como ainda era muito novo e tinha pouca ou nenhuma experiência em inglês, não fazia ideia de como gravar o progresso que não era propriamente óbvio, pelo que tive de deixar a PSOne ligada durante uma semana para poder terminar o jogo. Infelizmente, a luz faltou quando já ia num dos níveis, mas nem isso me demoveu de acabar o jogo eventualmente.


Medal of Honor Underground

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Este foi o meu primeiro contacto com a saga Medal of Honor, o primeiro jogo de PSOne que joguei e também, o primeiro FPS que joguei. Não era um jogo nada fácil para quem estava habituado ao comando da Sega Saturn e nunca tinha visto um FPS à frente, mas por sorte, os controlos eram muito bons e adaptávamo-nos ao esquema rapidamente. Fiquei fascinado pelo facto de só vermos a arma no ecrã e isso atirou-me quase de forma imediata para dentro do personagem. O facto de estarmos quase sempre sozinhos e os inimigos falarem em alemão ajudou-me imenso nessa imersão e fez-me sentir um verdadeiro espião atrás das linhas inimigas.


G-Darius

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Este para mim é uma das pérolas da PSOne, mesmo que muitos não façam ideia que ele existe. É um jogo de naves com perspetiva lateral, apesar de existirem alguns níveis onde a câmara roda como se fosse 3D. O que mais me impressionou neste jogo foi a banda sonora, é incrivelmente boa e ainda uma das minhas favoritas de sempre. A jogabilidade é muito fluida e chega a ser tão frenética, com tantos elementos no ecrã que muitas vezes nos perdemos. O sistema de níveis também permite muita replayability pois a progressão é feita em árvore em que ao fim de cada nível escolhemos um de dois ramos, cada um com uma letra do alfabeto grego. A arte também é muito bonita, com planos de fundo bem desenhados e bosses enormes para combater. Ainda hoje vejo este tipo de jogos de naves e sinceramente, tirando os gráficos, a maioria fica atrás desta joia de jogo.


Test drive 5

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Na PSOne, os jogos de corridas dominaram a minha biblioteca, por isso esperem ver mais alguns nesta lista. No entanto, o melhor foi sem dúvida Test Drive 5. O jogo era perfeito na altura: condução incrivelmente fluida, que mudava dependendo dos carros; a musica era no mínimo épica e existia uma variedade enorme de pistas. O jogo introduziu-me os meus dois carros favoritos: o Dodge Viper e o lindo Shelby Cobra. Quem jogou isto e não se lembra dos saltos enormes nas ruas de São Francisco?


World’s Scariest Police Chases

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Sempre fui grande fã de programas policiais. Houve uma altura em que andava completamente viciado em C.O.P.S. Um dos jogos que me fez gostar desse género de programas, foi World’s Scariest Police Chases. Neste jogo de condução, controlávamos um carro de polícia e o nosso objectivo era perseguir e capturar carros de criminosos. Foi também o primeiro jogo de mundo aberto que joguei, onde podíamos patrulhar as ruas em busca de bandidos e detê-los batendo neles com o nosso carro ou através da mecânica de disparar em andamento, que para mim foi uma novidade na altura. A patrulha acabava quando o nosso carro era destruído.


Moto Racer World Tour

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O primeiro jogo de corridas de motas que joguei, o que me agarrou completamente a este jogo foi o seu multiplayer, associado à variedade de motas e pistas. Tínhamos pistas de asfalto ou terra batida e motas que iam desde Superbikes a motocross. Jogar este jogo na companhia de um amigo era das melhores experiências que havia na PSOne.


Hercules

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Os filmes em geral têm péssimas adaptações para jogos. No entanto, as poucas excepções geralmente fazem-no de forma genial e a adaptação do filme Hercules da Disney foi sem dúvida uma delas. A arte do jogo era quase cópia do filme, misturava elementos de combate com plataformas, as lutas de bosses eram épicas e retratava de forma extremamente fiel os eventos dos filmes, com uma atenção ao detalhe que já pouco se vê nos dias de hoje.


Tekken 3

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A saga Tekken é conhecida pela sua qualidade e o 3º jogo foi o primeiro que joguei da série. Vinha de Virtua Fighter na Sega Saturn, pelo que os gráficos completamente 3D de Tekken 3 foram um choque para mim. De todos os Tekken que saíram até agora nenhum teve o mesmo impacto que Tekken 3 e foi sem dúvida o jogo de luta que mais tive prazer de jogar até hoje. Além do modo de luta típico dos arcades, o modo ao estilo Double Dragon mudava completamente o estilo de jogo. Para ajudar à festa, introduziu um dos meus personagens favoritos de jogos de luta: Yoshimitsu.


Wipeout 3

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Como disse acima, G-Darius foi um dos meus jogos favoritos, pelo que estava sempre curioso quando via um novo jogo de naves. Wipeout conseguiu juntar as naves às corridas que tanto gostava e mudou-lhes as regras ao adicionar power-ups e a possibilidade de podermos causar danos às naves inimigas. Adorei a sensação de velocidade que o jogo transmitia, a variedade entre as naves e a banda sonora criavam uma atmosfera sublime naquele que é um dos jogos mais lendários da PS.


Gran Turismo

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Se perceberam que era grande fã de jogos de corridas, então já devem ter antecipado que este jogo ia aparecer nesta lista. Gran Turismo agarrou-me desde o momento em que comecei a acelerar com o Dodge Viper que tanto gostava em Test Drive 5 e me espetei contra a primeira curva que apareceu. A jogabilidade era completamente diferente dos arcades a que estava habituado, mas sim um jogo que tentava simular o comportamento real dos carros. Na altura já possuía um volante para a consola, com o qual jogava bastante Nascar e Formula One 2000, mas quando o liguei ao Gran Turismo, toda a minha visão sobre jogos de condução deu uma volta de 180 graus. A quantidade de carros era absurdamente grande se compararmos com os outros jogos da época e o volante trazia um realismo e precisão ainda maiores à nossa condução. Foi o jogo que me mostrou que não é preciso conduzir de forma rápida e agressiva para ganhar uma corrida, embora ainda goste de aplicar os meus conhecimentos de Burnout na maioria dos jogos.


Time Crisis

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Antes de ter o volante para a PSOne, o meu periférico de eleição, praticamente nem era o Dualshock mas sim a Light Gun. Se Medal of Honor Underground já me tinha espantado pelo facto de só poder ver a arma, Time Crisis atropelou-me completamente ao trazer a arma para fora do ecrã. Nem sei quantas horas pus neste jogo, mas consegui acabar todos os modos sem perder uma única vida, portanto acredito que foram muitas. Ainda hoje é um dos jogos que mais gosto de jogar nos salões de jogos, especialmente se tiver um amigo ao lado para jogar em cooperação.


Die Hard Trilogy

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Mais um exemplo de um jogo que era uma fantástica adaptação de um filme. Curiosamente vi os filmes depois de ter jogado o jogo, pelo que fiquei mais surpreendido pelo facto de os eventos do jogo estarem retratados nos filmes, quando devia ser ao contrário. Os níveis eram muito bem desenhados, com vários segredos para descobrir, a IA inimiga era implacável e muitas das vezes era flanqueado em zonas inesperadas e lá tinha de repetir o nível de novo. Também tínhamos dois modos completamente distintos de jogar: um em terceira pessoa e um em rail shooter.


Aliens Resurrection

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Provavelmente uma das poucas adaptações de filme, onde o jogo era melhor que o próprio filme. O jogo conseguia retratar de forma incrivelmente brutal, a sensação desesperante de estar numa nave cheia de inimigos humanos, enquanto somos caçados por aliens assassinos. Os corredores eram praticamente todos escuros e muitas vezes o nosso único guia era o clássico radar. Podíamos até ser atacados pelos Facehuggers, que tornavam o jogo numa corrida contra o tempo, pois se não removêssemos o ovo de alien numa sala de operações a tempo, acabávamos por morrer. O jogo saiu 14 anos antes de Alien Isolation, mas a sensação de terror que senti foi a mesma.


Omega Boost

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Foi um jogo sem dúvida único que joguei na PSOne, colocava-nos dentro de um robô humanóide, ao estilo de Gundam, onde tínhamos de lutar contra bosses que normalmente eram naves enormes, ou outros robôs parecidos connosco. A câmara não era a melhor mas os combates espaciais épicos compensavam completamente.


Crash Bandicoot

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O meu primeiro contacto com a obra prima da Naughty Dog, foi antes de ter a PSOne sequer. Ia muitas vezes a casa de um amigo jogar na consola dele e um dia apareceu com este jogo. Fiquei imediatamente rendido aos gráficos, jogabilidade fluida e musica, para não falar da componente cómica do jogo.


Point Blank 2

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Numa altura em que o meu vício em Time Crisis estava no seu pico, eis que descubro outra pérola para a minha Light Gun. Neste jogo o objectivo não era salvar o mundo nem matar soldados inimigos, mas sim disparar em alvos numa absurda quantidade de mini jogos diferentes. Um dos modos mais desafiantes, envolvia escalar uma torre em que cada andar tinha um jogo. Quanto mais alto subíamos, mais nos aproximávamos do espaço e mais difícil ficavam os jogos.


Ridge Racer Type 4

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Mais um peso pesado dos jogos de condução na PSOne, chegou a ser o meu arcade de eleição depois de Test Drive 5 e já se notava uma boa melhoria em termos gráficos, especialmente na iluminação que tentava simular de forma realista os raios solares. A sensação de velocidade era muito boa e a condução no geral bastante satisfatória.


Colin McRae Rally

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Sega Rally Championship foi o jogo que veio com a minha Sega Saturn e ainda hoje um dos meus jogos favoritos de corridas, especialmente nos salões de jogos. Collin McRae trouxe a parte de simulação que tanto gostei em Gran Turismo, para as corridas de Rally. Não foi um jogo nada fácil de jogar na altura e a IA era bastante agressiva e parecia que era quase impossível ganhar, mas quando o conseguíamos era uma do mais épico que havia.


ISS Pro Evolution Soccer

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Apesar de ser grande fã de FIFA, o meu primeiro jogo de futebol foi o ISS PES. Quando o coloquei pela primeira vez na consola, não fazia ideia de como raio se jogava um jogo de futebol numa consola, mas os controlos acessíveis e a jogabilidade fluída que sempre caracterizou a série (pelo menos até PES2008) ajudou-me gostar de um género que nunca me tinha passado pela cabeça.

 


Carmageddon

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Nada melhor para terminar esta lista que mais um jogo de condução. Se há coisa que todos sabemos, é aquela sensação de quando jogámos o nosso primeiro jogo violento. Para mim foi Carmageddon, um jogo de corridas com elementos de Destruction Derby, que aparenta ser bastante normal, ou seria, não fosse o facto de podermos atropelar e despedaçar quem quer que se meta no nosso caminho. Fui apanhado completamente desprevenido por este jogo, pois foi a primeira vez que um jogo me dava a liberdade para fazer a porcaria toda que eu quisesse, sem qualquer tipo de corrente a prender-me. Podia completar a corrida normalmente, podia destruir o adversário ou podia simplesmente atropelar tudo o que se mexesse no meio da estrada. Era um jogo que adorava jogar acompanhado e acho que nunca acabei uma corrida neste jogo, pois obviamente a nossa rotina era sempre andar um contra o outro e contra as pessoas.

 

Estes foram os meus jogos favoritos, mas claro que existem outros que adorei e muitos mais que só joguei anos mais tarde como Silent Hill, Metal Gear Solid e outros dos jogos mais míticos da consola. Mas agora que disse os meus jogos favoritos desta que é uma das consolas mais populares de sempre, é a vossa vez de dizerem nos comentários quais os vossos favoritos da PS.