Na Lisboa Games Week, tivemos a oportunidade de experimentar o tão aguardado The Last Guardian, que está previsto para sair a 6 de Dezembro.

No evento, pudemos jogar a primeira secção do jogo, assim como uma pequena secção situada mais ou menos a meio do jogo. As nossas primeiras impressões foram muito positivas, mas veremos o porquê.

Começando pela componente gráfica, nota-se que o jogo começou por ser desenvolvido para a geração anterior. Apesar disso, apresenta um sistema de física impressionante, objetos que se comportam de forma bastante realista, assim como os elementos destruíveis, que se dividem em bastantes objetos individuais, nomeadamente as madeiras e pedras.

Em termos de arte, se jogaram ICO ou Shadow of the Colossus já sabem o que esperar. A arte já conhecida de Fumito Ueda apresenta-se mais uma vez em grande, com uma paleta de cores com fundo verde e objetos com cores bastante vivas para um contraste suave.

A arte também tem um papel decisivo na forma como progridem nos níveis.

O jogo praticamente não vos dá dicas de como chegar à próxima fase. Para isso, têm de dar uso aos vossos olhos e observar bem o que vos rodeia. As pistas estão lá, desde um subtil brilho de um barril que podem carregar, até à poeira que cai de uma trave de pedra que podem trepar, é só estarem atentos.

A arte dos personagens também está fantástica, com um contraste interessante entre os dois protagonistas. Enquanto o rapaz com que jogamos assume uma arte mais cartunesca, Trico, o famoso companheiro que se parece com um grifo, assume uma arte mais realista, com a sua densa cobertura de penas a ter um comportamento bastante realista, reagindo aos movimentos do animal e aos elementos do ambiente.

Voltando à arte como elemento de jogabilidade, uma mecânica que está de regresso, é a possibilidade de trepar Trico, ao estilo do que era possível em Shadow of the Colossus. Desta vez, em vez de utilizarmos esta mecânica para ataque, utilizamos como meio de progredirmos nos níveis.

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A IA de Trico tem uma grande influência nesta mecânica, e é praticamente a única fonte de dicas que o jogo vos dá. Trico percebe quando estão perdidos nos níveis e posiciona-se de forma quase sorrateira, de modo a que o jogador entenda que o têm de trepar ou passar por um determinado sítio. O jogo também vos dá algumas dicas subtis na forma de monólogos vindos do protagonista.

Existe outra mecânica muito interessante que não vou revelar aqui, pois a forma como a obtêm é um momento muito bom da secção inicial.

Concluindo, as nossas primeiras impressões acerca de The Last Guardian, como tinha dito foram muito positivas, a forma como Ueda consegue juntar de forma quase mágica a arte e história com os elementos de jogabilidade, são algo único na indústria dos videojogos.

Além disso é um jogo que não vos dá tudo de mão beijada, algo que é bastante refrescante nos dias de hoje, em que os jogos nos metem tudo à frente e praticamente só temos de andar em frente. Acredito que o jogo vá corresponder a todas as expectativas colocadas nele, mas vamos esperar pelo lançamento final para analisar o jogo de forma completa.