2016 foi um ano de grandes jogos, para todos os gostos e dos mais variados géneros. Apesar de geralmente resumirmos as nossas listas aos 10 melhores, esta lista vai conter os 20 melhores jogos que jogámos em 2016, tal é a quantidade de títulos fantásticos que foram lançados.

Se ainda não jogaram algum destes jogos, não os deixem fugir, ainda para mais quando a maioria deles já se podem adquirir com uns belos descontos. De referir ainda que a lista não está ordenada do melhor para o pior, sendo mais como uma lista de recomendação e serve como forma de honrar os jogos que realmente se destacaram em 2016.

Então vejamos.

Doom

O regresso de Doom foi algo que apanhou a comunidade gamer de surpresa. A beta multiplayer que foi lançada antes do jogo, não foi propriamente bem recebida devido à qualidade mediana e pela falta de novidades que vinham incluídas, que levou os fãs a questionarem se o produto final seria todo tão sem sal.

Para alegria de todos, o que acabou por ser lançado foi uma das melhores campanhas FPS dos últimos anos, com muita violência, jogabilidade fluída, excelente performance e, apesar de continuar com um modo multijogador mediano, ainda era possível divertir-se bastante com ele.

Sem dúvida um excelente regresso para um dos pais dos FPS modernos.

 

Battlefield 1

Battlefield 1 foi provavelmente a jogada mais arriscada por parte da EA e DICE nos últimos anos e, podemos dizer com toda a certeza, valeu a aposta.

A DICE conseguiu trazer um excelente jogo, com uma campanha divertida, um multijogador extremamente afinado e igualmente divertido, tudo isto na 1ª Guerra Mundial, algo que até 2016 muito poucos jogos conseguiram fazer, sendo que o único que me passa pela cabeça é Verdun.

É sem dúvida um dos melhores do ano e, de longe, uma das melhores experiências multijogador da geração até agora, que não podem deixar fugir. Podem ler a nossa análise para mais detalhes sobre Battlefield 1.

 

Overwatch

A Blizzard já é conhecida por transformar em ouro tudo o que toca. O género FPS era até agora águas desconhecidas para a companhia mas, mais uma vez, conseguiu destruir todas as dúvidas e entregar aquele que é um dos jogos mais populares do ano, destronando até League of Legends do top do Twitch, por exemplo.

Overwatch é um jogo que por fora parece bastante simples, mas revela-se com bastante profundidade à medida que vamos conhecendo todos os personagens e aprendemos as melhores combinações entre eles. Além disso, possui um sistema de progressão viciante e familiar, assim como um motor de jogo muito optimizado, capaz de correr numa enorme gama de máquinas.

Apesar de acharmos que o preço podia ter sido mais reduzido, tendo em conta o conteúdo que vem no pacote, o contínuo suporte da Blizzard que vai introduzindo mais conteúdo gratuito, as suas possibilidades a nível competitivo e a jogabilidade super afinada tornam-no num jogo obrigatório para qualquer fã deste género de jogos.

 

XCOM 2

XCOM Enemy Unknown foi o meu primeiro contacto com a série, que já existe desde 1994. Sempre fui grande fã deste tipo de jogos de estratégia, baseados em táticas e Enemy Unknown foi uma excelente surpresa para mim, tornando-me imediatamente adepto da série.

XCOM 2 pegou em tudo o que Enemy Unknown tinha de bom e melhorou ainda mais, com uma excelente história de resistência e guerrilha, um excelente modo de personalização, mais inimigos, IA melhorada e muitas lágrimas por perdermos os nossos soldados favoritos.

Apesar do lançamento não ter sido muito suave no PC, com diversos problemas de performance, o resto que o jogo tem a oferecer é excelente e muito poucos jogos conseguem fazer-nos sentir pelos nossos soldados, como XCOM consegue.

 

Final Fantasy XV

Final Fantasy XV foi um excelente regresso da série à boa forma. Apesar do longo e tortuoso ciclo de 10 anos em produção, a Square Enix conseguiu entregar um produto extremamente polido, com uma qualidade gráfica incrível nas consolas e jogabilidade espetacular.

Apesar de possuir uma história com alguns buracos e, longe de ser perfeita, o final conseguiu surpreender-nos bastante, assim como algumas das lutas de bosses, que chegam a lembrar as de God of War. Além disso, existe conteúdo suficiente para ultrapassar as 100 horas de jogo, lutas e masmorras desafiantes, missões de caça entre outros, tudo isto ao som de uma das melhores bandas sonoras desta geração.

Podem ler a nossa análise para mais detalhes.

 

Uncharted 4

Para muitos o melhor do ano e, de longe, um dos melhores da PS4. Um autêntico “system seller”, que combina uma excelente história e jogabilidade, com gráficos e efeitos sonoros de topo, possivelmente os melhores já feitos para consola.

A história de Nathan Drake parece ter chegado ao fim, mas o seu último capítulo não foi nada menos que épico, algo a que a Naughty Dog já nos habituou, com a sua história interessante e diálogos muito bem escritos. Além disso, ainda existe um modo multijogador com algumas mecânicas incomuns e igualmente divertido.

Agora resta-nos esperar pela expansão The Lost Legacy.

 

Forza Horizon 3

A Xbox One e PC receberam este ano aquele que é, de longe, um dos melhores jogos de corridas de sempre e, sem dúvida, o melhor desta geração até ao momento. Forza Horizon 3 é uma autêntica obra prima a praticamente todos os níveis, apresentando visuais exuberantes, que retratam a paisagem australiana de forma exemplar, jogabilidade fluída e uma componente multijogador interessante.

Também foi a estreia da série no PC, e ainda que não tenha tido um lançamento tão suave como seria de esperar, ainda é a melhor forma de sentir toda a experiência destes bólides, especialmente se for a 4K e acima de 60 FPS.

 

Titanfall 2

A Respawn ouviu todas as críticas feitas a Titanfall 1 e criou em Titanfall 2, um dos melhores FPS que já tivemos o prazer de jogar nos últimos anos. Além da jogabilidade extremamente fluida com novas mecânicas, foi introduzida uma campanha singleplayer memorável, com momentos e personagens muito bem conseguidos.

Além disso o modo multijogador foi ainda mais afinado, existem novos modos de jogo e, como cereja no topo do bolo, todos os conteúdos adicionais serão gratuitos. Infelizmente o único senão é o sistema de progressão que não é aliciante o suficiente, mas em nada diminui o excelente trabalho da Respawn.

A sua data de lançamento foi muito mal escolhida, sendo colocado entre Battlefield 1 e Call of Duty Infinite Warfare, o que afetou seriamente as suas vendas, mas entretanto, a EA tem colocado o jogo com descontos fantásticos portanto, se puderem, não o deixem passar ao lado, que não se vão arrepender.

 

Pokémon Sun & Moon

A Game Freak lançou aquele que é, provavelmente, o último Pokémon da Nintendo 3DS e que lançamento foi. O jogo quebrou quase todas as regras e tradições da série e apresentou-se como um dos melhores da série dos últimos anos.

A história até foi bastante interessante, com uma temática bastante negra e um sistema de cinemáticas e diálogos inéditos na série, assim como mecânicas pedidas à muito pelos fãs. Ainda não nos cansámos de procurar todos os novos Pokémon lançados e, dificilmente largaremos o jogo nos próximos tempos.

Podem ler a nossa análise para mais detalhes sobre o jogo.

 

Civilization 6

Civilization 6 foi um excelente jogo de estratégia e um dos melhores de 2016, com muitas novidades e mecânicas melhoradas, assim como um estilo de arte e banda sonora espetaculares.

Apesar de ainda ter alguns problemas com a parte de diplomacia, continua a ser extremamente viciante e temos sempre vontade de jogar mais um turno, que se transforma em 2 horas de jogo num piscar de olhos. Se são fãs de jogos 4X, não podem deixar este fugir, se é que ainda não o têm. Além disso o Sean Bean aparece.

Podem ler a nossa análise aqui.

 

Super Hot

Super Hot é um dos FPS mais surpreendentes que já jogamos. Apesar de ser um jogo bastante simples, na teoria, apresenta-se como bastante mais complexo do que aparenta e é capaz de nos deixar com a cabeça às voltas.

O conceito deste jogo, é que o tempo só se move, quando vocês se movem. Isto faz com que o jogo, acabe por ter uma componente estratégica bastante interessante, tornando-se quase um FPS de puzzle, visto que as situações pelas quais passam nos níveis, são como pequenas peças, que quando terminam podem ver em tempo real, muitas delas bastante espetaculares.

A história é bastante interessante e possui alguns momentos que vos deixam arrepiados, existem muitos níveis extra com modificadores que vos restringem as armas ou a forma como matam os inimigos. É sem dúvida um jogo a não perder.

 

Kingdom Hearts Unchained X

Como fãs de Kingdom Hearts, não podíamos deixar de experimentar este lançamento para iOS e Android. Apesar da história ser um pouco confusa, acaba por ter alguma ligação com KH3, especialmente se virem os últimos trailers que foram lançados.

No entanto, a jogabilidade é o principal factor neste jogo. Se Kingdom Hearts fosse um RPG por turnos, esta seria a forma ideal de o fazer. Sinceramente, preferíamos que Chain of Memories tivesse adoptado este sistema.

O jogo conta com centenas de missões, continuo suporte da Square Enix, que vai colocando diversos eventos, raids que podem derrotar com ajuda do vosso clã, entre muitas outras coisas.

Apesar de ser totalmente possível jogar sem gastar dinheiro, algumas das medalhas mais poderosas requerem muita sorte, ou que gastem algum mas, felizmente, é possível partilharem uma das vossas medalhas, e utilizar uma medalha de um membro da vossa equipa, pelo que procurar por um bom clã ajuda bastante.

 

Firewatch

Firewatch foi um jogo bastante esperado por nós, especialmente após a revelação na E3. É um walking simulator com um trabalho vocal perfeito e uma história bastante interessante.

Além disso, o trabalho de arte dos cenários está fenomenal e existem bastantes segredos por descobrir, consegue manter o jogador agarrado sem a necessidade de explosões ou momentos espetaculares e os personagens são imediatamente adoráveis.

Podem ler a nossa análise aqui.

 

The Witness

The Witness não é um jogo para todos. É um jogo de puzzles, capaz de vos derreter o cérebro com alguns dos quebra cabeças que vos coloca à frente. No entanto, muito poucos jogos conseguiram dar a satisfação de acabar algo que estamos a tentar fazer à 2 horas, como The Witness fez.

A forma como os puzzles estão desenhados é muito bem pensada, começando bastante fáceis, para vos dar uma noção das mecânicas por de trás dos mesmos, acabando bastante complexos, o que leva a vários minutos, ou horas até, de meditação.

A melhor parte é que não têm de ficar presos num puzzle para progredir, visto que o mundo do jogo é aberto, portanto podem visitar outra área e resolver os puzzles que lá se encontram, até terem a tão desejada epifania sobre como resolver aquele puzzle em que estiveram presos anteriormente.

 

Hearts of Iron 4

Hearts of Iron 4 é o novo título da famosa série de estratégia da Paradox Interactive. Não é um jogo para todos, mesmo entre os fãs do género, pois requer muita antecipação e micro-gestão, algo que não é tão requerido em jogos de estratégia em tempo real.

Se realmente vos interessa este tipo de jogos, vão encontrar em HoI4 um jogo de estratégia bastante desafiante, com mecânicas bastante realistas, num ambiente da 2ª Guerra Mundial que inclui todas as nações envolvidas e muitas outras.

Além disso, foi incluído um modo multijogador cooperativo e competitivo para poderem desfrutar da experiência com os vossos amigos ou enfrentarem desconhecidos, para ver quem tem a melhor tática.

Podem ler a nossa análise aqui.

 

Inside

Dos mesmos criadores de Limbo, Inside foi, para nós, um excelente sucessor com uma história bastante interessante e um ambiente incrivelmente assustador, não propriamente por ser um jogo de terror, mas pelo conceito do que se passa durante todo o jogo.

A temática envolve escravatura e lavagem cerebral, assim como experiências bastante mórbidas que podemos testemunhar em primeira pessoa ao longo do jogo.

É um platformer bastante interessante, com puzzles muito bem desenhados e muitos deles extremamente tensos e, apesar de não ser muito longa, a campanha é bastante memorável, especialmente a secção final que foi de arrepiar de tão boa que era. Não podem deixar fugir esta pérola.

 

Furi

Há muito tempo que não pegávamos num jogo que nos deixasse as mãos a suar como Furi. Este jogo de Hack and Slash e Boss Rush, mistura jogabilidade fluída com elementos de bullet hell para combates extremamente desafiantes e tensos, que testam os vossos reflexos quase até ao limite e vos deixam as mãos completamente encharcadas, no fim dos combates.

Além disso, o sistema de saúde do jogo é muito interessante, tornando os combates quase por rondas, pois cada vez que destroem parte da saúde do inimigo recuperam a vossa e ele ganha novos ataques, mas o contrário também pode acontecer tornando cada nível como uma espécie de Tug of War por turnos.

A cereja no topo do bolo foi ter sido oferecido gratuitamente com o PS Plus mas ainda podem adquiri-lo por um preço bastante baixo para a consola e PC.

 

Pokémon Go

Pokémon Go tem muitas coisas boas, mas está longe de ser um bom jogo. No entanto, faz parte desta lista por causa do conceito.

Este jogo conseguiu tirar muita gente de casa e tornou-se num autêntico fenómeno social, capaz de juntar autênticas hordas de desconhecidos, que puderam interagir uns com os outros devido a um tema em comum. Ao longo do ano vimos como milhares de pessoas se juntaram para eventos e milhões percorreram centenas de quilómetros para chocarem os ovos, na esperança de sair aquele Pokémon tão desejado.

A Niantic tem vindo a melhorar o jogo substancialmente, com novas adições e eventos e, apesar do número de jogadores ter caído bastante, ainda é muito jogado e apreciado por grandes comunidades de jogadores.

 

Dark Souls 3

Apesar de, na nossa opinião, não ser tão bom como Bloodborne, é muito melhor que Dark Souls 2 e uma excelente continuação da história de Dark Souls. Tendo ido buscar algumas coisas a Bloodborne, Dark Souls 3 apresenta-se em grande forma, igualmente desafiante, com uma forma única de contar a história e muitas, muitas mortes.

Além disso, conta mais uma vez com uma banda sonora incrível, jogabilidade afinada e um enorme sentimento de recompensa sempre que conseguimos derrotar um boss, pelo que não podem deixar de jogar este título.

 

Ratchet and Clank

Ratchet and Clank para a PS4, foi um dos melhores reboots que já jogámos e foi um regresso em grande forma de uma das duplas favoritas dos donos de uma Playstation.

Graficamente, o jogo parece tirado de um filme CG, a sua jogabilidade possui o melhor dos jogos anteriores e a história faz homenagem ao original, assim como estabelece um novo começo para a série. É um excelente jogo para a PS4, que podem encontrar por um preço bastante amigo.

Podem ler a nossa análise aqui. Esperemos que o remake de Crash Bandicoot tenha o mesmo amor que este jogo.