Review: World of Final Fantasy - A Fantasia mais Kawaii! *_*
HumorFactor NostalgiaRegresso dos combates por turnoDuração/Tempo de jogo
Demasiado linearAlgumas das piadas perdem-se na tradução
85%Valor Total
Jogabilidade85%
Gráficos80%
Duração90%
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World of Final Fantasy é a mais recente edição da popular saga da Square Enix, e serve de aperitivo para o prato principal que chegará às lojas no fim de Novembro: Final Fantasy XV!

Apresentado na E3 de 2015, World of Fantasy surpreendeu a todos. O aspecto “chibi” das suas personagens e criaturas, tal como as várias mudanças que prometia, despertaram a curiosidade de muitos. Contudo, o jogo foi algo ofuscado por outras promessas da Square Enix. Ninguém o levou muito a sério, ficando à sombra do colosso que é Final Fantasy XV.

Felizmente, as aparências enganam, e por baixo do aspecto ligeiro de World of Final Fantasy, esconde-se algo mais. Muito mais.

World of Final Fantasy – O longo sonho chega ao fim

World of Final Fantasy introduz-nos a história dos irmãos Reynn e Lann. Com eles descobrimos que existe outro mundo, chamado Grymoire, do qual eles não têm memórias. Perderam os seus Mirages, criaturas que ali habitam e que antes controlavam. Assim, para recuperar a sua memória, viajam juntos a este “novo” mundo com a intenção de aproveitar tudo e conseguir voltar a ser quem eram.

Ao chegar a Grymoire, descobrem que neste mundo são considerados colossos (Jiants) pelos seus habitantes. Estes são Lilikin, humanos com aspecto chibi, pequenos e cabeçudos e, a cima de tudo, adoráveis. Contudo, tanto Reynn como Lann podem trocar de tamanho à vontade.

Pouco a pouco vamos entrando na história, onde iremos descobrir o passado dos protagonistas, e nos envolveremos na guerra contra o poderoso Exército de Bahamut.

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No decorrer da aventura visitaremos lugares facilmente reconhecíveis por qualquer fã de Final Fantasy, como Cordelia (FF) e Saronia (FF III). Também encontraremos versões Lilikin de muitas das melhores personagens que a Square Enix já nos deu a conhecer no passado. E em trinta anos de Final Fantasy, asseguramos que não são poucas.

Uma pequena introdução ao mundo de Final Fantasy

É certo que o humor sempre esteve presente presente na saga, umas vezes mais que outras, mas em World of Final Fantasy este é levado a outro nível. Graças a isto, o jogo tem em si um ambiente mais ligeiro. As personagens dos protagonistas completam-se perfeitamente, o que resulta constantemente em situações cómicas.

Para começar, Reynn é inteligente, mais calma e desconfiada, enquanto que o seu irmão Lann é completamente o oposto. O que leva a diálogos e e confrontos absurdos por vezes, à semelhança do estilo de humor de um anime. Se somarmos a isto uma mascote fofa e com uma forma de falar engraçada, temos o cocktail perfeito.

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A banda sonora é composta por versões mais ligeiras de clássicos da saga, contando com algumas músicas novas. Fazendo assim as delicias dos jogadores mais veteranos, introduzindo aos mais novos o incrível mundo sonoro de Final Fantasy.

Clássico mas moderno

Uma das novidades mais interessantes de World of Final Fantasy está no combate e desenvolvimento das personagens. Regressamos às batalhas em tempo continuo, que dão dinamismo aos combates por turnos. Também contamos com um menú clássico com todas as acções a realizar, contudo apresentam-se como novidade o menu simples e as formações.

Em primeiro lugar, o menu simples, que nos permite definir uma acção para cada botão do comando. Isto facilitará a realização das acções mais habituais, tornando-as mais rápidas. Podemos trocar entre ambos os menus em qualquer momento durante o combate.

Por outro lado, as formações são a base do sistema de combate. Cada uma das nossas personagens forma uma torre com outras duas criaturas, combinando assim os seus poderes, fraquezas e resistências. Aqui temos a complexidade do jogo e toda a sua estratégia, sendo que não dependemos apenas das personagens para ganhar os combates, como também das criaturas (Mirages) que vamos capturando.

Vou ser o melhor…

Sim, treinar e evoluir todos os Mirages que apanhemos será a chave do nosso sucesso. Ou, pelo menos, nas batalhas mais complicadas. Também teremos de ter em conta qual a melhor formação das nossas torres, visto que o resultado pode variar bastante. Luto com Reynn em modo Jiant ou coloco-a em cima de um Bégimo? Além disso, as habilidades variam em função dos Miragens que formam a nossa torre. Por exemplo, se temos dois Mirages que conhecem o feitiço Piro, a nossa torre poderá lançar o feitiço Piro+. Útil, não?

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Por fim, teremos que ter em conta que as nossas torres também podem ser desfeitas durante um combate, ainda que isso tenha consequências. Ao fazê-lo ficaremos com três personagens muito mais frágeis, por isso não será algo recomendável de se fazer.

Linear mas completo

Enquanto que o sistema de combate é algo complexo e requer uma ideia sólida para o que fazemos, no que toca ao avanço na história, esta é simples. Infelizmente, é um jogo bastante linear. As missões secundárias são bem vindas, mas a duração total da história está à volta das 35h. Ainda que hoje em dia seja uma duração razoável, fica longe de alguns clássicos da saga Final Fantasy.

Mas, se quiserem completar o jogo a 100%, não será uma tarefa fácil. E quando o conseguirem, ainda será possivel desfrutar um bocado mais do jogo pelo multiplayer. Se visitarem o coliseu poderão lutar com os chefes que já derrotaram e também outros jogadores que estiverem online.

À altura de 2016?

No que diz respeito aos gráficos, poderia dizer-se que cumpre com tudo o que se possa esperar de um jogo como este. Não espreme a potência da PS4, nem tenta, conformando-se com ser correcto em todos os aspectos. Assim, as texturas e modelos são simples e não há grandes maravilhas quanto às animações e iluminações. Ainda assim, há que reconhecer que com o ambiente do jogo que quiseram alcançar, os gráficos são muito apropriados.

Quer sejam fãs da saga desde o primeiro jogo ou este será o vosso primeiro jogo, irão com certeza encontrar algo que vos atraia no World of Final Fantasy. Seja pelo seu ambiente ligeiro, a nostalgia simples ou a caça aos Mirages, trata-se de um jogo a ter em conta!